A ERA NUCLEAR: o terrível início de uma era de mortes horripilantes, há mais de 65 anos

Posted: Fevereiro 14, 2012 in Blogs Recomendados
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Rev. Jucelino Souza
via Metendo o Bico

Mais de 200 Mil mortes e sequelas irreversíveis em várias gerações

Mais de 200 Mil mortes e sequelas irreversíveis em várias gerações

NÃO PODEMOS ESQUECER, mesmo que estamos há mais de 65 anos dos ataques nucleares contra o Japão em agosto de 1945, pelos Estados Unidos. Em 6 de agosto, a primeira bomba atômica feita pelo homem e usada contra própria humanidade explodiu na cidade japonesa de Hisoshima. Em 9 de agosto, foi a vez de outra cidade: Nagasaki – a maior comunidade cristã do Japão.

Estima-se que 70 mil pessoas morreram na hora ou poucas horas depois das explosões.
Outras 130 mil morreram nos 5 anos subseqüentes, em função de ferimentos e doenças causadas pela exposição à radiação.
Assim, calcula-se que 200 mil pessoas teriam sido o custo pago pela passagem da humanidade para a Era Nuclear, mas estas são cifras mínimas estimadas.

A verdade é que nunca se saberá ao certo quantas centenas de milhares de vidas foram tomadas ou afetadas para sempre com apenas duas explosões.
Qual foi a justificativa para os ataques nucleares?

É preciso lembrar que em 1942, os Estados Unidos conseguiram o domínio da divisão nuclear, mas ainda havia um longo caminho de experiências e pesquisas a ser percorrido.
A Alemanha foi derrotada em 1945, antes de os Estados unidos estarem prontos para testar sua primeira bomba atômica. Mesmo assim, o governo americano continuou incentivando suas pesquisas, pois ainda restava o Japão para ser derrotado.

Em julho de 1945, a primeira bomba foi testada no deserto do Novo México; a explosão gerou tanto calor que a superfície do deserto, num raio de aproximadamente um quilômetro, foi derretida, transformando-se em vidro. Estava surgindo a arma mais extraordinária da história dos conflitos de guerra.

O uso da bomba contra o Japão ainda provoca polêmica até hoje.
Não podemos esquecer que o ataque japonês a Pearl Harbour, gerava entre as lideranças americanas um forte desejo de vingança.
Os cientistas, por sua vez, queriam comprovar a eficiência da arma pela qual eles haviam trabalhado tanto.
Na mente do alto comando militar americano, havia o medo de que o Japão lutasse até o fim e de que, talvez, meio milhão de vidas americanas se perdessem antes de o Japão ser finalmente derrotado.

Em julho de 1945, cinco milhões de soldados japoneses estavam prontos para defender muitas de suas conquistas iniciais, incluindo a maior parte da China, o arquipélago da Indonésia, a Península da Malásia, Taiwan e o atual Vietnã.
O poder de fogo dos japoneses ainda era respeitável.
Os japoneses mantinham mais de cinco mil aviões camicases, com pilotos corajosos dispostos a sacrificar suas vidas chocando-se contra os porta-aviões e as bases aéreas inimigas,e, além disso, ainda não estavam querendo admitir a derrota.
Ataques aéreos sobre cidades alemães e japonesas com bombas convencionais já produziam milhares de vitimas.
Quanto mais tarde a rendição, maior seria o número de vitimas.

Todos esses argumentos foram amplamente discutidos com o presidente americano Truman.
Um elemento crucial, entretanto, não foi percebido.
A bomba atômica, quando lançada, faria o que nenhuma outra bomba normal podia fazer: sua radiação criaria danos genéticos, punindo assim as crianças ainda não nascidas pelos fracassos e pecados da geração japonesa na guerra.
Mas mesmo que a radiação tivesse sido inteiramente compreendida pelos cientistas – as evidências históricas comprovam – eles teriam chegado à conclusão de que a bomba atômica deveria ser usada contra os japoneses.

A vitória não deveria ser adiada.
Na cultura japonesa o sol exerce uma fascínio especial.
Foi assim que, supõe-se, muitos habitantes interpretaram, nos segundos que antecederam as suas mortes, aquele clarão imenso, cegante, que se expandiu frente a seus olhos.
Para eles, o Sol revoltara-se contra o Japão.

Os físicos calcularam depois que, nas proximidades da explosão da primeira Bomba Atômica, a temperatura oscilou entre 3 a 4 mil graus, o suficiente para fundir o ferro duas ou três vezes.
Pelas ruas de Hiroshima, que, em 1945, abrigava não mais de 350 mil habitantes, cavalos e bois enlouquecidos pelas queimaduras disparavam em todas as direções.
Os humanos viam desprender-se a pele, o descarnar-se das suas mãos, enquanto seus cabelos pulverizavam-se em milésimos de segundos.
De outros, os olhos simplesmente saltavam das órbitas.
A nuvem que os cobriu em apenas 30 segundos avançou por 11 quilômetros,devorando, insaciável, tudo que encontrou pelo caminho, fosse humano ou material.

Hoje quando há a ameaça de que a tecnologia das armas nucleares possa cair em mãos de grupos extremistas, e, um crescente número de nações almeja a posse de tal tecnologia, apesar dos já conhecidos enormes riscos e poucos benefícios que a energia nuclear oferece, é essencial relembrar Hiroshima e Nagasaki.
Paz mundial não é uma utopia, mas uma necessidade para a sobrevivência da humanidade.

FONTE: Metendo o Bico
Acesse: http://dhtt.us/szOw

Rev. Jucelino Souza
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