IGUAIS, MAS DIFERENTES: Um Pedido Sincero as Mulheres Cristãs

Posted: Março 8, 2011 in Blogs Recomendados
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por rev. Jucelino Souza

"Os Anciões são um grupo independente de eminentes líderes mundiais, reunidos por Nelson Mandela, que oferecem a sua influência coletiva e experiência para apoiar a construção da paz, ajudar a resolver as principais causas de sofrimento humano e promover os interesses comuns da humanidade". (Do Site Oficial)

"The Elders é um grupo independente de eminentes líderes mundiais, reunidos por Nelson Mandela, que oferece a sua influência coletiva e experiência para apoiar a construção da paz, ajudar a resolver as principais causas de sofrimento humano e promover os interesses comuns da humanidade". (Do Site Oficial)

“As mulheres e as meninas de todo o planeta, não são INFERIORES aos homens e aos garotos, são apenas DIFERENTES! Somos vistos pelo SENHOR D_us, todos nós, como seres humanos IGUAIS e DIFERENTES – iguais na essência, na natureza, e, diferentes nas funções, em nossos papeis enquanto homens e mulheres” – Rev. Jucelino Souza

The Elders (Os Anciãos) – É um grupo de 12 (doze) eminentes líderes mundiais reunidos por Nelson Mandela.
Eles têm convidado os homens e os jovens de todo o planeta – e particularmente os líderes religiosos e tradicionais – a mudarem suas práticas nocivas e discriminatórias contra mulheres e garotas e darem o seu total apoio à realização da IGUALDADE de todos.

Para eles, as grandes culpadas pela DISCRIMINAÇÃO, VIOLÊNCIA E OPRESSÃO das mulheres no planeta, são as grandes religiões tradicionais, que relutam em aceitar a igualdade de gêneros, a igualdade dos papéis do homem e da mulher. Eles, The Elders, os Doze Anciãos: têm divulgado uma declaração formal de seus pontos de vista, que aparece em texto postado no site oficial deles com o título: “Religious and traditional practices discriminate against women and girls” (As práticas religiosas e tradicionais discriminam as mulheres e as garotas), do qual eu destaco o que segue:

“A religião e a tradição são uma grande força para a paz e o progresso de todo o mundo. No entanto, nós os The Elders, acreditamos que a justificativa de discriminação contra mulheres e garotas em razão da religião ou tradição, como se fosse fixado por uma autoridade superior, é inaceitável”.

“Nós acreditamos que as mulheres e as garotas compartilham da mesma igualdade de direitos com os homens e garotos em todos os aspectos da vida”.

“Conclamamos todos os líderes para promover e proteger a igualdade de direitos das mulheres e das garotas.
Nós, conclamamos especialmente, os líderes religiosos e tradicionais a darem o exemplo e a ajudarem a mudar todas estas práticas discriminatórias dentro de suas próprias religiões e tradições”.

“Os The Elders estão totalmente comprometidos com a realização da igualdade e a valorização das mulheres e das garotas”.

Neste texto ainda, temos declarações de alguns dos expoentes do The Elders:
Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, descreve a prática religiosa como sendo uma das “Causas básicas da violação dos direitos das mulheres. Esta postura assumida pelos líderes religiosos serve de desculpa para outros machos dominantes perseguirem ou abusarem, ou ainda, privarem as mulheres dos seus direitos“.

Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente brasileiro, diz: “A idéia de que Deus está por trás da discriminação é inaceitável.”

Desmond Tutu, presidente dos The Elders, emite uma mensagem enfática para os homens e os rapazes pelo fim da violência contra a mulher: “Você é um homem fraco se você usar sua superioridade física contra as mulheres e violenta-las. Uma sociedade que permite a violência contra as mulheres é uma sociedade que está em vias de desaparecer“.

De um outro post, com o título: Religion and tradition” (Religião e tradição), no mesmo site oficial, destaco outras acusações contra as religiões ‘tradicionais’:

“A tradição desenvolveu uma espécie de hierarquia na relação entre homens e mulheres que leva a discriminação” [Graça Machel]

“Por muito tempo, a distorção dos valores religiosos têm sido usados como uma desculpa para maltratar, e discriminar as mulheres e as garotas em todo o mundo”.

“Eles conferem legitimidade às alegações falsas de abusos contra as mulheres, afirmando que elas são inferiores e cidadãs de segunda classe, dando aos homens o controle sobre suas mulheres, sobre seus corpos”.

“Religiosos e líderes comunitários, homens e mulheres, precisamos mostrar coragem em desafiar essas práticas religiosas prejudiciais e este ensino tradicional, não importa o quão arraigado estejam, e tirar mensagens positivas de nossas grandes religiões e da história de nossas sociedades para promover a igualdade”.

Meu pedido sincero as mulheres cristãs do nosso planeta, em especial aqui do Brasil, é que não aceitem essa mentira, essa falácia de que a raiz de todas as violências contra as mulheres está associada aos sistemas de religiões tradicionais (Dentre elas, o Cristianismo ortodoxo), extremamente prejudicial a humanidade como um todo. A esse engôdo planetário, de que a solução para a discriminação das jovens e mulheres está na igualdade de gêneros, igualdade de funções. Se a mulher fosse igual ao homem não haveria necessidade de o Criador fazê-los “homem e mulher”, ele os faria ou “homem e homem” ou ainda, “mulher e mulher”.

Não aceitem a paganização da Igreja de Cristo – a ordenação feminina – a ordenação de mulheres para o pastorado, o presbiterato, o sacerdócio, o bispado, o rabinado e outra qualquer função que deve ser inerentemente exercidas pelos homens, é uma afronta a sabedoria e aos decretos do Soberano SENHOR da humanidade. Uma vez que as funções inerente às mulheres nunca poderão ser exercidas pelos homens. sem também extremo prejuízo para a humanidade.

Transcrevo aqui neste meu pedido texto do Rev. Dr. Augustus Nicodemus, a respeito da Ordenação Feminina à luz das Escrituras Sagradas:

por Rev. Dr. Augustus Nicodemus Lopes*

[Nota – é mais uma carta ficticia, gênero que uso como maneira de tornar as minhas idéias mais interessantes para o leitor. Minha esposa não tem (ainda) nenhuma amiga que virou bispa.]

Minha cara Evônia,

Minha esposa me falou do encontro casual que vocês duas tiveram no shopping semana passada. Ela estava muito feliz em rever você e relembrar os tempos do ginásio e da igreja que vocês frequentavam. Aí ela me contou que você foi consagrada pastora e depois bispa desta outra denominação que você tinha começado a frequentar.

Ela também me mostrou os e-mails que vocês trocaram sobre este assunto, em que você tenta justificar o fato de ser uma pastora e bispa, já que minha esposa tinha estranhado isto na conversa que vocês tiveram. Ela me pediu para ler e comentar seus argumentos e contra-argumentos. Não pretendo ofendê-la de maneira nenhuma – nem mesmo conheço você pessoalmente. Mas faço estes comentários para ver se de alguma forma posso ser útil na sua reflexão sobre o ter aceitado o cargo de pastora e de bispa.

Acho, para começar, que você ser bispa vem de uma atitude de sua comunidade para com as Escrituras, que equivale a considerá-la condicionada à visão patriarcal e machista da época. Ou seja, ela é nossa regra, mas não para todas as coisas. Ao rejeitar o ensinamento da Bíblia sobre liderança, adota-se outro parâmetro, que geralmente é o pensamento e o espírito da época.

E é claro, Evônia, que na nossa cultura a mulher – especialmente as inteligentes e dedicadas como você – ocupa todas as posições de liderança disponíveis, desde CEO de empresas a presidência da República. Portanto, sem o ensinamento bíblico como âncora, nada mais natural que as igrejas também coloquem em sua liderança presbíteras, pastoras, bispas e apóstolas.

Mas, a pergunta que você tem que fazer, Evônia, é o que a Bíblia ensina sobre mulheres assumirem a liderança da igreja e se este ensino se aplica aos nossos dias. Não escondo a minha opinião. Para mim, a liderança da igreja foi entregue pelo Senhor Jesus e por seus apóstolos a homens cristãos qualificados. E este padrão, claramente encontrado na Bíblia, vale como norma para nossos dias, pois se baseia em princípios teológicos e não culturais. Reflita no seguinte.

1. Embora mulheres tenham sido juízas e profetisas (Jz 4.4; 2Re 22.14) em Israel nunca foram ungidas, consagradas e ordenadas como sacerdotisas, para cuidar do serviço sagrado, das coisas de Deus, conduzir o culto no templo e ensinar o povo de Deus, que eram as funções do sacerdote (Ml 2.7). Encontramos profetisas no Novo Testamento, como as filhas de Felipe (At 21.9; 1Co 11.5), mas não encontramos sacerdotisas, isto é, presbíteras, pastoras, bispas, apóstolas. Apelar à Débora e Hulda, como você fez em seu e-mail, prova somente que Deus pode usar mulheres para falar ao seu povo. Não prova que elas tenham que ser ordenadas.

2. Você disse à minha esposa que Jesus não escolheu mulheres para apóstolas porque ele não queria escandalizar a sociedade machista de sua época. Será, Evônia? O Senhor Jesus rompeu com vários paradigmas culturais de sua época. Ele falou com mulheres (Jo 8.10-11), inclusive com samaritanas (Jo 4.7), quebrou o sábado (Jo 5.18), as leis da dieta religiosa dos judeus (Mt 7.2), relacionou-se com gentios (Mt 4.15). Se ele achasse que era a coisa certa a fazer, certamente teria escolhido mulheres para constar entre os doze apóstolos que nomeou. Mas, não o fez, apesar de ter em sua companhia mulheres que o seguiam e serviam, como Maria Madalena, Marta e Maria sua irmã (Lc 8.1-2).

3. Por falar nisto, lembre também que os apóstolos, por sua vez, quando tiveram a chance de incluir uma mulher no círculo apostólico em lugar de Judas, escolheram um homem, Matias (At 1.26), mesmo que houvesse mulheres proeminentes na assembléia, como a própria Maria, mãe de Jesus (At 1.14-15) – que escolha mais lógica do que ela? E mais tarde, quando resolveram criar um grupo que cuidasse das viúvas da igreja, determinaram que fossem escolhidos sete homens, quando o natural e cultural seria supor que as viúvas seriam mais bem atendidas por outras mulheres (Atos 6.1-7).

4. Tem mais. Nas instruções que deram às igrejas sobre presbíteros e diáconos, os apóstolos determinaram que eles deveriam ser marido de uma só mulher e deveriam governar bem a casa deles – obviamente eles tinham em mente homens cristãos (1Tm 3.2,12; Tt 1.6) e não mulheres, ainda que capazes, piedosas e dedicadas, como você. E mesmo que reconhecessem o importante e crucial papel da mulher cristã no bom andamento das igrejas, não as colocaram na liderança das comunidades, proibindo que elas ensinassem com a autoridade que era própria do homem (1Tm 2.12), que participassem na inquirição dos profetas, o que poderia levar à aparência de que estavam exercendo autoridade sobre o homem (1Co 14.29-35). Eles também estabeleceram que o homem é o cabeça da mulher (1Co 11.3; Ef 5.23), uma analogia que claramente atribui ao homem o papel de liderança.

5. Você retrucou à minha esposa na troca de e-mails que nenhuma destas passagens se aplica hoje, pois são culturais. Mas, será, Evônia, que estas orientações foram resultado da influência da cultura patriarcalista e machista daquela época nos autores bíblicos? Tomemos Paulo, por exemplo. Será que ele era mesmo um machista, que tinha problemas com as mulheres e suspeitava que elas viviam constantemente tramando para assumir a liderança das igrejas que ele fundou, como você argumentou? Será que um machista deste tipo diria que as mulheres têm direito ao seu próprio marido, que elas têm direitos sexuais iguais ao homem, bem como o direito de separar-se quando o marido resolve abandoná-la? (1Co 7.2-4,15) Um machista determinaria que os homens deveriam amar a própria esposa como amavam a si mesmos? (Ef 5.28,33). Um machista se referiria a uma mulher admitindo que ela tinha sido sua protetora, como Paulo o faz com Febe (Rm 16.1-2)?

6. Agora, se Paulo foi realmente influenciado pela cultura de sua época ao proibir as mulheres de assumir a liderança das igrejas, o que me impede de pensar que a mesma coisa aconteceu quando ele ensinou, por exemplo, que o homossexualismo é uma distorção da natureza acarretada pelo abandono de Deus (Rm 1.24-28) e que os sodomitas e efeminados não herdarão o Reino de Deus (1Co 6.9-11)? Você defende também, Evônia, que estas passagens são culturais e que se Paulo vivesse hoje teria outra opinião sobre a homossexualidade? Pergunto isto pois em outras igrejas este argumento está sendo usado.

7. Tem mais, se você ainda tiver um tempinho para me ouvir. As alegações apostólicas não me soam culturais. Paulo argumenta que o homem é o cabeça da mulher a partir de um encadeamento hierárquico que tem início em Deus Pai, descendo pelo Filho, pelo homem e chegando até a mulher (1Co 11.3).[1] Este argumento me parece bem teológico, como aquele que faz uma analogia entre marido e mulher e Cristo e a igreja, “o marido é o cabeça da mulher como Cristo é o cabeça da igreja” (Ef 5.23). Não consigo imaginar uma analogia mais teológica do que esta para estabelecer a liderança masculina. E quando Paulo restringe a participação da mulher no ensino autoritativo –que é próprio do homem – argumenta a partir do relato da criação e da queda (1Tm 2.12-14).[2]

8. Você já deve ter percebido que para legitimar sua posição como bispa você teve que dar um jeito neste padrão de liderança exclusiva masculina que é claramente ensinado na Bíblia e na ausência de evidências de que mulheres assumiram esta liderança. Não tem como aceitar ser bispa e ao mesmo tempo manter que a Bíblia toda é a Palavra de Deus para nossos dias. E foi assim que você adotou esta postura de dizer que a liderança exclusiva masculina é resultado da cosmovisão patriarcal e machista dos autores do Antigo e Novo Testamentos, e que portanto não pode ser mais usada em nossos dias, quando os tempos mudaram, e as mulheres se emanciparam e passaram a assumir a liderança em todas as áreas da vida. Em outras palavras, como você mesmo confirmou em seu e-mail, a Bíblia é para você um livro culturalmente condicionado e só devemos aplicar dele aquelas partes que estão em harmonia e consenso com nossa própria cultura. Eu sei que você não disse isto com estas exatas palavras, mas a impressão que fica é que você considera a Bíblia como retrógrada e ultrapassada e que o modelo de liderança que ela ensina não serve de paradigma para a liderança moderna da Igreja de Cristo.

Quando se chega a este nível, então, para mim, a porta está aberta para a entrada de qualquer coisa que seja aceitável em nossa cultura, mesmo que seja condenada nas Escrituras. Como você poderá, como bispa, responder biblicamente aos jovens de sua igreja que disserem que o casamento está ultrapassado e que sexo antes do casamento é normal e mesmo o relacionamento homossexual? Como você vai orientar biblicamente aquele casal que acha normal terem casos fora do casamento, desde que estejam de acordo entre eles, e que acham que adultério é alguma coisa do passado?

Sabe Evônia, você e a sua comunidade não estão sozinhas nessa distorção. Na realidade esse pensamento é também popularizado por seminários de denominações tradicionais e professores de Bíblia que passaram a questionar a infalibilidade das Escrituras, utilizando o método histórico crítico, ensinando em sala de aula que Paulo e os demais autores do Novo Testamento foram influenciados pela visão patriarcal e machista do mundo da época deles. Só podia dar nisso… na hora que os pastores, presbíteros e as próprias igrejas relativizam o ensino das Escrituras, considerando-o preso ao séc. I e irremediavelmente condicionado à visão de mundo antiga, a igreja perde o referencial, o parâmetro, o norte, o prumo – e como ninguém vive sem estas coisas, elege a cultura como guia.

Termino reiterando meu apreço e respeito por você como mulher cristã e pedindo desculpas se não posso me dirigir a você, em nossa correspondência pessoal, como “bispa” Evônia. Espero que meus motivos tenham ficado claros.

Um abraço, Augustus.

Fonte: O texto do Dr. Augustus “Carta à Bispa Evônia“, foi postado originalmente do site: O Tempora, o Mores.

NOTAS
[1] Esse encadeamento hierárquico se refere à economia da Trindade e trata das diferentes funções assumidas pelas Pessoas da Trindade na salvação do homem. Ontologicamente, Pai, Filho e Espírito Santo são iguais em honra, glória, poder, majestade, como afirmam nossas confissões reformadas.

[2] Veja minha interpretação desta passagem e de outras no artigo da Fides Reformata “Ordenação Feminina”.

Rev. Jucelino Souza
Twitter: @jucelinosouza
E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br

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Comentários
  1. Sergio Gomes diz:

    A Paz do Senhor Jesus Cristo seja sobre ti, eleito de Deus e recaia sobre tua parentela.

    Atentei para o referido texto sobre a “ordenação feminina”. Extraordinário
    Defendida está de forma brilhante o posiciomento errôneo e equivocado, que alguns ministérios tem assumido de forma a agredir os textos redacionais das Escrituras Sagradas.
    Não há nó a ser desfeito.Mas sim o exercício de um chamado de obediência, temor e tremor diante do Reino dos Céus, não como ouvinte, tão somente, mas como praticante,(Mt 7.24 /Tg 1.22).
    O chamado em Cristo, não está relacionado em fazer a vontade de homens, mas sim a de Deus, escriturada pelo Espirito Santo e corroborado pelo Sacríficio de Jesus Cristo.
    Todavia, decorre um compromisso único e absoluto de aceitarmos piamente a impotência humana natural e sua insuficiência, diante do dominio maligno, (O mundo jaz do maliígno),constituindo assim uma ignição, com arrependimento e a respectiva conversão, trazendo um entendimento da regeneração alicerçado majoritarimente na obediência da palavra de Deus, e não em conveniências culturais e seculares.colidindo com a vontade do Criador, navegando em direção as iguarias do domínio secular, albergando conceitos do enganador,atribuindo-lhes legitimidades, divergentes dos textos escriturados com o Sangue do Salvador, Eterno Jesus Cristo.
    Pastor Sergio Gomes

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