Rev. Jucelino Souza
via Projeto: Os Puritanos

Rev. Valter Graciano é Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 1964 tendo sido jubilado em 2009. Continua em pleno vigor de suas funções profissionais como renomado tradutor de dezenas de títulos e, em seu maior volume, das obras do grande reformador João Calvino. Casado com Dona Cremilda. Tem cinco filhos e dez netos.

Rev. Valter Graciano é Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 1964 tendo sido jubilado em 2009. Continua em pleno vigor de suas funções profissionais como renomado tradutor de dezenas de títulos e, em seu maior volume, das obras do grande reformador João Calvino. Casado com Dona Cremilda. Tem cinco filhos e dez netos.

1. Projeto Os Puritanos: Quando e como começou sua trajetória como tradutor?
Resposta: Ao longo de meu ministério por várias igrejas, em Minas e em Goiás, eu já lia em espanhol e inglês a Bíblia e outros livros. Foi daí que veio surgindo o anseio de um dia aprender a traduzir. Cheguei a traduzir, à moda de arremedo, boa parte da primeira edição das Institutas, em espanhol, seguindo mais o desejo de ver esta obra em nosso idioma. Um forte anseio me consumia. Muito do que lia, em seguida traduzia. Por exemplo, em minhas primeiras leituras da Teologia Sistemática de Berkhof ainda em espanhol (li esta obra toda algumas vezes), ia traduzindo aquilo que pudesse ajudar-me a gravar mais intensamente na memória o conteúdo da obra.

Mas foi em meu pastorado numa pequena cidade goiana, Ceres, que encarei decisivamente a tarefa de traduzir livros de convicção profundamente calvinista. Naquele tempo ainda era pouca a produção de obras de cunho reformado. Foi então que traduzi o precioso livro de William Hendriksen, Mais que Vencedores. Assim que cheguei em São Paulo, ele foi publicado. A tradução foi muito precária, por isso se fez dele uma nova, e, por sinal, muito boa. Essa é a origem da publicação dos comentários neotestamentários de Hendriksen/Kistemaker que temos hoje.

Chegando a São Paulo como um dos diretores da Editora Cultura Cristã, além de assumir a preparação das revistas dominicais e de revisar outros livros, assentei no coração aperfeiçoar minhas traduções, o que consegui plausivelmente com a ajuda do grande teólogo e colega Rev. Sabatine Lali. Certo dia ele declarou que minha tradução de determinado livro ficaria melhor no lixo. E ele estava coberto de razão. No momento, fiquei arrasado, porém não desisti. E foi assim que começou minha trajetória de tradutor. Aliás, nunca digo que sou tradutor, e sim que traduzo, que são duas coisas distintas. E esses primórdios me serviram de grande instrução e preparo.

2. PP: O que o motivou a traduzir as obras de João Calvino?
Resposta: Enquanto ia traduzindo os comentários de William Hendriksen (pois fui eu que introduzi essa notável obra em nosso idioma), em meu universo interior foi se delineando um profundo desejo de ver o Reformador falando nosso idioma. O que principalmente me levou a esse anseio? Quando cheguei em São Paulo para trabalhar na ECC, estava em processo a tradução das Institutas, feita pelo Dr. Waldir Carvalho Luz. Tive que ler aquela tradução toda; e à medida que avançava na leitura, mais entendia que ninguém iria ler a obra naquela linguagem. Em meio à minha grande frustração e pesar, sentia que era preciso traduzir as obras do Reformador numa linguagem em que todos pudessem ler, pois foi esse o objetivo do Reformador. Enquanto escrevia, ele queria que todos entendessem. Isso tinha que ser feito, porém não atinava para a possibilidade. Com quem falava a respeito, me olhavam de modo indagador, com certo espanto. Alguns, entre os mais íntimos, diziam que eu era um sonhador. Não faltou quem dissesse que eu era maluco. Além de ser dispendiosa demais, já não havia necessidade de se produzir uma obra tão volumosa e dispendiosa. Todo argumento que meus amigos usavam para me dissuadir, era como faíscas a incendiar mais minha mente e coração. Eu sempre cria que era viável e mesmo indispensável.

3. PP: Quais as dificuldades para se traduzir Calvino?
Resposta: No tocante a mim, a primeira dificuldade estava em mim mesmo. Meu recurso literário era então muito mais fraco do que hoje. A linguagem das obras do Reformador é muito erudita. Abria um livro a esmo e tentava ler e desistia. A segunda dificuldade era o fato de que eu só poderia traduzir do inglês, e não dos originais latim e francês. Ainda quando a tradução para o inglês fosse muito bem feita, todavia teria que produzir uma tradução de tradução. Terceiro, A obra é vasta demais para ser produzida em sua totalidade. A editora naquele tempo estava dando seus últimos e moribundos suspiros, e logo morreu. Quarto, jamais teria encontrado, naquele momento, pessoas para formar uma equipe na elaboração da obra. Quinto, naquele momento, com certeza o Conselho Editorial não iria aprovar meu projeto. Sexto, fui demitido da Editora e fiquei a enfrentar meus conflitos pessoais, agora com menos recurso ainda. Enfim, eu era um homem sozinho, tentando chegar na praia, quando ainda estava em alto mar, sem ver nenhuma tábua de salvação. Mas a maior dificuldade de se traduzir Calvino é a indiferença da “igreja” para com aquilo que lhe pertence de direito. Até onde pude perceber, a igreja nunca sentiu necessidade de fazer o Reformador falar nosso idioma para ser lido pelos brasileiros. Se a igreja quisesse, teria começado esta obra desde o início, pois ela sempre teve recursos financeiros para as outras coisas!

4. PP: Como se sente, como brasileiro, quando está traduzindo as obras tão antigas do mestre e reformador de Genebra?
Resposta: Esta é uma indagação muito complexa, pois ela lida com um universo subjetivo. Enquanto traduzo essas obras grandiosas, sinto-me precipitado no espaço sideral, continuamente aturdido pelo conteúdo delas, em profunda convivência com o doutor genebrino.

Certo colega perguntou-me se não me sentia vaidoso em ver boa parte dessas obras já nas estantes dos leitores. Minha resposta foi que, muito embora essa tendência fosse real em mim, porém, mesmo que deixasse a vaidade entrar e dominar minha vida interior, não conseguiria, porque, convivendo com Calvino, sua vida, sua atitude, sua grandeza sempre esmagaram meu ego. Pois é difícil encontrar um homem com um coração mais piedoso do que foi João Calvino.

É verdade que tenho consciência da grandeza de tal empreendimento. Além das Institutas e de umas pequenas obras do Reformador, tudo mais dele que lemos em português é de minha lavra. De vez em quando recebo correspondência de colegas que expressam seus sentimentos pelo que faço, às vezes me causando profunda comoção. Por isso sou imensamente grato ao Senhor da Igreja por me escolher para essa atividade, pois ele poderia (ou, digamos, deveria) ter escolhido a quem de direito, no entanto lhe aprouve servir de minha pessoa tão despreparada para essa prestação de serviço à sua igreja. Meu drama é que, enquanto realizo esse divino trabalho, quase não tenho com quem partilhar tão imensa bênção. São poucos com quem tenho o prazer de dialogar e ser correspondido. Às vezes quase explodo de emoção e não encontro alguém para dividir isso. Mesmo assim, sinto-me como o homem mais abençoado da terra por receber esse mandado da parte do Senhor da Igreja. Que bênção é Deus me usar para facultar aos brasileiros a leitura das obras de João Calvino, ainda que seja um trabalho deficitário!

O drama é ainda mais intenso quando me lembro de minha origem e de minha trajetória. Estritamente falando, não possuo nada, absolutamente nada, que me qualifique para esse empreendimento. No entanto, foi a mim que o Senhor escolheu para esse fim. Todo esse aparato negativo dissipa a tendência natural de envaidecer-me. Ainda mais, eu seria um mísero homem se deixasse a vanglória dominar-me. Por isso, tenho sempre em mente o texto de Paulo, em 1 Coríntios 1.26-29, que termina: “A fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.”

5. PP: Qual a importância destas traduções para a Igreja brasileira?
Resposta: Sendo o povo brasileiro de cultura religiosa essencialmente católico-romana, que desde a fundação da nação procurou desfigurar a imagem dos reformadores do século dezesseis, fazer Martinho Lutero e João Calvino falarem aquilo que realmente falaram e serem o que realmente foram é de grande importância para que nosso povo aprenda a apreciar esses vultos da Igreja em sua integridade, sem distorção, sem adulteração, sem fuligem.

Quando me propus verter para a língua brasileira as obras de João Calvino, meu intuito primordial não foi que todos abraçassem integralmente o pensamento teológico do Reformador de Genebra, mas que suas obras fossem conhecidas, confrontadas, e o leitor pudesse decidir sobre sua aceitação ou não com pleno conhecimento de causa. Em geral, cita-se o Reformador como havendo dito o que não disse e tendo feito o que não fez. É oportuno lembrar que João Calvino, como os demais reformadores, não foi infalível em tudo quanto fez, ensinou e escreveu. Infalíveis foram os escritores da Bíblia. Há detalhes no ensino de Calvino com os quais não concordo. Mas esses detalhes de sua interpretação de modo algum ferem o grandioso todo de sua interpretação da Bíblia e da fé cristã. Em suma, o povo brasileiro precisa conhecer o Reformador para que, quando discordar dele, possa justificar seus motivos. Creio que, com isso, muitos presbiterianos passarão a admirar o Reformador.

6. PP: Olhando para as obras de Calvino e o presbiterianismo de hoje, o que o alegra e o que o entristece?
Resposta: O que me alegra é a grande ênfase que hoje o presbiterianismo está pondo na fé reformada, e tem feito grande empenho para disseminar o calvinismo, quer na confissão pública, quer na literatura, quer na celebração eclesiástica. Temos hoje grandes mestres que não só defendem a fé reformada, mas eles mesmos escrevem grandes obras e inclusive biografias de João Calvino. São teólogos genuinamente calvinistas. Não só os presbiterianos fazem isso, mas muitos de outras confissões.

O que me entristece é o fato do presbiterianismo medrar em solo brasileiro com o substrato calvinista, porém sem a presença maciça do Reformador genebrino. Se o evangelismo presbiteriano brasileiro florescesse com as Institutas do Reformador nas mãos, certamente a igreja seria muito mais robusta. Não precisaria mais que isso para o presbiterianismo ser, talvez, a maior força do povo evangélico.
Entristece-me o fato de que o presbiterianismo, em si, nunca se moveu positivamente na direção de ajudar-me na expansão das obras de João Calvino. A instituição, propriamente dita, nunca me estendeu a mão ou nunca dirigiu uma palavra oficial abonando meu trabalho ou mandando-me parar a fim de que as autoridades teológicas assumam o comando e façam a coisa certa: produzir as obras do Reformador diretamente dos originais.

Além do mais, é doloroso ver e ouvir de grandes vultos que insistem em permanecer no seio do presbiterianismo, não sendo realmente presbiterianos. Os concílios têm permitido a permanência desses vultos em seu seio. E esses vultos têm contribuído para a deformação da igreja. E eles, por sua vez, não têm oferecido algo melhor que o calvinismo tem. Sua contribuição distorcida não faz a igreja se agigantar; apenas a faz mudar de rumo e de caráter. Não sou contra alguém pensar de modo adverso do calvinismo; sou contra, sim, a igreja tolerar que ensinos distorcidos medrem em seu seio sem reagir. Quem não é presbiteriano deveria estar em outros meios, não no meio presbiteriano. Consistência é algo mui belo!

7. PP: O que mais lhe chama a atenção no caráter do escritor João Calvino?
Resposta: É sua piedade, convicção e persistência. Além de oferecer seu coração inteiro ao Senhor da igreja, bem como cultivar a mais vera piedade que um cristão pode fazer, ele, desde o início, cultivou a mais profunda convicção de haver sido chamado pelo Deus eterno para ser o reformador de sua igreja. Por isso mesmo, sua persistência, em meio à mais feroz perseguição, o engrandece sem paralelo. Assim como Lutero foi o Cisne da Reforma, segundo a profecia de João Us, João Calvino foi a Águia da Teologia Reformada. E isso se deve à sua profunda piedade, à sua inabalável convicção e à sua inamovível persistência em seguir adiante. Isso nos faz entender por que, quando foi expulso de Genebra, saiu em silêncio e foi para Strasburg em continuação de sua obra de reforma ali. Ao ser chamado de volta às lides genebrinas, chorando afirmou que tinha de voltar para seu inferno até concluir ali sua obra começada. E, ao assumir novamente o púlpito genebrino, convidou o povo a ler com ele o mesmo versículo onde havia interrompido sua exposição.

Calvino não nutria dúvida acerca de sua vocação ministerial. Essa convicção deveria ser o carro chefe do ministério de todos os pastores atuais. Temos em João Calvino matéria suficiente para tornar o ministério pastoral brasileiro a força mais edificadora e demolidora que se pode imaginar. Edificando a Igreja e demolindo os aríetes dos inimigos.

8. PP: Que recomendação faz ao leitor de Calvino?
Resposta: Eu começaria com os não-leitores dele. Com aqueles que acreditam que não têm que ler as obras do Reformador, sem terem consciência do que estão perdendo. Acreditam que as obras teológicas modernas são muito mais substanciosas. Não atinam para o fato de que os autores dessas obras estão se nutrindo do Reformador genebrino. Meu conselho, se é que tenha algum peso, é que passem a degustar o conteúdo dessas obras.

Aos leitores do Reformador, meu conselho é que intensifiquem essas leituras e pesquisas. Que procurem ir fundo no raciocínio desse grande teólogo. Assimilem ao máximo. Não têm que ficar apenas citando o nome do Reformador, nem apenas declarando que lê-lo é essencial à vida cristã. Não precisam divulgá-lo de modo apaixonado. Não seguimos o Reformador genebrino. Nosso supremo Mestre é nosso Senhor Jesus Cristo. É a teologia do Reformador que temos de incrementar na igreja, como sendo a melhor e mais fiel interpretação da Santa Escritura. Ser calvinista é encarar a Bíblia tal como é, sem redução nem acréscimo; sem fantasia nem negação. O Reformador nos dá grande exemplo de como devemos crer na Bíblia. Daí, os genuínos calvinistas não põem em dúvida nenhum texto sagrado. O que lhe parece absurdo, ele abraça ainda mais e busca maior percepção do que está lá.

9. PP: Até onde vai sua esperança em uma reforma na Igreja brasileira?
Resposta: Já entrevejo essa reforma se concretizando no seio daqueles grupos evangélicos que antes repeliam a visão reformada do Cristianismo. Principalmente a Assembleia de Deus tem abraçado em maior escala a fé reformada. Quando ainda tinha Edições Parakletos, meu maior freguês eram os seminários da Assembleia de Deus. Por exemplo, aqui em Goiânia há um grande avanço em direção à teologia reformada nos seminários e igrejas assembleianos. Os pastores que conheço declaram a plenos pulmões que sua convicção é reformada.

Soube ainda que há o mesmo movimento entre as Igrejas Cristãs Evangélicas. E é possível que esse movimento se expanda aonde ainda não o vemos. Sem querer ser presunçoso, quando comecei a editar as obras do Reformador genebrino, minha principal meta era alcançar as igrejas de convicção arminiana. E creio que o efeito de meu trabalho está surgindo, muito embora as obras do Reformador publicadas ainda sejam em pequena escala e ainda não chegaram a todos os rincões. Mas gostaria que todos soubessem que algumas dessas obras já atingiram a terceira edição. Hoje temos no Brasil três versões das Institutas: duas editadas pela Editora Cultura Cristã e outra editada pela UNESP, editora secular. E creio que essas edições estão circulando em grande escala por todo o território nacional e até mesmo internacional. A Editora Fiel, a qual publica minhas traduções, tem disseminado essas obras em todos os países de língua portuguesa. Ela tem facilitado a aquisição dessas obras em todo o Brasil. Nunca poderíamos imaginar que João Calvino viesse a ser tão popular em solo brasileiro.

Para mim, em particular, isso significa um genuíno reavivamento, o qual não se dá na esfera das emoções, e sim do intelecto. A visão calvinista da Bíblia revoluciona a vida em sua inteireza. Só existe reavivamento legítimo quando a fé é posta em prática; ela é um sistema que leva o indivíduo a viver a religião de Jesus. Quando a religião permanece na esfera emocional, não há produção de frutos; mas quando atinge a esfera do raciocínio, leva o indivíduo a pensar no que Jesus ensinou e viveu, então sua vida sofre a mais salutar revolução espiritual e moral.

10. PP: Quando conclui uma tradução de Calvino, que súplica faz a Deus?
Resposta: Quero que o leitor saiba que cada obra de Calvino que traduzo constitui um universo para minha mente e espírito. Ora mergulho num oceano sem fundo, ora sinto ter asas e me precipito no espaço sideral e de lá não quero voltar, ora sinto na exposição do Reformador genebrino uma atmosfera musical que soa como a maviosa harpa, o violino, o piano, e trabalho o tempo todo sob os efeitos dessas músicas celestiais. Ele consegue me submergir nas próprias ideias bíblicas, levando-me a ver o que está lá, porém até então não havia percebido.

Isso me leva a orar mentalmente, sem cessar. Com muita frequência paro a tradução e, dominado pela emoção, prorrompo em oração de ação de graças e oro que os leitores sintam a mesma coisa. Todos os dias começo meu trabalho rogando que o Senhor da igreja estique um pouco mais minha vida terrena para terminar todas as obras do Reformador genebrino. Quando termino um volume, dou graças, olho para o alto e dou um grito: Aleluia! Agradeço-lhe em me usar, o menor de todos os servos de Cristo, o menos competente para tal empreendimento, e rogo que use meu modesto trabalho para a mudança da vida dos filhos de Deus e para que muitos incrédulos venham à verdadeira fé por meio desse humilde trabalho.

Aproveito o ensejo para contar em poucas palavras que, quando terminei o terceiro volume da Harmonia da Lei, meu computador deu uma pane e apagou completamente tudo o que estava nele. Quase tudo foi salvo porque mantenho um HD externo com tudo gravado nele. Mas esse volume não fora gravado ali. Foi usada toda a tecnologia moderna na tentativa de recuperação da pasta. Quase quinhentas páginas perdidas. Faltou pouco para entrar em pânico. O desalento fulminou minha alma. Passaram-se uns quinze dias, quando certa manhã assentei-me diante do computador, e, sob o efeito de algo que li em algum lugar, que dizia: “Quem desiste de lutar nunca tem razão”, olhei para o alto e disse ao Senhor: “Meu Deus, renova meu ânimo para fazer de novo esta tradução como se fosse a primeira vez”. Com os olhos marejados, com o coração aos saltos, com o volume aberto diante de mim, no mesmo lugar de antes, recomecei a tradução com o mesmo ânimo e a mesma gratidão. Sabia que havia nisso um propósito divino. Cerca de dois meses depois estava com a nova tradução concluída – e valeu a pena!

Tenho a consciência de que sou o homem mais privilegiado do Brasil. Não sinto vaidade; sinto gratidão. Quem mantém convívio com Calvino, através de suas obras, não consegue envaidecer-se, porquanto está em contato indireto com um dos homens mais humildes que a igreja já teve em seu seio. Quando descobri que ele ordenara que sua sepultura fosse mantida no anonimato, e que hoje não se sabe onde ela está, que sentimento devo nutrir em meu mísero coração? O que me sobra que me envaideça? É verdade que a tendência está aí, com boca escancarada para me tragar. Mas em minha mente está impressa uma terrível realidade: Sou apenas servo! Senhor é outro!

A Ele toda a glória!

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Goiânia, 11 de abril de 2013
Valter Graciano Martins
O menor em Cristo
Rev. Valter Graciano é Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 1964 tendo sido jubilado em 2009. Continua em pleno vigor de suas funções profissionais como renomado tradutor de dezenas de títulos e, em seu maior volume, das obras do grande reformador João Calvino. Casado com Dona Cremilda. Tem cinco filhos e dez netos.

FONTE: Os Puritanos
Acesse: http://ospuritanos.blogspot.com.br/2013/04/entrevista-com-o-pr-valter-graciano.html

Rev. Jucelino Souza
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Rev. Jucelino Souza
via ADUA

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Márcia Perales vence 2º turno e fica até 2017

Com 60,7% dos votos válidos, a reitora licenciada Márcia Perales, candidata à reeleição, pela chapa “Ufam Sempre Melhor”, venceu a disputa do 2º turno da consulta à comunidade acadêmica para escolha de reitor e vice-reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), gestão 2013-2017. Ao lado de Hedinaldo Lima,como vice-reitor, Perales permanece no comando da instituição por mais quatro anos.

O resultado do pleito foi divulgado pela Comissão Central de Consulta (CCC) no início da noite desta sexta-feira (5), na sede da Comissão Permanente de Vestibular (Comvest), na presença dos candidatos. O diretor licenciado da Faculdade de Estudos Sociais, Sylvio Puga, que concorria à administração superior da Ufam pela chapa “Uma nova Ufam vai nascer”, recebeu 39,3% dos votos.

De um total de quase 35 mil pessoas aptas a votar neste 2º turno, apenas 8.539 compareceram às urnas nesta quinta-feira (4) – 148 a mais que na semana passada. Por conta da baixa participação da comunidade acadêmica, o índice de abstenção ficou em 75,6%, praticamente estável em relação ao 1º turno (76%).

Ao todo, foram 8.408 votos válidos. Entre eles, 56 votos brancos e 75 nulos. A exemplo do 1º turno, Márcia Perales recebeu a maior parte dos votos dos servidores: foram 924 dos professores, de um total de 1.291 válidos; e 856 votos dos técnicos administrativos, de um total 1.362 válidos. Já Sylvio Puga teve melhor desempenho entre os estudantes, com 3.010 votos, de um total de 5.755 válidos.

O resultado da votação será encaminhado ao Conselho Universitário (Consuni), instância máxima deliberativa da Ufam, para homologação no dia 15 de abril. Após essa etapa, a lista com o resultado do pleito será submetida à avaliação do Ministério da Educação (MEC).

Balanço – De acordo com avaliação da CCC, a apuração do resultado ocorreu dentro da expectativa. “Não houve nenhum tipo de ocorrência que merecesse qualquer comentário. O pleito e a apuração foram mais tranquilos em relação ao primeiro turno”, disse a presidente da Comissão, Ana Cristina Belarmino.

Fonte: ADUA
Acesse: http://adua.org.br/noticias.php?cod=980

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rev. Jucelino Souza
via SEDUC-AM

O saber que vem do Pará. Estudante de Manaus ingressará em Harvard

JEAN - HARVARD

Nascido na pequena comunidade de Vila Flexal em Óbidos (PA), Jean Cardoso Lopes, 18, finalista da escola estadual Sebastiana Braga, filho de um encanador e uma auxiliar de serviços gerais é o mais novo brasileiro habilitado para ingressar na Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo. O jovem, que foi aprovado em cinco universidades norte-americanas, optou por cursar Medicina e Ciências Políticas e está de malas prontas para seguir no final do mês de abril para Boston-EUA.

O estudante é filho de Jonas Correa Lopes e Vanuza Cardoso Lopes. Filho mais velho de quatro irmãos, Jean estudou a vida inteira em escolas públicas e, conforme relato da família, era sempre elogiado pelos professores por conta das boas notas.

Por conseqüência das médias escolares e do empenho na educação, as premiações começaram a surgir na vida do menino simples de Vila Flexal. Dos 11 aos 15 anos foi chamado para participar de diversas olimpíadas científicas dentre as quais de Astronomia, Robótica, Matemática, Lingüística, dentre outras realizadas nacionalmente.

Nessas competições, Jean contabilizou 23 medalhas e diversas menções honrosas pela participação. Em 2010, aos 15 anos e dando início ao ensino médio, conseguiu viajar para cinco países participando de concursos, olimpíadas educativas e exposições.

Trajetória

Em Buenos Aires (Argentina), por exemplo, participou de uma exposição de robótica e concurso de matemática; em Caracas (Venezuela) ministrou palestras para estudantes do ensino médio. Já na capital da Guiana Francesa, Caiena, competiu nas olimpíadas de astrofísica; na cidade de La Paz (Bolívia) participou de concurso de Física e da elaboração de projetos e concurso de lingüística. Na Cidade do México (México) concorreu nas olimpíadas de astronomia.

Após o período de prosperidade e inúmeras competições, em 2011 decidiu mudar-se para Manaus (AM), com seu irmão Jonas Lopes. Na capital amazonense hospedou-se na casa de seus tios e deu continuidade aos estudos, concluindo o ensino médio na escola estadual Sebastiana Braga.

Durante o período escolar na cidade de Manaus, foi convidado para participar de um concurso de astronomia na Polônia e para outras competições educativas no Brasil, projetos estes que não foram à frente.

Decisão

No ano de 2012, aos 17 anos, cursando o 3º ano do ensino médio, começou a estagiar na área administrativa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ao conhecer o ambiente acadêmico e ver outros jovens planejando o futuro, Jean viveu um momento decisivo em sua vida.

“Quando comecei o estágio na Ufam, vivi um momento muito complicado na minha vida. Pensava em tudo o que eu havia conquistado e, inspirado pelo ambiente acadêmico, comecei a pensar em estudar em uma universidade americana”

, revelou.

O jovem também conta que sempre admirou a forma de como os estudantes americanos levam a vida universitária e por isso tomou a decisão.

“Nos Estados Unidos a Universidade é muito diferente. A realidade que eles vivem era a que eu sonhava viver. Lá, após o ingresso na Universidade, eles estudam durante dois anos um pouco de tudo, para poder escolher a profissão. Também me entusiasmei ao saber que as universidades norte-americanas bancam integralmente o aluno estrangeiro que é admitido nas instituições”,

disse Jean.

Jean comemora com a família o ingresso na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

jean - harvard - familia

A partir desse pensamento e da vontade de conquistar seus sonhos ele se inscreveu sem o consentimento dos seus pais e tios, nos processos seletivos em dez Universidades americanas (Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, Universidade de Yale, Universidade de Oklahoma, Universidade de Caltech, Universidade da Flórida, Universidade de Connecticut, Universidade de Princeton, Universidade de São Francisco e o Massachusetts Institute of Technology – MIT).

Para conquistar uma vaga ele passou pelas seguintes etapas: prova TOEFL (Teste de inglês como língua estrangeira), análise de histórico, elaboração de diversas redações e inúmeras entrevistas.

Depois do fim do processo seletivo, começou a receber as cartas de admissão com bolsas integrais em cinco universidades, Havard, Stanford, Yale, Oklahoma e Caltech. Ele ficou tão feliz que quase não acreditava que tinha conseguido. Após o recebimento das cartas, resolveu contar para a família sobre os processos seletivos que realizou e sobre as admissões.

“Contei para toda minha família e pensei sobre tudo que vivi até aqui. Eu estudei a vida inteira em escola pública, meu pai é encanador e minha mãe, auxiliar de serviços gerais. Sou de uma pequena comunidade do interior do Pará, atualmente moro em Manaus e faz quatro anos que saí da casa dos meus pais, para lutar em favor dos meus sonhos e agora eu consegui”,

comemora o estudante.

Jean irá no final de abril para os Estados Unidos onde visitará todas as Universidades, onde foi admitido e conhecer os costumes e a cultura do país. “Em abril, a minha vida vai mudar, vou conhecer novas pessoas, novas culturas e viver novas experiências. Estou com sede de conhecimento e sei que vou suprir realizando meu sonho”, enfatizou o jovem estudante.

Para quem está buscando a mesma oportunidade, o jovem e promissor estudante recomenda:

“As pessoas não devem desistir dos seus sonhos, para isso, é necessário ter esperança, estudar muito, manter o foco, ter fé, dedicar-se e acreditar que é possível”.

FONTE: SEDUC – AM
Acesse: http://www.seduc.am.gov.br/noticia.php?cod=1293

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rev. Jucelino Souza
via Rio de paz

HÁ CINCO MESES DETIDOS EM PENITENCIÁRIA NO SENEGAL, BRASILEIROS RELATAM OS SOFRIMENTOS QUE TÊM ENFRENTADO
Acusados de desvio de menor, missionários continuam presos em condições precárias, após dois pedidos de habeas corpus terem sido negados pela justiça do país

jose dison e zeneide - prisão

Antônio C.Costa

Dakar, Senegal

Os missionários brasileiros José Dilson Alves da Silva (45) e Zeneide Moreira Novais (53) permanecem detidos na Maison d’Arrêt et Correction de Thiès (Casa de Detenção e Correção de Thiès), para onde foram enviados no dia 6 de novembro de 2012, após terem sido detidos pela polícia da cidade de Mbour, situada a 60 km de Dakar, capital do país.

Ambos foram acusados inicialmente de “association de malfeiteurs” (formação de quadrilha), “traite de mineur” (exploração de menor) e “detournement de mineur” (desvio de menor), após denúncia encaminhada à delegacia de Mbour pelo pai de um dos 17 menores retirados das ruas de Dakar pelo missionário José Dilson, que os levou para o Projeto Obadias, abrigo para meninos de rua que oferece alimentação, consulta médica, roupa, atividade esportiva, entre outros cuidados mais. O motivo da queixa do pai, segundo informações da polícia local, seria o envolvimento do filho com o cristianismo e consequente recusa de participar dos rituais religiosos do islamismo, que é professado por 95% da população do Senegal.

Policiais da cidade, após a denúncia, se dirigiram ao abrigo, onde encontraram a missionária Zeneide, que foi encaminhada imediatamente à delegacia. José Dilson se apresentou no mesmo dia, sendo avisado pela polícia local de que deveria voltar no dia seguinte ao posto policial.

Ao se apresentarem, sem a presença de advogado, os brasileiros afirmam ter sofrido pressão para assinar documento cujo conteúdo não puderam conhecer. A denúncia chegou às mãos de um procurador no Tribunal Regional de Thiès, que o encaminhou ao juiz de instrução da cidade, que decretou a detenção de ambos.

Tormentos na casa de detenção

Na prisão, José Dilson e Zeneide, em depoimento ao Rio de Paz, afirmam ter se deparado com condição desumana de encarceramento, na verdade, cenário típico de um presídio brasileiro. Celas superlotadas, ratos e baratas, calor, falta de ventilação, mau cheiro, roupas e bagagens penduradas em todas as paredes. “Quando cheguei na cela, olhei e disse para mim mesma, mas onde vou ficar aqui? Não há espaço para mim. Logo me apresentaram um lugarzinho onde pude estender meu pequeno colchão”, declarou Zeneide.

José Dilson vive o mesmo drama: “Eu passo todos os dias, das 17h às 9h, numa cela de quarenta metros quadrados, que abriga média de 45 presos. Durmo de lado com o rosto colado no rosto do companheiro de cela. Quando a posição me cansa, viro para o lado do pé. Somos forçados a viver tão próximos fisicamente uns dos outros, que muitas vezes é impossível dormir. Outro dia, um teve diarreia. Ele se levantou e passou entre nós sujando de fezes o meu colchão”. Os ratos, afirma José Dilson, são um grande tormento: “Esta noite acordei com um rato morto debaixo do meu colchonete. Às vezes sinto eles andando nas minhas pernas, e com eles tenho que dividir a comida. Frutas, biscoitos e o que tenho que guardar para os momentos entre as refeições. Eu me alimento do que eles já roeram”.

Tudo isso ele diz se refletir na sua vida psicológica: “Não há um dia em que não chore. Já perdi uma obturação e quebrei dois dentes por passar a noite rangendo. Só consigo me recompor após orar”. A situação só não é mais grave por causa do esforço incansável da esposa, da dedicação dos médicos, da atuação da Embaixada Brasileira, do apoio de agencias missionárias através dos seus representantes e da incrível resistência do brasileiro nascido na Bahia.

A condução do processo legal

José Dilson lamenta ter sido pego de surpresa. Conta que contrataram às pressas dois advogados da localidade de Thiès. Uma semana após, porém, um outro advogado indicado pela Embaixada do Brasil teve que ser contratado. A família até hoje não entende a razão pela qual demoraram a entrar com pedido de liberdade provisória, apresentado apenas no começo de dezembro e negado pelo Tribunal de Justiça.

No dia 18 de janeiro houve a primeira audiência. Ao ser perguntado pelo Rio de Paz se havia sido instruído pelos advogados, José Dilson conta não ter recebido nenhuma orientação, lançando-se à tarefa de -pela primeira vez na vida se apresentar perante um tribunal de justiça-, durante três horas e meia, num outro país, numa outra cultura e sob o peso de acusações gravíssimas. O juiz de instrução decide visitar o projeto social brasileiro nesse mesmo dia. Ao chegar lá, no dia 31 de janeiro, trata de conhecer minuciosamente as espaçosas instalações e entrevistar individualmente os 15 meninos de rua que ali encontravam-se abrigados.

Essa visita e a audiência que se seguiu a ela dias depois poderiam ter sido providenciais para a soltura dos brasileiros por dois motivos: primeiro, nenhuma das crianças acusou os missionários de maus tratos, trabalho escravo, tráfico de menor. Nenhuma contradição nos depoimentos. Em suma, os meninos, aterrorizados pelo medo de voltar às ruas, em cujas mãos os destinos do José Dilson e da Zeneide estavam, foram o seu melhor advogado de defesa. O segundo motivo impressiona por aparentemente não ter servido em nada para tirar a vidas dos missionários do suplício da prisão, apesar da presença de elemento atenuante que salta aos olhos.

Àquela altura os brasileiros estavam sendo acusados de desvio de menor, em razão de não terem legalizado o trabalho de acolhimento de crianças de rua, não dispondo, sendo assim, da guarda provisória dos meninos que foram encontrados pelo José Dilson mendigando em Dakar, sujeitos aos mais diferentes tipos de abusos e cooptados por gangs de ladrões. A audiência, contudo, tinha sido determinada pelo juiz a fim de que houvesse uma acareação entre José Dilson e um suposto advogado a quem o brasileiro havia contratado e efetuado pagamento adiantado em maio de 2012 para legalizar o projeto social.

O homem confessa que não era advogado e que, portanto, era o principal responsável pela não legalização do abrigo de menores. O juiz indaga se José Dilson queria processá-lo, o que teria sido ótimo para o seu processo, ao que ele responde: “Eu não desejo para ninguém parar no lugar em que me encontro, onde tenho sido submetido a sofrimento incalculável. Não quero para ele o que não quero para mim . Aprendi com Cristo a perdoar. Eu o perdoo”.

Dias depois o juiz decide ouvir também o pai de um menino senegalês, que havia pedido ao José Dilson para acolhê-lo no abrigo, uma vez que afirmava não ter a mínima condição de prover para ele alimentação e educação. Caso emblemático da condição social dos meninos de rua de Dakar.

Com o sonho da liberdade provisória adiado, uma carta é redigida pelos brasileiros detidos, que é encaminhada à ministra da Justiça do Senegal. Outro pedido de habeas corpus é feito, mas o procurador e o juiz de instrução o negam, declarando que ambos poderiam fugir do país e que o centro social continuava em situação irregular.

A justiça do Senegal, contudo, não fechou o centro social, uma vez que ninguém sabe o que fazer com os meninos pobres. Brasileiros afirmam estar encontrando grande dificuldade para obter a guarda provisória das crianças, muitas das quais vindas de outros países africanos, e que passaram a mendigar nas ruas de Dakar através do tráfico de menores. O abrigo continua sendo dirigido por brasileiros, que tecnicamente falando poderiam ser presos a qualquer momento, mas que preferem pagar o preço da insegurança a remeter os meninos pobres para o estado de invisibilidade social em que viviam em Dakar.

No dia seis de março, os advogados fizeram um apelo ao Tribunal de Recursos de Dakar, solicitando novamente a soltura dos missionários. Esses próximos dias podem determinar o destino desses brasileiros presos há quase cinco meses, uma vez que o tribunal tem trinta dias, a partir da data do pedido de habeas corpus, para se pronunciar. Caso o pedido não seja aceito, ninguém sabe quando os brasileiros serão julgados, podendo permanecer na prisão por longo tempo.

Um detalhe chama a atenção nessa história: até hoje ninguém tem prova documental das acusações. Nem as famílias do José Dilson e da Zeneide, nem as agências missionárias às quais pertencem, nem a Embaixada do Brasil.

O Rio de Paz e o seu envolvimento com o caso

O Rio de Paz é uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos, filiada ao DPI da ONU, que luta pela redução de homicídio no Brasil, a começar pelo Rio de Janeiro, cidade onde nasceu o movimento em 2007. Em razão da sua atividade em questões humanitárias, foi procurada no mês de março pela Igreja Presbiteriana Betânia, cuja sede é em Niterói, que pertence à Igreja Presbiteriana do Brasil, fundada no século 19 na cidade do Rio de Janeiro. Ao passar a conhecer o caso e certa da sua justeza, tomou as seguintes decisões:

1- Apelar ao Governo Federal do Brasil e ao Ministério das Relações Exteriores a fim de que intensifiquem perante o governo do Senegal -em absoluto respeito à soberania do país africano com o qual o Brasil mantêm relações bastante cordiais-, o pedido de libertação dos missionários brasileiros. Em razão disso, lançou ainda em março, uma petição na internet, pedindo a soltura do José Dilson e da Zeneide. Até o dia 31 de março já alcançamos mais de 50 mil assinaturas.

2- Viajar ao Senegal a fim de conhecer de perto o drama vivido pelos brasileiros detidos em Thiès. Após cinco dias de muitas entrevistas, inclusive visita aos brasileiros na prisão, o Rio de Paz chegou a conclusões que merecem destaque. Ressaltamos que, devido às circunstâncias, não poderemos falar de tudo o que pode ser falado sobre história que, certamente, servirá um dia para roteiro de filme.

1- Houve inegável transgressão de importante lei do Senegal por parte da instituição brasileira que atua no país. O Projeto Obadias, infelizmente, ainda não está legalizado no Senegal.

2- Há incontáveis fatores atenuantes que precisam ser considerados por todos, numa história em que a lei pode ser usada para punir e acabar possivelmente com a vida de pessoas cujo caráter está acima de toda dúvida.

José Dilson deixou o Brasil há 23 anos, em busca do sonho de fazer o bem pelo povo africano, do qual tanto se compadecia em razão dos seus conhecidos problemas sociais. Após muita lágrima, saudade do seu país, incertezas, dirige-se com sua esposa Marli para o continente africano onde seus três filhos nascem. Todos falam francês, inglês e estavam começando a aprender o dialeto wolof. Decide morar num dos países mais pobres do mundo, Guiné Bissau. Ali ele deixa uma escola que já atendeu milhares de alunos e que hoje tem 700 matriculados, além dos centros nutricionais que atendem a número incontável de crianças com desnutrição e mulheres grávidas.

Há oito anos fixou residência no Senegal, onde deu início à Escola ABC, que conta hoje com 200 alunos matriculados. Crianças do ensino elementar recebem alimentação diariamente, estudando de tempo integral de 8h às 15h. Numa escolinha de futebol, ensina o esporte favorito de senegaleses e brasileiros para 120 meninos. Por fim, toma a decisão que lhe custou a liberdade e o marcará para sempre: cria o Projeto Obadias, que visa contribuir para o desenvolvimento humano e social de crianças de rua de Dakar.

José Dilson deixou-se trair pelo coração, que o fez correr todos os riscos, levando-o a decidir pela permanência de crianças em situação de risco no orfanato-escola em Mbour. Julgou que seria mal menor do que lançá-las novamente nas ruas de Dakar onde eram exploradas.

O Rio de Paz visitou o Projeto Obadias. Imensa área no meio de uma espécie de deserto, que foi transformada num pomar, que faz flores, frutos e vidas humanas desabrochar. Não há como não ficar atônito com a relevância social do abrigo, sua grandeza e dificuldades de implementação. Sonho que poucos têm coração para sonhar, especialmente, quando o custo pessoal é alto.

Seus projetos sociais na África têm sido feitos de acordo com a legislação dos dois países onde pode trabalhar, mesmo no Senegal, com a exceção do de abrigar meninos de rua. Mas não foi por falta de empenho. Contratou um suposto advogado, a quem pagou adiantado, que o traiu, o remeteu para os dias mais angustiantes de sua vida, a cujo logro respondeu com perdão suicida do ponto de vista jurídico. O juiz de instrução e o procurador de Thiès conhecem a história de primeira mão.

Dirigiu-se para uma delegacia, onde sentiu-se constrangido a assinar juntamente com a sua assistente o que não sabiam. É remetido para prisão insalubre, onde padece enormente, com reflexos na sua saúde. Seu nível de glicose tem estado altíssimo. Todo esse drama é atenuado pelo bom tratamento da administração penitenciária, que pouco pode fazer, uma vez que está lidando com problemas estruturais que transcendem o que poderiam oferecer de bom para os detentos.

É chamado perante o juiz de instrução sem ter recebido a mínima orientação por parte dos seus advogados quanto à forma de se conduzir na audiência. Tem pedido de habeas corpus negado, sendo réu primário, tendo excelente comportamento na prisão, na qual ele hoje é unanimidade pela forma bondosa mediante à qual tem respondido ao sofrimento que tem passado. Um coisa é fazer o bem, outra é fazê-lo na mais alta prova, quando a natureza humana se levanta para exigir os seus direitos, o corpo sucumbe à dor, e o coração sangra perante às incertezas da vida.

José Dilson e Zeneide tiveram seu nome lançado na lama. Correu o mundo a notícia de que eles foram acusados de tráfico de criança, maus tratos, formação de quadrilha, ameaça à ordem pública. Como recolher essas palavras que foram lançadas ao vento? Sua mulher testemunha passar por angústias, incertezas, perplexidades e tormentos indizíveis. O que falar dos três filhos, um jovem, uma adolescente e uma criança?

3- O estado precário da prisão pode levá-los à morte.

Ouvimos José Dilson e Zeneide na prisão. Conversamos com seus médicos, voluntários brasileiros que fazem trabalho social em Dakar. A condição de saúde do José Dilson é precária. Além das dificuldades supramencionadas de encarceramento, José Dilson apresenta taxa de diabete alta o suficiente para o matar aos poucos. Para não mencionar o estado psicológico. Zeneide fala de outras tantas dificuldades que tem enfrentado. Ninguém pode saber se eles conseguirão resistir.

4- O Governo Federal e o Ministério das Relações Exteriores têm o dever de buscar o diálogo com as autoridades públicas senegalesas, uma vez que, além dos motivos humanitários envolvidos na questão, milhares de brasileiros serão atingidos na alma caso os missionários sejam condenados.

Essa história atinge a alma do brasileiro. Em especial, o evangélico, que tem na figura do missionário que trabalha em países pobres a encarnação do ideal de vida do cristianismo. Hoje o protestantismo é fenômeno social no Brasil. Estatística do IBGE aponta para um universo de 45 milhões de pessoas. Número imenso de homens e mulheres para os quais essa causa é muito cara.

O Governo Federal Brasileiro deve envidar todo esforço possível visando interceder perante o governo do Senegal pela vida desses cidadãos de bem. Essa causa é capaz de unir os mais diferentes setores da sociedade brasileira, que jamais entenderá qualquer falta de empenho por parte das autoridades públicas do país neste caso. O Brasil que deu guarida para Cesare Batistti, condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas em 1970 -e que teve o pedido de extradição negado como último ato do presidente Lula no cargo-, tem o dever de defender a vida de quem lutava para ver crianças pobres passarem a viver com dignidade.

5. Brasil e Senegal: países parceiros

A Embaixada Brasileira em Dakar falou para o Rio de Paz sobre o bom momento da relação entre Brasil e Senegal. Soubemos de parcerias que serão feitas que afetarão positivamente a vida de milhares de pessoas em ambos os países. Nós brasileiros reconhecemos a presença do DNA senegalês no sangue de milhares de compatriotas. O débito é imenso. Jamais poderemos mensurar o quanto o povo africano fez pelas américas e a incalculável contribuição cultural; presente na música, no esporte, na política, na literatura. Esperamos que uma solução seja encontrada a partir de laços tão profundos que nos unem.

Esta semana é crucial. Um apelo foi feito ao Tribunal de Recursos de Dakar. Não sabemos qual será a reação do José Dilson e da Zeneide caso o pedido de habeas corpus seja negado. Eles são alimentados todos os dias pela esperança da libertação. O que representará para eles a informação de que terão que continuar naquela prisão, sem perspectiva de ter seu caso resolvido e ainda correndo o risco de receberem sentença penal condenatória em regime de detenção?

Ninguém lucrará com a condenação dos dois missionários. Milhares de brasileiros irão sofrer com o drama desses concidadãos. As 12 crianças do abrigo, que ainda estão lá, serão privadas da proteção e amparo que têm recebido, e por que não dizer, da companhia de quem as amou como pai. As ruas de Dakar se tornarão mais tristes, uma vez que ficarão vazias dos bons brasileiros que amam o Senegal, e lutam pelas maiores vítimas dos problemas sociais que ambos os países ainda enfrentam, o abandono de crianças pobres.

Rio de Paz

Dando voz aos sem e visibilidade aos invisíveis

FONTE: RIO DE PAZ
Acesse: http://riodepaz.typepad.com/rio_de_paz_news/2013/04/h%C3%A1-cinco-meses-detidos-em-penitenci%C3%A1ria-no-senegal-brasileiros-relatam-os-sofrimentos-que-t%C3%AAm-enfren.html

Rev. Jucelino Souza
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Rev. Jucelino Souza
via Igreja Presbiteriana Betânia

senegal - prisão

Mamadou Ndiaye, ex-detento, acabou de purgar uma pena de três meses fechado na prisão de Thiès. Ele chama a atenção sobre as condições desumanas da Casa de Detenção e Correção(Mac) de Thiès onde se encontra detido o nosso missionário José Dilson. Através de tremendo testemunho sobre a miséria imposta aos detentos da capital do Rail.

“Eu me chamo Mamadou Ndiaye. Fui condenado a três meses de prisão e colocado sob mandato de prisão na Casa de Detenção e de Correção(Mac) de Thiès. Fui levado à justiça por ser contra uma decisão meu irmão mais velho que resolveu vender o domicílio familiar a um primo estabelecido na Europa. Membros de minha família se desentenderam comigo e foi o pretexto para me prenderem. Cumpri pena de 3 meses. Hoje, ainda estou traumatizado pelas terríveis condições vividas naquela masmorra. A prisão de Thiès é um verdadeiro inferno. Frequentemente, prisioneiros são encontrados mortos. Durante o tempo em que lá estive, presenciei a morte de quatro ou mais prisioneiros. Um deles(Akim Goloko) foi até enterrado no jardim situado fora da prisão.

A situação sanitária é deveras sofrível. Neste momento há uma doença grave chamada “Biri Biri” que tem causado estragos entre os detentos. O doente fica com os pés inchados e, após grande e demorado sofrimento, morre. Outra patologia que assola os presos é a tuberculose. Tenho a impressão de que o Ministério da Saúde considera os prisioneiros como seres sub-humanos que não têm o direito aos cuidados mais elementares. A enfermaria da prisão de Thiès existe apenas de nome: lá não existe absolutamente nenhum medicamento. Quando um detento quebra um braço, dão-lhe apenas paracetamol. Os presos não têm nenhuma assistência médica. Os doentes em estado mais grave são isolados em um quarto à espera da morte.atravessar o corredor.

Projetada para alojar seiscentos , a Mac de Thiès conta, hoje, commais mil presos. Os prisioneiros estão espremidos nas celas como sardinhas em lata. Não há o mínimo espaço para que todos se deitem e durmam no chão. Em cada cela há um excesso de 200 presos. Não há ventilação e a umidade é terrível. À noite muitos não dormem, ficam sentados até o amanhecer. Para ter um lugar ondedormir, é preciso pagar 20.000 ou 25.000 FCF aos chefes de cela que , conluiados com os guardas penitenciários, “vendem” lugares nas celas.

A alimentação é imprópria ao consumo.
As refeições mais parecem restos podres. Pela manhã, não há café nem pão algum. Ao meio-dia, uma pequena tigela de uma pasta de arroz com peixe é servido aos presos. É tão salgado que os detentos comem com muito sacrifício. Para o jantar, servem mingau de arroz sem açúcar e em quantidade cabível em uma xícara de café.Muitos prisioneiros deixam de jantar não o tomam porque não há quantidade suficiente para todos. Os presos são muito mal alimentados .É responsabilidade do Estado do Senegal servir boa alimentação nas prisões. O “rango” é simplesmente impróprio ao consumo.

Naquela prisão, a superlotação podia ser evitada se os magistrados apurassem e determinassem, mediante ato judicial, o menor número possível de detentos em cada cela. Desde que se está aos cuidados da promotoria, há grandes possibilidades de receber um bilhete de entrada para a prisão. Fiquei profundamente tocado com o caso de um preso que estava lá há mais de quatro anos sem comprovação de delito. Ele clamava sem cessar afirmando sua inocência . Na época de seu processo, ele foi liberado porque as acusações que lhe foram feitas não tinham fundamento. Acredito que sua vida foi destruída. Todo aquele tempo passado na prisão foi de absoluta inutilidade. Durante aqueles quatro anos, ele teria podido realizar seus projetos de vida. Há centenas de inocentes nas prisões. Conheci detentos que lá estão há mais de cinco anos, sem serem julgados…

Entretanto, o pátio da prisão de Thiès está bem conservado, todo enfeitado, e há flores nos contornos do bloco administrativo. Não é senão a ponta do iceberg. Ao fundo, os prisioneiros vivem nas celas um verdadeiro calvário. Ainda no meio da tarde as celas são tão escuras que se tem a impressão de ser noite.

Os toaletes são sujos e nojentos
Há quase 200 a 300 detentos que se revezam para usarem um toalete. Os toaletes são sujos e nojentos e não têm conservação. Um mal cheiro pestilento é sentido a distância. É com muito sacrifício que se consegue respirar. Quando um preso se lava, os demais vêm urinar em seus pés. O mesmo acontece quando se usa latrina. Os jovens, os adultos, os mais velhos disputam os toaletes. Quando alguém tem necessidades a fazer, ninguém sabe o que é ter escrúpulo. A prisão de Thiès é um outro mundo no qual maus hábitos são adquiridos.

Durante minha estada na prisão, constatei que os homens da igreja e os cristãos fazem muitas boas obras pelo bem dos detentos. Cuidam deles e lhes trazem medicamentos. Infelizmente, ao chefes religiosos muçulmanos e os mulçumanos em geral têm horror às prisões e lá não são vistos. Os prisioneiros muçulmanostêm necessidade deles e carecem de suas orações.

Os deputados também são vivamente interpelados. A missão deles não é somentepassar o dia a falar das sondagens sobre o enriquecimento ilícito. Eles são deputados do povo. A eles cabe defender os prisioneiros. Em Thiès, os detentos têm grande estima por Helena Tine, de “Bès du niakk”. É uma mulher autêntica que sempre arregaçou as mangas em defesa das vítimas. Quando eu tive minha prisão relaxada, pediram-me e eu lhes prometi dizer à Helena Tine, deputada na Assembléia Nacional, que os prisioneiros de Thiès contam com ela para abrir um debate sobre as condições miseráveis de detenção nas prisões do Senegal.”

Texto traduzido do Jornal “L’Observateur” nº 2781, quinta-feira, 27 de dezembro de 2012.

FONTE: Igreja Presbiteriana Betânia

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via Gospel +

atea (1)

Com o título “Deus, cadê você, cara?”, a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA), publicou na noite de domingo para segunda uma imagem dos corpos das vítimas ainda no interior da boate Kiss, em sua página no Facebook. A foto na verdade seria de um outro incêndio, na Tailândia, mas foi atribuída à tragédia em Santa Maria devido ao momento.

A atitude causou revolta em diversos internautas, incluindo os que “curtiam” a página no Facebook, e resultou em protestos no Twitter. Diversos usuários da página a excluíram de suas atualizações, numa iniciativa de represália.

O Gospel+ teve acesso a foto publicada pela ATEA mas decidiu não inclui-lá nesta publicação por ser cenas fortes e crime, preservando assim seus leitores. A imagem dos corpos publicada pela página ateísta tipifica o crime de Vilipêndio a Cadáver, conforme descrito no artigo 212 do Decreto de Lei nº 2.848 de 7 de dezembro de 1940, com pena prevista de um a três anos de reclusão, e multa.

“Sempre me mantive distante da ‘ATEA’ por não concordar com suas práticas. Desta vez, mostrar as fotos das vítimas mortas foi lamentável”, escreveu o usuário Gustavo F. Chapacais no Twitter.

Na página da ATEA no Facebook, um internauta observa que, ao publicar a imagem com cadáveres para questionar a existência de Deus, a instituição não contribuiu com a convivência entre pessoas de crenças diversas: “Agora que estão descobrindo o quanto é horrível essa página, disseminando ódio e explorando a dor alheia para quererem ‘provar’ algo… Não fazem isso de hoje”, afirmou Roger Carvalho.

“Ultimamente eu tenho visto uma quantidade elevada de ateus imbecis, em especial essa galera da ATEA, que francamente virou uma piada”, protestou Thiago M. Souza no Twitter.

Porém, um internauta identificado como Glauber Macario tentou ponderar a situação, mencionando que os administradores da página da ATEA não representam todos os ateus: “Achar que todos os ateus são como os da ATEA é o mesmo que achar que todos os cristão são iguais ao Silas Malafaia”.

twitter-protesto-atea

Após a repercussão negativa, a ATEA apagou a publicação com a imagem dos corpos das vítimas, e publicou outra, em que ironiza a atitude de culpar Deus pela tragédia: “Não podemos de forma alguma colocar a culpa desta tragédia em Deus, nem cobrá-lo por não ter ajudado ou evitado o incêndio. Afinal, cobrar ações de um ser que não existe seria irracional, e irracionalidade nunca foi a área de atuação dos ateus. O que podemos fazer é mostrar respeito à dor dos familiares e amigos das vítimas”.

Entretanto, a ATEA manteve uma imagem com um print screen de uma atualização dos Trending Topics do Twitter onde o nome da associação aparece como um dos assuntos mais tratados no microblog.

O socorro às vítimas segue em Santa Maria e cidades vizinhas, além de Porto Alegre, capital do estado. A Defesa Civil pede ajuda de voluntários e a Secretaria de Saúde gaúcha solicita que doadores de sangue compareçam aos hemocentros. Saiba como ajudar clicando aqui.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

FONTE: GOSPEL +
Acesse: http://noticias.gospelmais.com.br/atea-revolta-questionar-deus-incendio-boate-48929.html

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Rev. Jucelino Souza
via Site Oficial da ABL

abl & acordo ortográfico

ABL divulga nota lamentando o adiamento da definitiva entrada em vigor do Acordo Ortográfico
A Diretoria da ABL, em sua primeira reunião deste ano, divulgou no dia 23 de janeiro, nota lamentando a decisão e afirmando que, nos primeiros dias de 2013, tão logo a obrigatoriedade da unificação ortográfica passasse a vigorar plenamente, iria desenvolver um amplo movimento para que o idioma fosse adotado como língua de trabalho oficial na Organização das Nações Unidas (ONU).

Ainda segundo a nota, não haveria mais desculpas para que os fóruns oficiais de política exterior continuassem a passar ao largo de um idioma de mais de 260 milhões de falantes, a pretexto das discrepâncias de grafia entre os países que compõem seu universo. “Consequência lógica da simplificação da escrita consagrada no Acordo seria o reconhecimento da crescente importância da lusofonia no cenário internacional e o coroamento natural de um longo processo, amadurecido sem qualquer açodamento”, afirma o documento. E prossegue: “Houve bastante tempo e oportunidade para que os descontentes se manifestassem. É uma pena que tenham deixado para forçar um adiamento unilateral nas últimas horas do prazo”.

A nota na íntegra:

A ABL e o adiamento do Acordo Ortográfico
Nas últimas horas de dezembro, quando o ano de 2012 estava terminando, o governo surpreendeu o país com a decisão de adiar para 2016 a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Só nos resta lamentar esse retrocesso – como observou o acadêmico Arnaldo Niskier em recente artigo.

Nos primeiros dias de 2013, tão logo a obrigatoriedade da unificação ortográfica passasse a vigorar plenamente, a Academia Brasileira de Letras pretendia iniciar um amplo movimento para que o idioma fosse adotado como língua de trabalho oficial na ONU e outros organismos internacionais. Não haveria mais desculpas para que os fóruns oficiais de política exterior continuassem a passar ao largo de um idioma de mais de 260 milhões de falantes, a pretexto das discrepâncias de grafia entre os países que compõem seu universo. Consequência lógica da simplificação da escrita consagrada no Acordo seria um reconhecimento da crescente importância da lusofonia no cenário internacional e o coroamento natural de um longo processo, amadurecido sem qualquer açodamento.

Convém recapitular suas principais etapas. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em 1990. Uma criança então nascida já seria hoje um cidadão adulto. No decorrer do extenso período de debates e discussões internas e externas sobre os problemas e as diferentes propostas dessa unificação, tal Acordo foi dissecado por especialistas, aprovado pelo Congresso de diferentes países, sancionado por chefes de estado. Finalmente, o Presidente Lula firmou em 2008 um documento decretando que a partir de 1º de janeiro de 2013 o Acordo entraria definitivamente em vigor no Brasil.

O país a ele aderiu sem traumas e com entusiasmo, desde esse momento em 2008, mesmo sem ser obrigatório e sem que houvesse chegado o final do prazo. Imediatamente, jornais, revistas e livros passaram a segui-lo. Há quatro anos nossas crianças estão sendo alfabetizadas com o uso dessa grafia e lendo livros e revistinhas que seguem essa orientação. Centenas de concursos públicos o adotaram, inclusive o ENEM. Nossas 200.000 escolas o aceitaram – incluindo as do interior – e o fato pode ser atestado na Olimpíada de Língua Portuguesa.

A Academia Brasileira de Letras, por decreto presidencial de 1972, como lembra Niskier, tem, entre nós, “as prerrogativas de ser a última palavra em matéria de grafia”. Ao longo de todos esses anos, jamais negou sua colaboração à sociedade, mas sempre procurou ouvi-la amplamente. O acadêmico Antonio Houaiss, filólogo respeitado no mundo inteiro, dedicou intensos esforços e grande parte de sua vida à cuidadosa construção dessa obra delicada, até ela poder ser amplamente aceita. Seu trabalho foi continuado pelo acadêmico Evanildo Bechara, com idêntica dedicação.
Ao longo desse processo, houve bastante tempo e oportunidade para que os descontentes se manifestassem. É uma pena que tenham deixado para forçar um adiamento unilateral nas últimas horas do prazo. Nem há o que comentar, os fatos falam por si. Só resta mesmo lamentar.

Academia Brasileira de Letras
Janeiro de 2013

FONTE: Site Oficial da ABL
Acesse: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=14431&sid=960

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por rev. Jucelino Souza

leia-a-biblia2

O novo ano já começou, estamos na segunda quinzena do primeiro mês de 2012, e, alguns dos maravilhosos planos traçados por nós, já se tornam extremamente cansativos e difíceis de continuarem. Dentre eles, está a bendita idéia de ler a Bíblia Sagrada toda, durante um ano, pelo menos.

Lembro-me da minha primeira vez, foi no ano de 1988, não esperei nem mesmo o ano terminar, era o mês de outubro; alcançado pela Maravilhosa Graça do SENHOR D_us, iniciei pela primeira vez a leitura da Bíblia toda. Não tinha sequência planejada, comecei pelo livro usada na pregação que tanto havia me impactado, o evangelho de João, alternava entre livros do Antigo Testamento, o profeta Jeremias e o livro de Gênesis, procurava ler os livros por inteiros e me esforçava para terminá-los no mesmo dia; dentre todos, a carta aos Efésios me cativou mais que que os demais. Ela e o livro do profeta Jeremias foram lidos mais vezes. Nào sei precisar quanto tempo levou até que eu terminasse a Bíblia toda, tenho em minha mente que talvez demorei cerca de três a quatro meses, algo muito perto disso.

Continuei lendo, lia e marcava, fazia destaque de versículos e até capítulos inteiros, sem me dar conta o livro de Efésios estava quase completamente marcado, em seus versículos e capítulos. Deparei-me, então com o tal do Plano de Leitura Anual, não me agradou, achei longo, não gostava de ler a Bíblia em sua sequência natural; costumava pular (deixar pro final) a leitura de Levítico, Números, Salmos e Apocalipse; e, gostava de repetir a leitura de outros livros.

Depois de um tempo, já como estudante de teologia, ouvi um dos seminaristas dizendo ao outro que havia lido a Bíblia toda em 52 (cinquenta e dois dias), ouvi, gravei na mente aquela conversa e fui para casa. Sem me aperceber já estava recomeçando mais uma leitura, agora com um objetivo bem definido, terminar antes de 52 (cinquenta e dois) dias (rsrs). Lembro-me que comecei diferente de antes, comecei lendo os menores livros da Bíblia: Obadias, Filemom, 2 João, 3 João e Judas; Ageu; Joel, Naum, Habacuque, Sofonias, 2 Tessalonicenses, Tito e 2 Pedro; Rute, Jonas, Malaquias, Filipenses, Colossenses e 2 Timóteo; li todos eles em um único dia. Minha querida esposa, percebeu alguma diferença em mim, então comentou: “Ah amor, isso não é pecado não? Lê a Bíblia, querendo terminar? Desculpe, mas eu acho que você está só querendo termminar antes do seu amigo. E não vai adiantar de nada, não vai ficar nada da Palavra na sua mente”. Eu, por mais de uma vez respondia pra ela: Lembra que o pastor contou do moço que dizia que não adiantava ler a Bíblia toda porque não ficava nada na cabeça dele? Que o pastor contou pra ele a história da peneira? Então, a água passa pela peneira, a peneira não consegue reter a água, mas no final, a peneira estar mais limpa! (rsrs).

Passada essa fase, eu e meu colega seminarista, ainda fizemos planos para lermos a Bíblia quatro vezes ao ano, fiz as divisões das leituras, esbocei tudo numa tabela e, dias depois desisti da idéia.

Então, ouvi falar do, Robert Murray M’Cheyne Bible Reading Plan (Plano de Leitura Anual de Robert Murray M’Cheynne); Durante um ano o livro dos Salmos e o Novo Testamento todinhos são lidos 2 vezes e o restante dos livros da Bíblia, uma vez cada um. Para tanto, é necessário ler aproximadamente quatro capítulos por dia. Procurei adota-lo, mesmo que ainda intercalando a repetição de alguns outros livros de minha preferência.

Ultimamente, graças ao SENHOR D_us, tenho podido variar a metodologia de minha leitura anual das Escrituras Sagradas, existem várias tabelas com Planos de Leituras das Escrituras Sagradas disponíveis aos que querem mesmo ler a Palavra do SENHOR, a própria Sociedade Bíblia do Brasil, nos fornece em seu site oficial vários modelos:

:: Programa de Leitura em um ano (Modelo 1) – Baixar – EXCEL
:: Programa de Leitura em um ano (Modelo 2) – Baixar – EXCEL
:: Programa de Leitura em um ano (Modelo 3) – Baixar – WORD
:: Quadro de Leitura Bíblica – Baixar – PDF
:: Plano de Leitura Bíblica Infantil – Baixar – PDF

O Instituto Cristão de Pesquisa – ICP, também oferece uma tabela com um modelo leitura Anual da Bíblia, você pode baixar diretamente do site oficial ou por aqui mesmo:

:: Plano de Leitura de Leitura Anual da Bíblia – Baixar – PDF

E por fim, gostaria de registrar que tenho me deliciado com os planos de leituras do Discipleship Journal (Jornal do Discipulado), o Dr. John Piper, tem divulgado em suas palestras que ele adotou um destes modelos, como seu planejamento de leitura anual da Bíblia. O site oficial do Discipleship Journal, disponibiliza três modelos:

1. The 5x5x5 Bible Reading Plan (O Plano de Leitura da Biblica 5x5x5)
Consiste em 5 minutos de leitura por dia, durante 5 dias da semana e dando ênfase há 5 destaques: 1. Sublinhar ou destacar as palavras-chave ou frases no trecho da Bíblia. 2. Capture a grande idéia. 3. Fazer e responder a algumas perguntas. 4. Personalizar a mensagem. e 5. Usar o método SOAP Jornal de ouvir de Deus e responder à Sua direção. A meta é ler apenas o Novo testamento durante um ano.

The 5x5x5 Bible Reading Plan – Baixar – PDF

2. Book-at-a-Time Bible Reading Plan (O Plano de Leitura da Biblica Um Livro de Cada Vez)
Consiste na leitura de dois livros por dia, alternando entre três ou quatro capítulos, mesclando o A.T. com o N.T e a leitura dos evangelhos dividida durante o ano.

Book-at-a-Time Bible Reading Plan – Baixar – PDF

3. The Discipleship Journal Bible Reading Plan (O Plano de Leitura Bíblica do Jornal do Discipulado), que o plano adotado pelo Dr. John Piper.
Consiste na leitura de quatro livros separados da Bíblia a cada dia, sendo que estes livros têm uma harmonia entre si, oferecendo ao leitor diferentes perspectivas da Bíblia como oum todo.

The Discipleship Journal Bible Reading Plan – Baixar – PDF

Todos estes métodos têm em comum:
1. O leitor pode começar em qualquer época do ano;
2. São utilizados apenas vinte e cinco dias de cada mês;
3. Dão a oportunidade de o leitor corrigir eventuais atrazos, bem como utilizar parte deste tempo disponível para a meditação de verdades das Escrituras Sagradas.
4. A possibilidade de se mesclar os métodos entre si e criar um planejamento que atenda mais especificamente a a necessidade de cada leitor.

Finalizando, tenho pergutado a mim mesmo, por que ler a Escrituras Sagradas em um ano? Em minha existência e objetivando minhas formações acadêmicas, por diversas vezes me vi desafiado a ler livros enormes, verdadeiros compêndios, e nunca foi preciso um ano para terminar a leitura destas obras, por que com a Escrituras Santas, eu tenho que obrigatoriamente me entregar a este tempo todo?

QUE O SENHOR D-US, EM SUA MISERICÓRDIA NOS DÊ SEMPRE ALEGRIA E MUITO PRAZER COM A SUA BENDITA E MARAVILHOSA PALAVRA.

Rev. Jucelino Souza
Twitter: @jucelinosouza
e-mail: jucelinofs@yahoo.com.br


Rev. Jucelino Souza
via YAHOO Notícias

professores-armados

O debate sobre as armas de fogo nos Estados Unidos deu um novo giro esta semana com a decisão de dezenas de professores do Estado de Utah de fazer aulas de tiro e um promotor do Arizona propor uma lei permitindo o porte de armas para os diretores nas escolas.

A discussão sobre as armas nos Estados Unidos voltou à tona após a recente morte de 20 crianças e seis adultos em uma escola primária de Newtown, (Connecticut), vítimas de um jovem armado com um fuzil de assalto.

Entre as medidas propostas está armar funcionários das escolas e treinar professores no uso de armamento, o que tem o óbvio apoio do lobby a favor das armas.

Nesta quinta-feira, o Conselho de Tiro Esportivo de Utah (USSC) isentou os professores deste Estado da taxa de 50 dólares por aulas de tiro, apoiando a proposta de se armar os educadores.

Paralelamente, o procurador-geral do Arizona, Tom Horne, apresentou um projeto de lei para permitir que o diretor e outro funcionário designado de cada escola possam portar armas dentro da instituição, após o devido treinamento na polícia.

Tais propostas se somam ao projeto de lei apresentado na semana passada, no Missouri, para permitir que professores e pessoal administrativo possa portar armas nas escolas.

No momento, apenas os Estados de Utah e Kansas permitem o porte de armas dentro de instituições de ensino.
Estando armado, “o professor não apenas poderia enfrentar um atirador, mas desestimularia os alunos maus com a consciência de que os professores de Utah utilizam armas”, disse à AFP Bill Scott, membro do USSC, que atraiu 400 educadores interessados em aulas de tiro.

“Não estamos querendo armar todos os professores, apenas defendemos que os que decidam fazê-lo e desejem treinamento tenham este direito em Utah. Queremos facilitar isto”, destacou Scott.

Tom Horne disse ao apresentar seu projeto de lei que “a solução ideal seria um policial em cada escola”, mas como isso é economicamente inviável, “o melhor é que cada escola tenha uma pessoa treinada no manejo de armas e na gestão de emergências”.

Segundo o site do jornal Huffington Post, legisladores republicanos de ao menos seis estados planejam apresentar em 2013 projetos de lei que permitem o porte de armas de professores nas escolas.

FONTE:
Acesse: http://br.noticias.yahoo.com/armar-professores-nova-resposta-%C3%A0-viol%C3%AAncia-nos-eua-090114933.html

Rev. Jucelino Souza
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Rev. Jucelino Souza
via APMT

Rev. José Dilson, esposa Marli e os filhos

Rev. José Dilson, esposa Marli e os filhos

Caros irmãos e amigos, movido pela certeza de que os que têm se dedicados em orações, necessitam de mais informações a respeito do caso do Rev. Jose Dilson e da irmã Zeneide, presos há mais de 40 dias no Senegal, bem como com o objetivo único de mobilizar um maior número de intercessores, disponibilizo mais uma vez aqui, informações recentes e, algumas mais antigas, que com certeza trarão mais direcionamento aos nossos anseios em relação a situação de nossos preciosos e dignos irmãos, missionários da Seara Santa.

O ÚLTIMO COMUNICADO DA APMT, aqui no Brasil
“O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre” – Is. 32.17

A APMT – Agência Presbiteriana de Missões Transculturais, da Igreja Presbiteriana do Brasil, manifesta a sua gratidão a Deus por todos aqueles que têm apoiado e se solidarizado, nesse momento difícil que os nossos irmãos missionários Rev. José Dílson (esposo da irmã Marli), missionário da APMT, e a irmã Zeneide Moreira, missionária da Missão Servos, estão passando no Senegal.

A APMT/IPB (como denominação) continua tomando todas as providências cabíveis para dar o suporte necessário, incluindo assistência médica, psicológica, jurídica, refeições diárias, medicamentos e tudo que é necessário, com apoio precioso, também, da Embaixada Brasileira no Senegal, de várias Igrejas, Organizações e Instituições Nacionais e internacionais. O Presidente da APMT e o Executivo, inclusive, acabam de retornar de uma viagem ao Senegal, onde estiveram por uma semana.

Envolvemos o mais alto escalão do governo brasileiro e também as autoridades maiores no Senegal, apresentando as motivações de porque estamos no país e o desejo que essa situação seja resolvida com a maior brevidade.

O processo está correndo dentro das “normalidades da lei” senegalesa. Não existe, até o momento, nenhuma acusação formal por parte do ministério público. O que há é apenas uma denúncia.

Neste período de investigação, que é feita pelo juiz de instrução, não cabe nenhum pedido de liberdade provisória. Os advogados fizeram um documento para o juiz, em que solicitam averiguação do processo num menor prazo possível, no sentido de que se proceda a oitiva dos menores abrigados no Projeto Obadias, de modo a poder convocar a audiência dos acusados e caminhar para uma solução passiva de liberdade definitiva. Pela lei do país, essa ação pode ocorrer em até 6 meses.

Estamos otimistas e confiando em Deus que quando houver a visita das autoridades senegalesas ao local do projeto, haverá constatação dos benefícios que têm sido oferecidos à comunidade.

Conclamamos a todos que continuem orando para sustentabilidade emocional, física e espiritual de nossos amados, e de suas respectivas famílias, como também que o efeito da justiça promova a paz no coração de todos.

Em abril de 2012 o trabalho sofreu ataque de 40 rapazes perigosos:

Hoje nosso centro foi atacado por uns 40 rapazes que vivem nas ruas do Senegal. São rapazes perigosos, que vivem em gangs, usam drogas e são capazes de qualquer coisa. […]
Ao chegarem na casa vieram com pedras, paus, ferros e foram jogando na casa e em quem estava na frente. Um obreiro foi ferido, foi levado ao hospital, mas graças a Deus esta bem. Roubaram algumas coisas e como não encontraram o menino, disseram que voltarão amanha, com mais reforços.

Motivos:

Vieram revoltados pois um dos meninos que viviam com eles se converteu, resolveu deixar as ruas e a criminalidade, e atualmente vive connosco no centro. Querem este menino de volta. Mas graças a Deus no momento em que vieram o menino que queriam não estava no centro. Já havíamos tomado providencias e tirado este mesmo e levado a outro local. Então encontraram outro que conheciam e levaram este em seu lugar. Foi sofrendo bofetadas e empurrões ate um determinado local, mas fugiu e voltou.

Foram tomadas providências junto a embaixada, as autoridades de segurança e Fraternidade Evangélica do pais:

Ontem mesmo procurei as autoridades locais para declarar o ocorrido e pedir segurança, mas tivemos que ir lá por 3 vezes, para que viessem nos atender.

Nesta época eles tinham 5 (cinco) crianças internada em Dakar e 4 (quatro em Mbour)e, vários obreiros envolvidos:

Pedimos que orem: Pelos meninos que estão internos aqui em Dakar (5 neste momento) e pelos 4 que já estão no orfanato, para que sua fé continue crescendo e não sejam abalados por situações como esta. Estamos pensando em envia-los todos a Mbour, onde já funciona o orfanato (precisamos da direcção do Senhor) […]

Em 29.06.2012, chegavam mais 4 (quatro) crianças na Casa de Triagem de Dakar:

Na casa de triagem em Dakar, mais 4 meninos estão entrando esta semana. São mais 4 crianças que são tirados dos perigos, da miséria e da marginalização das ruas. Estão felizes e desejosos de viver em família. Este tempo será uma preparação para futuramente(em dois a três meses) seguirem para uma nova fase de suas vidas – viver no orfanato- no Projeto Obadias.

No Orfanato em Mbour, eles já contavam 13 (treze) crianças:

No orfanato agora já contamos com 13 crianças amparadas. Eles estão muito felizes por terem uma casa tão linda e um lugar maravilhoso onde morar.

As atividades com as crianças:

Todos os dias ele tem momentos de meditação da Palavra, cânticos e participam de um discipulado. Estão crescendo na fé e relacionamento com o Senhor. Além disso, tem momentos de esporte e lazer, e também de trabalho cuidando dos animais, preparando e plantando uma horta que servirá para o enriquecimento da alimentação dos mesmos. Também se o Senhor nos permitir iniciaremos neste próximo mês aulas de corte e costura com Zeneide, missionária voluntária no Projeto. Contamos com 4 máquinas para este curso. Possuimos também algumas máquinas para iniciarmos uma carpintaria com os meninos.

Trabalho de alfabetização para mais de 190 estudantes:

No final do mês de junho terminamos mais um ano letivo em nossa escola ABC. Foram muitos os desafios, mas vencemos todos com a graça do Senhor. Todos estavam muito felizes com a festa. Este ano foram 190 estudantes. Aproveitamos para entregar presentes que são doações de irmãos de igrejas e escolas evangélicas americanas as crianças carentes em África. Todos amaram.

As instalações eram precárias, em 27.07.2012:

Ainda não há luz elétrica(estamos orando por mais de 3 anos – a instalação já esta toda pronta, mas há muita burocracia para a companhia vir ligar); a água do poço artesiano ainda não foi ligada(exatamente porque precisamos da energia elétrica) e outras dificuldades não são um problema pra nós. O que precisamos agora é terminar a construção.

AS ÚLTIMAS ATULAIZAÇÕES DA IRMÃ MARLI, ESPOSA DO REV. JOSÉ DILSON, SOLICiTANDO NOSSAS ORAÇÕES:
[10.12.2012, segunda-feira]

Hoje completam 35 dias. Mesmo que saibamos que o Senhor e soberano em todas as situações, e nada, absolutamente nada foge ao seu controle, é difícil aceitarmos a situação. Senhor apressa-te em nos socorrer! Nosso coração sofre tremendamente, nossas lagrimas são constantes, nossa alma se desespera por uma resposta, e por que ela não chega?
“O SENHOR vive, e bendito seja minha rocha; e exaltado seja o Deus de minha salvação; 48 Aquele que me livra dos meus inimigos; tu também me exaltas sobre aqueles que se levantam contra mim; tu me livras do homem violento. 49 Por isso, SENHOR, eu te louvarei entre as nações, e cantarei ao teu Nome; 50 Que faz grandes as salvações de seu Rei, e pratica a bondade para com o seu ungido, com Davi, e sua semente, para sempre.” Sl.18:46-50

[Dia 15.12.2012, hoje]

40 dias já se passaram e ainda continuam detidos. Nada de novo ate o momento. Precisamos continuar orando. Contamos com vocês amigos! Meu coração se enche de ansiedade e perguntas, mas as respostas não chegam. Os sentimentos são dos mais variados. Graças a Deus Jonatas da Silva, nosso filho chegou e Debora da Silva chegara também. Isso trará alegria ao nosso Coração, mas também mais apreensão, pois viverão as tensões e apreensoes que vivemos desde o principio. Esse momento será uma dura realidade pra eles. Orem por um milagre acontecer até o Natal. Orem por sabedoria e discernimento e proteção do Senhor, por nos como família e também por Jose Dilson e Zeneide. O Senhor e bom!!!!

EU, minha casa e nossa igreja temos orado incessantemente por estas vidas preciosas e pelo trabalho tão lindo e necessário que está sendo realizado no Senegal, no poder e na Graça do SENHOR da Igreja, o SENHOR J_sus.

Rev. Jucelino e família!

FONTES: APMT, acesse:
COMUNICADO – Nr. 02 – 2012 http://www.apmt.org.br/index.php/central-de-noticias/1454-comunicado-nr-02-2012

Carta – 25.04.2012 – http://www.apmt.org.br/index.php/cartas-de-missionarios/1225-rev-jose-dilson-e-marli-senegal-25042012

Carta – 26.04.2012 – http://www.apmt.org.br/index.php/cartas-de-missionarios/1225-rev-jose-dilson-e-marli-senegal-25042012

Carta – 29.06.2012 – http://www.apmt.org.br/index.php/cartas-de-missionarios/1225-rev-jose-dilson-e-marli-senegal-25042012

Central de Orações – 29.06.2012 – http://www.apmt.org.br/index.php/cartas-de-missionarios/1225-rev-jose-dilson-e-marli-senegal-25042012

Central de Orações – 27.07.2012 – http://www.apmt.org.br/index.php/cartas-de-missionarios/1225-rev-jose-dilson-e-marli-senegal-25042012

Rev. Jucelino Souza
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