ENTREVISTA: DEP. JAIR BOLSONARO – “Governo quer transformar gays numa classe privilegiada”.

Posted: Junho 29, 2011 in Blogs Recomendados
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POR PEDRO HENRIQUE FONSECA
Deputado Bolsonaro diz que Governo transforma gays numa classe privilegiada

Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ)

Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ)

Jair Bolsonaro ficou conhecido internacionalmente devido às supostas declarações homofóbicas e racistas durante uma entrevista a um programa de televisão brasileiro. Opositor do “kit gay”, o deputado, que acusa o Governo brasileiro de promover a homossexualidade, falou ao JN no dia em que o Conselho de Ética da Câmara instaurou processo disciplinar que poderá culminar com a cassação do seu mandato.

Natural de Campinas, São Paulo, Jair Bolsonaro, de 56 anos, tem quatro filhos, dois que seguiram a carreira política, e diz que preferia vê-los mortos a vê-los de mão dada com outro homem. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou, quarta-feira, um processo disciplinar contra o deputado do PP, eleito pelo Rio de Janeiro, por supostas declarações homofóbicas e racistas.

“A senadora Marinor Brito entrou com uma representação para cassar o meu mandato. A leitura dessa representação começou há 20 minutos. Estou a ir ao Conselho de Ética para ver o que se passa”, disse o deputado federal no fim da conversa com o JN, na última quarta-feira.

Como está a correr a sua defesa?

A minha defesa está maravilhosa. Vou deitar e rolar porque vou partir para a “porrada” contra os deputados do “PSOL” (Partido Socialismo e Liberdade). O Jean Wyllys gaba-se na Imprensa brasileira por ser homossexual. O Chico Alencar, há dois meses, chamou-me mentiroso quando perguntei sobre os 11 milhões que ele arranjou para o movimento “LGBT”. Vou mostrar o vídeo do Tony Reis, uma figura internacional das causas homossexuais, que agradece ao parlamentar pelo dinheiro destinado à comunidade “LGBT”. Dinheiro que servirá para patrocinar passeatas do orgulho gay, “kit gays” para as escolas. Mas o Chico Alencar negou isso em plenário. Quando mostrar o Tony Reis numa audiência pública na Câmara agradecendo os 11 milhões, desmonto o cara…. E as imagens da televisão mostram claramente a senadora Marinor Brito a agredir-me.

Foi quando estava a segurar um panfleto contra o “kit gay” (kit Escola Sem Homofobia), após uma reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado… Acha que teve uma atitude correcta?

Isso é normal. Todo a gente faz isso. Não conhecia a Senadora Marinor Brito. Pensava que fosse uma “carregadora de caixote” do Senado. Ela é grossa, deu um tapa em mim. Chamou-me de homofóbico, corrupto. Se a a mulher brasileira tivesse a feminilidade dela, nós, homens, iríamos apanhar todos os dias em casa. A única coisa que fiz foi chamá-la de “heterofóbica”. Se ela me dá três “coices”, por que não posso dar um “beliscão” na orelha dela?

Também vai responder por supostas declarações racistas em relação à filha do cantor Gilberto Gil…

Quanto à Preta Gil, entendi que me estavam a perguntar qual seria a minha reacção ao saber que o meu filho namorava um homem, e não com uma negra. Com uma negra não tem problema nenhum. Teria problema se fosse com outro homem.

Não tem, portanto, problemas de racismo. Porque é contra as cotas raciais, então?

No Brasil existe cota para tudo. Para cor de pele, índio, para quem é de escola pública. Agora o governo quer criar cotas para professor homossexual nas escolas públicas. Sou totalmente contra qualquer tipo de cota. Aí em Portugal, todas as pessoas são iguais perante a lei. É assim que deve ser.

Esse processo disciplinar vem na sequência da entrevista ao “CQC”. Ao atacar o “kit gay”, ganhou fama de homofóbico até na Imprensa internacional. Está arrependido?

Não. Vou aproveitar os momentos em que tiver a palavra no Conselho de Ética para abordar o tema com mais agressividade. Não estou a caçar “gays” pelo Brasil. Luto contra o material que o governo pretendia distribuir nas escolas. Livros, cartazes e filmes pornográficos para crianças de seis anos. A “Associação Brasileira de Gays Lésbicas Transexuais e Travestis” fez uma pesquisa nas escolas e constatou que havia mais meninos “gays” do que meninas. Qual foi a metodologia da pesquisa? Perguntaram ao Pedrinho se ele gostava do Joãozinho? Se a Mariazinha queria tomar banho nua na piscina com a Aninha? Isso eles não dizem. O ex-Secretário do Ministério da Educação, André Lázaro, afirmou que a cena do beijo lésbico do “kit gay” foi discutida durante três meses para ver até onde ia a língua da menina na boca da outra. Devem ter medido com régua, “tira um milímetro, coloca dois”… Outra coisa, os grupos “gays” chegaram à conclusão de que a garotada no Brasil não sabe o que é “LGBT”. Aqui no Brasil, a garotada não sabe contar, não sabe nada. A educação aqui é uma desgraça… E querem agora que a molecada saiba que é “L” de lésbica, “G” de “gay”… Depois os brasileiros ainda têm coragem de fazer piada com os portugueses…

Entretanto o “kit gay” foi suspenso pela presidente Dilma…

A recolha do ‘kit gay’ pela presidente Dilma foi uma vitória. Sou uma voz isolada na Câmara dos Deputados.

O que tem contra o casamento homossexual?

Se você quer mudar, que mude por um projecto de lei, uma emenda da constituição, seja como for, mas via legislativa. Somos eleitos para atender a população nessa área. O Supremo Tribunal Federal (STF) agiu por pressão da comunidade homossexual e do Governo. Unidade familiar é homem e mulher, como diz na nossa constituição federal.

E quanto à adopção de crianças por casais homossexuais…

… entendo que uma criança adoptada por um casal “gay” será, de certeza, homossexual. Vai puxar o bigodudo ou careca.

E porque diz que a liberalização do casamento homossexual vai levar à “liberalização da pedofilia”?

Faço uma relação entre o homossexualismo e a pedofilia porque muitas das crianças que serão adoptadas por casais “gays” vão ser abusadas por esses casais homossexuais.

Está a dizer que muitas das crianças adoptadas por homossexuais vão ser abusadas sexualmente?

Isso. Muito provavelmente sim.

Em entrevista à revista Playboy disse que preferia ter um filho morto a um herdeiro “gay”. Foi uma força de expressão ou é uma convicção?

Prefiro, sim, um filho atropelado por um comboio a um filho homossexual. Se o meu filho fosse “gay”, estaria morto para mim. Homossexualismo é uma questão de comportamento. Muitas vezes um pai vê o filho andar com pessoas que fumam “maconha” e não toma providência. Como é comportamento e amizade, você tem de evitar isso. Sou um pai presente, levo à praia, ao futebol, brinco, vou pescar. Não tem porque ser “gay” ou “maconheiro”. Se ele mudar, é porque é um sem-vergonha.

Diz que se pode ser homossexual por conviver com homossexuais. Já trabalhou com homossexuais?

Tive dois funcionários “gays”. Um ficou comigo até prestar concurso público e ir embora. O outro demiti. Como político, atendo muitas pessoas. Uma vez, disseram-me: Bolsonaro, o seu funcionário cantou-me. Chamei um outro funcionário e fui tirar a prova. Após a confirmação, mandei-o embora. Não admito este tipo de comportamento num ambiente de trabalho. Mas, se o Projecto de Lei 122 for aprovado, pegaria de 2 a 5 anos de cadeia. Posso mandar embora qualquer pessoa, menos homossexuais.

Apesar da sua oposição e da Bancada Religiosa, o Projecto de Lei da Câmara 122, que criminaliza a homofobia, foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora tramita Senado.

Esse projecto só passou na Câmara porque eles deram golpe. Passou num dia sem sessão. Só tinha “meia-dúzia” no plenário. O Projecto de Lei 122 (PLC) transforma os “gays” numa classe privilegiada. Ninguém poderá contrariá-los.

O blogue Família Bolsonaro é bastante crítico sobre o artigo 7 do “PLC 122”. Porquê?

Se você pretende alugar a sua habitação e um casal com cinco filhos mostra-se interessado, você pode optar por não alugar para “preservar” o seu património. Mas, de acordo com o Projecto de Lei 122, que quase foi aprovado no Senado, se essa pessoa for “gay” e sentir-se ofendida com a recusa, ela poderá processar-me e vou ter de cumprir de 2 a 5 anos de prisão. Se não quiser vender um carro, uma bicicleta, enfim, a um “gay”, também vou preso. Como disse anteriormente, o Projecto de Lei 122 transforma os “gays” numa classe privilegiada

Recentemente, o JN noticiou a publicação de mais de 700 processos da época da ditadura militar, disponibilizados pela Universidade de Campinas. Como defensor das causas militares, que pensa disso?

Não há problema nenhum. Já teve outro lote divulgado. Mas o governo está a fazer uma filtragem. Eles pintam de preto o que não serve para eles. Eles falam: Isso atenta contra a honra pessoal de pessoas que estão no Governo. Tem factos aqui de sequestros de autoridades internacionais, como o do embaixador dos Estados Unidos.. Mas isso eles não querem mostrar. E a própria imprensa brasileira não divulga isso porque vive de pires na mão junto do Governo Federal. A Imprensa que dá muito espaço para falar a verdade acaba com problema financeiro. Como acabaram com algumas fontes de renda, como a propaganda de tabaco, que dava muito dinheiro aos media, a Imprensa vive do orçamento do governo.

Criticou uma tele-novela do “SBT”, situada na época da ditadura. Os militares, inclusive, fizeram um abaixo assinado contra o SBT para tirar o folhetim do ar…

Critiquei, sim. O Silvio Santos, dono do “SBT”, tinha um banco (Panamericano) que acabou na bancarrota. Quando o governo federal acenou com uma maneira de sanear o banco, entrou no ar uma novela situada na época da ditadura, feita para colocar a população brasileira contra as Forças Armadas. Muito curioso, não é? É isso que a esquerda faz no Brasil.

E quanto à “Comissão da Verdade”, criada para investigar violações dos direitos humanos pela ditadura militar. Não acha justo com as famílias das pessoas que sofreram àquela época?

O Governo faz o que é do seu interesse. Os sete integrantes da “Comissão da Verdade”, que vão analisar os factos do que eles chamam ditadura militar, são indicados pela presidente da república Dilma Roussef, que participou da luta armada, de sequestros, roubos e execuções. Eles querem fazer um relatório do interesse deles e colocar no currículo escolar. Isso vem do Gramscismo… “Não tomem quartéis, tomem escolas”. Isso que o actual Governo está a fazer no Brasil.

FONTE: JORNAL DE NOTÍCIAS
Acesse: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Brasil/Interior.aspx?content_id=1879387&page=-1

Rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
E-mail: jucelinosouza@facebook.com

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