IDEOLOGIA DE GÊNERO – Requer resposta dupla da igreja, diz especialista

Posted: Novembro 6, 2011 in Blogs Recomendados
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rev. Jucelino Souza
por Jorge Rafael Scala, advogado, professor de Bioética

O advogado, professor de Bioética e referência internacional sobre Ideologia de Gênero, Jorge Scala

O advogado, professor de Bioética e referência internacional sobre Ideologia de Gênero, Jorge Scala

Ideologia de gênero e a resposta da Igreja, destaca especialista

“Ideologia de Gênero – O neototalitarismo e a morte da família” foi o tema abordado pelo advogado, professor de Bioética e referência internacional no tema, Jorge Rafael Scala, nesta sexta-feira, 4, durante o II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida, promovido pela Human Life International no Mosteiro de São Bento, em São Paulo.

Scala destacou que a IG traz três perigos principais para a sociedade. Nesse sentido, a Igreja deve promover um anúncio positivo da vida e, ao mesmo tempo, também promover a denúncia profética, quando seja necessário.

Confira a entrevista exclusiva ao noticias.cancaonova.com.

noticias.cancaonova.com – Quais são os principais perigos que a Ideologia de Gênero (IG) traz para o mundo?
Jorge Rafael Scala – O principal perigo é que a IG defende que o sexo seria apenas um aspecto biológico do ser humano, mas, psicologicamente, alguém poderia eleger se deseja ser homem ou mulher. Qual é o perigo disso? Acredito que sejam três os principais:

1 – antropológico: se homens e mulheres tivessem autonomia absoluta para criar o próprio gênero, não seríamos iguais, mas idênticos, pois poderíamos formar nosso próprio gênero. Mas toda a riqueza da humanidade é fruto da complementariedade entre os gênios masculino e feminino, não competindo, mas complementando-se mutuamente. Isso é muito melhor e criativo do que aquilo que poderiam fazer cada um dos gênios em separado. Mas, se são idênticos, não há complementariedade. Antropologicamente, reduz-se o ser humano a alguém insosso, sem criatividade, especificidade;

2 – Se há liberdade para construir o próprio gênero, a relação entre os sexos muda consideravelmente – ninguém mais pode dizer que o matrimônio entre homem e mulher seja melhor que outras formas de relação. Cada um escolhe o que quer. Todas as opções estão em igual condição. Assim, as relações só se justificariam pelo prazer que se dá a cada um. Se a mim me dá prazer estar com um homem, isso teria o mesmo valor jurídico, moral e social que o matrimônio entre homem e mulher. Assim, acaba-se destruindo o matrimônio e família;

3 – Enfim, acaba-se por destruir a sociedade, porque já não tenho célula básica.

noticias.cancaonova.com – Quando a Igreja fala sobre IG, vários setores interpretam-na como se fosse contra as pessoas, seres humanos, prazer, alegria. Como tratar esse tema a partir de uma ótica positiva, mostrando que a Igreja deseja promover ser humano?

Jorge Scala – Primeiro, isso é um problema “de sempre” na Igreja. Basta ver que Jesus veio trazer a liberdade e o mataram numa cruz. A Igreja não tem que se preocupar com o que diz o mundo, desde que sempre pregue a verdade. Que haja gente que não goste do que diz a Igreja, sempre houve e haverá.

Deve-se se preocupar, sim, que o discurso da Igreja seja entendido na sua justa dimensão. E isso requer esforço para se encontrar o melhor modo de comunicar essa verdade, transmitir essa mensagem. A resposta é muito simples: devemos mostrar a beleza do gênio feminino, do gênio masculino e da integração entre ambos. Esta é a proposta positiva.

Além disso, além da proposta positiva da dignidade e da sexualidade humanas, temos também que fazer a denúncia profética, porque não se pode ficar calado e se tornar cúmplice.

A mensagem positiva deve ocupar a maior parte do tempo e do esforço, dando espaço, sempre que necessário, para a denúncia profética. As duas coisas são necessárias.

QUEM É O DR. JORGE SCALA
Advogado graduado pela Universidade Nacional de Córdoba (República Argentina); Membro da Organização Internacional para o Desenvolvimento da Liberdade de Ensino (OIDEL), com Estatuto Consultivo ante o ECOSOC (Categoria III), UNESCO e OEA, desde 1988; Coordenador das Associações Unidas por um Mundo Melhor. Professor de Bioética no Programa de Mestrado em Desenvolvimento Humano da Universidade Livre Internacional das Américas (ULIA);

Autor dos livros: O Aborto em perguntas e respostas; Gênero e direitos; IPPF: A multinacional da morte; Matrimônio ou Divórcio: a família no século XXI; Co-autor dos livros: Direitos humanos: 7 casos controversos na América Latina; Doze anos de divórcio na Argentina; Engano Mortal; Jornadas pela Vida; A Mulher hoje – depois de Pequim; Valor da Vida – Cultura da Morte (com 2ª edição ampliada); Autor de mais de setenta artigos, publicados em revistas jurídicas especializadas em direito de família, direitos humanos, direito comercial e bioética; Proferiu mais de 400 conferências em numerosos Congressos, Seminários e Jornadas; Diretor da coleção “Direito”, da Editora Promessa, da Costa Rica; Prêmio Tomas Morus 2004, na categoria “Justiça”; Integrou a equipe interdisciplinar que ganhou o caso “Portal de Belém” na Suprema Corte Nacional de Justiça da República Argentina, pelo qual reconheceu-se como um valor constitucional, a inviolabilidade do direito à vida de todo ser humano, “desde o momento da concepção”.

FONTE: Canção Nova
Acesse: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=284184

Rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br

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