O CRISTÃO REFORMADO E AS FAMÍLIAS DA ALIANÇA NÃO COMEMORAM O DIA DOS FINADOS!

Posted: Novembro 2, 2012 in Blogs Recomendados
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Rev. Jucelino Souza

É correto, enquanto cristãos reformados comemorarmos o dia dos mortos, participarmos dos rituais, visitarmos os túmulos e as sepulturas, invocarmos lembranças sobre as lápides, acendermos velas para alumiar o caminhos dos mortos, chorarmos suas memórias e até oferecermos preces e orações àqueles que já morreram, todos os anos, sempre no dia 02 de novembro?

De onde vem esta prática, qual a origem desta crendice? Qual deve ser nossa postura diante desta tradição que se perpetua ao longo das gerações em nossa pátria?

Começo respondendo que não é correto nenhuma das práticas citadas a cima, ainda que nos seja lícito lembrarmos dos entes queridos e até guardarmos suas memórias com grande apreço e consideração, no que diz respeitos aos seus ensinos e exemplos de vida, principalmente daqueles que foram instrumentos do SENHOR D_us para cuidar e edificar nossas vidas espirituais enquanto vivos (cf. Hb. 13.7), contudo, não há respaldo nas Escrituras Sagradas para nenhuma destas práticas, pelo contrário temos sérias e solenes repreensões na Bíblia Sagrada quanto a associação com estas crendices e superstições.

O CRISTÃO REFORMADO E AS FAMÍLIAS DA ALIANÇA NÃO COMEMORAM O DIA DOS FINADOS, PORQUE TRATA-SE DE UMA TRADIÇÃO MERAMENTE RELIGIOSA DE ORIGEM PAGÃ.

Embora muitos dos que celebram o Dia dos Mortos chamam-se cristãos, não há nada de cristão sobre tais práticas. No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. Começa no dia 31 de outubro e coincide com as tradições romanas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande.

Embora a UNESCO declarou-a como Patrimônio da Humanidade e segundo a UNESCO, as diversas manifestações do Dia dos Mortos são apenas “representações importantes do patrimônio vivo da América e do mundo”; contudo, estas crendices são costumes pagãos transviados em virtudes cristãs e contrárias as Sagradas Escrituras. É interessante notar que o dia de todos os santos, de onde tudo começou, foi copiado dos cultos pagãos dos celtas e dos gauleses. A festa dos espíritos era celebrada pelos celtas em 1º de novembro. Nessa data os celtas ofereciam sacrifícios para liberar os espíritos que eram aprisionados por Samhain, o príncipe das trevas. O império romano também absorveu o dia de pomona, dos gauleses, transformando as duas festas em uma só. Posteriormente, a Igreja Católica Romana tomou a data para celebração do dia de todas as almas, absorvendo a crendice dos pagãos.

O CRISTÃO REFORMADO E AS FAMÍLIAS DA ALIANÇA NÃO COMEMORAM O DIA DOS FINADOS, PORQUE TRATA-SE DE UM DOS DOGMAS ANTIBÍBLICOS DA IGREJA ROMANA – A VENERAÇÃO DOS MORTOS.

A veneração dos mortos é uma prática herética romana baseada na crença que o falecido, muitas vezes familiares, tem uma existência contínua e/ou possui a capacidade de influenciar a sorte dos vivos. Alguns grupos veneram seus ancestrais, algumas comunidades de fé, em particular a Igreja Católica, veneram Santos como intercessores junto ao SENHOR D_us. A veneração de corpos mortos de mártires foi ordenada pelo Concílio de Trento. Este Concílio também condenou aqueles que não acreditavam nas relíquias:

“Os santos corpos dos santos mártires … devem ser venerados pelos fiéis, pois através desses corpos muitos benefícios são derramados por Deus sobre os homens, de modo que, aqueles que afirmam que veneração e honra não são devidas às relíquias dos santos… devem ser completamente condenados, como a Igreja há muito os tem condenado e ainda os condena”.

Na época carolíngia, que compreende os séculos 9 e 10dC, surgiu o registro dos vivos e mortos a serem lembrados nas missas, como ocorre ainda hoje em toda Igreja Católica Romana, tomando o lugar dos antigos dípticos, tabuinhas de cera onde figuravam os nomes dos doadores de oferendas. Esses registros eram chamados libri vitae (livros da vida) e incluíam os vivos e os mortos.

Não muito tempo depois de criados esses registros, os mortos foram separados dos vivos nessas listas. Já no 7º século, na Irlanda, passou-se a escrever os nomes dos mortos em rolos que eram lidos nos monastérios e igrejas. Essa tradição deu origem às necrologias, lidas nos ofícios católicos romanos, e aos obituários que lembravam os serviços e obras dos defuntos nas datas em que completavam aniversário de falecimento. Os libri memorialis, como eram conhecidos, na época carolíngia continham de 15 mil a 40 mil nomes a serem lembrados. As necrologias da Abadia de Cluny, na França, faziam menção a 40 ou 50 nomes de defuntos por dia.

No 11º século, exatamente entre 1024 e 1033dC, Cluny instituiu a comemoração dos mortos em 2 de novembro, estabelecendo a conexão deste dia com o chamado dia de todos os os santos. O dia de todos os santos foi criado pela Igreja Católica Romana em 835dC e comemorado no dia 1º de novembro em honra aos mortos, mas foi o abade beneditiano Odílio (962-1049dC), de Cluny, que modificou e substituiu o tal dia de finados, que seria um dia reservado às orações pelas almas no purgatório. O dia de finados começou a ser aceito por Roma em 998dC, juntamente com a celebração do dia de todas as almas, e foi oficializado no início do século 11, sendo cristalizado já no século 20.

Em 1439, quando Roma bateu o martelo decisivamente pró doutrina do purgatório, o dia de finados foi fortalecido, sendo confirmado definitivamente com o Concílio de Trento, no século 16, que inseriu na Bíblia católica romana os livros apócrifos. É no livro apócrifo de 2 Macabeus que se baseia o culto aos mortos, promovido por Roma todo mês de novembro.

O CRISTÃO REFORMADO E AS FAMÍLIAS DA ALIANÇA NÃO COMEMORAM O DIA DOS FINADOS, PORQUE TRATA-SE DE uma ‘DOUTRINA’ ESTRANHA E PROIBIDA NAS ESCRITURAS CRISTÃS VERDADEIRAMENTE CANÔNICAS.

Os católicos romanos alegam que Judas realizou sacrifício pelos mortos no livro de Macabeus (2 Macabeus 12.44-45), mas não podemos de forma alguma tomar este livro como sendo parte das Escrituras Sagradas. O autor de Macabeus, ao final do livro, pede desculpas por algum erro que possa ter cometido. Se fosse um livro inspirado por Deus, o Senhor precisaria pedir perdão por alguma coisa? Veja o que o epílogo do livro de Macabeus afirma:

“Finalizarei aqui a minha narração. Se ela está felizmente concebida e ordenada, era este meu desejo; se ela está imperfeita e medíocre, é que não pude fazer melhor”, 2 Macabeus 15.38.

Veja o absurdo ensinado pelos romanistas ao falarem do purgatório: “Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna, e que nenhuma punição fica para ser paga, ou neste mundo ou no futuro, antes do livre acesso ao reino a ser aberto, seja anátema” (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão de Fé, Seção VI, papa Pio IV).

CONTUDO, as Esrituras Sagradas, Bíblia nos diz que:
DEPOIS DA MORTE SEGUE-SE O JUÍZO

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27).

Isto simples e claramente significa que quando uma pessoa morre, o corpo se desintegra em pó, mas a alma permanece consciente no estado em que irá habitar por toda a eternidade, seja na condenação do inferno ou eterna glória com o SENHOR D_us.

HÁ UMA ABISMO INTRANSPONÍVEL ENTRE OS VIVOS E OS MORTOS
No evangelho de Lucas, o SENHOR J_sus ensinou que o SENHOR D_us criou um abismo intransponível entre aqueles que estão no céu e aqueles que estão em tormento (Lucas 16:26). A palavra grega traduzida como “posto” significa estabelecer ou firmar. Cada alma que morre sem Cristo perdeu toda a esperança. A alma morta e impenitente tem que enfrentar uma eternidade de sofrimento indescritível, destruição eterna, longe da presença do SENHOR D_us e da glória do Seu poder.

HÁ DESTINOS DIFERENTES PARA OS MORTOS
Eles não estão nas sepulturas, nos túmulos jazem apenas e tão somente seus corpos em decomposição, suas almas não estão ali, voltaram ao Criador, mas nem todos estão na presença do SENHOR D_us,mas alguns estão banidos completamente da presença graciosa do SENHOR. O próprio SENHOR J_sus disse:

“E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna” (Mateus 25:46).

Antes de morrer, o impenitente desfruta da “graça comum” que o SENHOR D_us concede a todas as pessoas, tanto os maus como os justos. Estes experimentam os cheiros, sabores e sons da vida, podem até se apaixonar e experimentar de outras alegrias que fazem parte da vida. Mas no momento em que morrem sem Cristo, são cortadas de tais bênçãos para sempre.

HÁ PROIBIÇÕES CLARAS E SOLENES CONTRA A CONSULTA OU O CULTO AOS MORTOS NAS ESCRITURAS SAGRADAS
No Dia dos Mortos, cada celebrante que invoca as almas dos que já partiram estão participando de um pecado abominável e totalmente inútil (Deuteronômio 18:10-12). Apenas Um é digno e poderoso o suficiente para invocar os mortos, e Ele vai chamá-los à ressurreição da condenação (João 5: 28-29).

Aqueles que morreram em Cristo não estão realmente mortos, uma vez que vão imediatamente à presença do Senhor; a Bíblia diz que esses “dormem”. A morte é certamente dolorosa para aqueles que não têm esperança e estão sem Cristo (1 Tessalonicenses 4:13). No entanto, nós que conhecemos ao Senhor somos incentivados pelo conhecimento de que assim como O SENHOR J_sus morreu e ressuscitou, assim, através do SENHOR J_sus, o SENHOR D_us trará com Ele aqueles que dormem.

“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1 Tessalonicenses 4:16-18). Esta é a verdade!

A Palavra do SENHOR D_us nos adverte em Isaías 8:19 a não consultar os espíritos e adivinhadores:
“… não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?”

Deuteronômio 18:10-11 nos diz que aqueles que consultam os mortos são “detestáveis” ao Senhor. O fato de que a maioria das pessoas no Brasil e no mundos celebram este dia, e, a UNESCO oficializou a celebração do Dia do Morto como sendo uma “obra-prima do patrimônio oral e imaterial da humanidade” não altera o fato de que, de acordo com os padrões bíblicos, os Cristãos não devem ter nada a ver com esses mitos (1 Tim. 4 : 7; ver 1:4).

COMO OS CRISTÃOS REFORMADOS E AS FAMÍLIAS DA ALIANÇA DEVEM AGIR EM RELAÇÃO AO S SEUS MORTOS?

1. Como em tudo na nossa existência, e de maneira condizente com a nossa natureza de homens e mulheres pactuados com o SENHOR D_us ETERNO, devemos nos dirigir tão somente em conformidade com as Santas e Sagradas Escrituras, rejeitando toda e qualquer prática proibida ou sem fundamentação, ou ainda, que seja fruto de deturpação das Santas Palavras da Aliança, nossa ÚNICA norma de fé e prática;

2. Considerando que a morte é um santo e justo mandato do SENHOR D_us da Aliança em consequência do pecado dos nossos primeiros pais e bem assim, dos nossos próprios: “Certamente morrerás”- Gn. 2.17; “… porque tu és pó e ao pó tornarás” – Gn. 3.19; “A alma que pecar essa morrerá”- Ez. 18.20; “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez…” – Hb. 9.27;

3. Considerando que a morte encerra nosso contato com a pessoa acometida pela mesma, não é mais possível ouvi-la, nem ela a nós, não é mais possível vê-la (depois do sepultamento), cessa completamente nossa relação física com ela, não devemos mais te-la como alguém presente fisicamente em nosso convívio “… Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” – 2Sm. 12.19-23; “… porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” – Ec. 9.10; “A mulher está ligada enquanto vive o marido” – 1Co. 7.39 e Rm. 7.2.

4. Como famílias da ALIANÇA, DEVEMOS enfrentar a morte de nossos entes queridos com esperança viva e firme, com aquele
convicção própria dos filhos do Altíssimo de que trata-se apenas de uma separação momentânea e necessária, não devemos nos deixar possuir daquela tristeza características dos desesperançados, mas agirmos como verdadeiros filhos da FÉ, que apesar da dor e a tristeza da separação, contudo se sentem consolados pela firme esperança fundamentada nas Palavras da Aliança (cf. 1Ts. 4.13-18); “… abatidos, porém não destruídos” – 2Co. 4.9;

5. A tristeza, a dor e o sentimento de perda e de separação, são legítimos e sempre estiveram presentes nos corações dos filhos da aliança, quando da perda de seus entes queridos “E de fato o chorou seu pai – Gn. 37.35; cf. 2Sm. 3.32,34; 2Sm. 18.33; “… Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se”- Jo.11.33.

6. O cuidado em sepultar, colocar os restos mortais de nossos entes queridos mortos, são ações lícitas, mas sem emprestar a estas práticas quaisquer conotações de crendices e/ou superstições, sem considerar que aquele lugar do sepultamento é o local onde podemos nos encontrar com ente querido que partiu, sem fazer da sepultura objeto de devoção.

7. Como brasileiros que somos, podemos aproveitar este feriado para nos envolver em atividades de verdadeira benevolência, com toda a humildade e longanimidade, nos envolver em conversas edificantes sobre estes aspectos expostos aqui, sempre om espírito de brandura. Dedicar algum tempo para o serviço em nossas igrejas, ou ainda dedicarmos em atenção aos nossos irmãos enfermos e necessitados, bem como, em desfrutarmos de momentos edificantes de orações e ações de graças no convívio de nossos familiares.

FONTES (COPILADO E EDITADO):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Mortos
http://blogdoiceinho.blogspot.com.br/2010/08/catolicismo-romano-adoracao-e-obsessao.html
http://www.terra.com.br/revistaplaneta/mat_398.htm
http://www.ideas4solutions.net/diadelosmuertos/
http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/576/29/
http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/1550/33/
http://setimodia.wordpress.com/2011/11/02/o-dia-de-finados-nao-passa-de-tradicao/
http://www.gotquestions.org/Portugues/Dia-dos-Mortos.html

Rev. Jucelino Souza
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E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br

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