O CONVITE DE DARWIN – mexendo nas “zonas de incertezas” das Ciências Biológicas.

Posted: Setembro 14, 2011 in Blogs Recomendados
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By prof. Enézio E de Almeida Filho

Prof. Enézio E. de Almeida Filho  Estudioso de História da Ciência. Membro da Sociedade Internacional para Complexidade, Informação e Design. Coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Campinas - SP

Prof. Enézio E. de Almeida Filho Estudioso de História da Ciência. Membro da Sociedade Internacional para Complexidade, Informação e Design. Coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Campinas - SP

“As objeções (ao evolucionismo) não são feitas unicamente por religiosos fanáticos. Sóbrios e renomados cientistas ainda questionam por motivos científicos.” – prof. Enézio Almeida

Quando Darwin publicou “A Origem das Espécies”, em 1859, os cientistas desconheciam a complexidade da célula, a herança genética e minimizavam as dificuldades encontradas no registro fóssil. As idéias confusas e não muito originais de Darwin revolucionaram a ciência e as concepções filosófico-religiosas – o homem evoluiu de uma forma simples através da seleção natural ao longo de bilhões de anos.

Sem apoio das evidências, Darwin conseguiu a adesão da comunidade científica tão ignorante desses fatos quanto ele. Contudo, admitiu existir objeções a sua teoria e que poderia haver visões extremas da evolução: “Estou bem a par do fato de existirem neste volume pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra”.

Esse convite gera debates apaixonantes. As objeções não são feitas unicamente por religiosos fanáticos. Sóbrios e renomados cientistas ainda questionam por motivos científicos.

O sociólogo Edgar Morin, no livro “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro” para a Unesco, afirmou e sugeriu: “As ciências permitiram que adquiríssemos muitas certezas, mas igualmente revelaram, ao longo do século 20, inúmeras zonas de incerteza. A educação deveria incluir o ensino das incertezas que surgiram nas ciências físicas, nas ciências da evolução biológica e nas ciências históricas.”

A LDB 9394/96 estabeleceu as bases da educação nacional para aprimorar o educando pelo desenvolvimento de sua autonomia intelectual e do pensamento crítico. Isso ocorrerá quando algumas “zonas de incertezas” nas ciências biológicas forem abordadas:

1. A origem da vida: a teoria da evolução química não goza mais de respeitabilidade científica, mas a experiência de Urey-Miller “demonstra” como a vida surgiu.

2. A “explosão cambriana”: os principais filos aparecem no registro fóssil há mais de 540 milhões de anos, sem intermediários, plenamente funcionais, contrariando a evolução gradual. Segundo Darwin, uma “objeção fatal, mas omitida nos livros-texto de Biologia”.

3. Homologia: semelhança devido à ancestralidade comum é evidência de ancestralidade comum. Tautologia, argumento circular que nada diz em ciência.

4. Embriões vertebrados: há mais de um século os biólogos sabem que os embriões vertebrados não são semelhantes no estágio inicial e os desenhos que os mostram assim foram “forjados” para “apoiar” a teoria.

5. Melanismo industrial: a foto de mariposas “camuflando-se” nos troncos das árvores como evolução em ação é falsa. Desde 1980 os biólogos sabem: não descansam nos troncos das árvores e foram “coladas” nos troncos para apoiar o “fato da evolução”!

6. Os tentilhões de Darwin: explicam a origem das espécies por meio da seleção natural, quando nenhuma megaevolução ocorreu. Os tentilhões, apesar da variedade de bicos e costumes alimentares, continuam tentilhões.

7. A origem humana: macacos-antropóides ilustram nossos ancestrais. Os paleoantropólogos discordam sobre quais foram nossos ancestrais e como pareciam. Os cladogramas aqui “supõem” como esta relação filogenética teria ocorrido. Não há um “elo perdido”, mas toda uma “corrente perdida”.

A ciência é a expressão de curiosidade. Por causa do convite de Darwin, da sugestão de Morin e da proposta da LDB, você pode e deve questionar o neodarwinismo, pois a melhor inferência às evidências é o Design Inteligente.

Enézio E. de Almeida Filho – Mestre em História da Ciência – PUC-SP
Campinas, São Paulo, Brazil

Por que sou ‘pós-darwinista’? Porque já fui evolucionista de carteirinha. Hoje, sou cético da teoria macroevolutiva como verdade científica. Contudo, meu ceticismo ao ‘dogma central’ darwinista não é baseado em relatos da criação de textos sagrados. Foi a séria e conflituosa consideração do debate que ocorre intramuros e nas publicações científicas há muitos anos sobre a insuficiência epistêmica da teoria geral da evolução. Eu fui ateu marxista-leninista. Hoje, não tenho mais fé cega no ateísmo. Não creio mais na interpretação literal dos dogmas de Darwin aceitos ‘a priori’ e defendidos ideologicamente com unhas e dentes pela Nomenklatura científica. A Ciência me deu esta convicção. Aprendi na universidade: quando uma teoria científica não é apoiada pelas evidências, ela deve ser revista ou simplesmente descartada. Sou pós-darwinista me antecipando à iminente e eminente ruptura paradigmática em biologia evolutiva. Chegou a hora de dizer adeus a Darwin.
CV Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/6602620537249723

FONTE: Revista Galileu (Fevereiro – 2007)
Acesse: http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578940-1726,00.html

Sites com artigos do prof. Enézio Almeida
– Desafiando a Nomenklatura Científica
– DarwinLeaks

Rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
E-mail: jucelinsouza@facebook.com

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