A Independência de Deus…

Posted: Dezembro 6, 2009 in Blogs Recomendados
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A INDEPENDÊNCIA DE DEUS
Dr. Héber Carlos de Campo*

Este atributo incomunicável também é conhecido como ‘auto-existência’. Deus é um ser que existe necessariamente, a saber, nunca veio à existência por vontade própria ou de alguém. Ele existe por si mesmo e sempre foi da maneira como é, não necessitando de nada e de ninguém além de si próprio. O ser humano não existe necessariamente. Ele veio a existir por vontade de alguém, mas o mesmo não pode ser dito de Deus. O homem existe, mas Deus é. A natureza de Deus exige que ele seja auto-existente, porque todas as outras coisas vieram a existir pela sua vontade [Ap. 4.11]. Deus é o Criador incriado e livre de qualquer necessidade. Ele é auto-suficiente, ao passo que todas as coisas que vieram a existir são sempre dependentes. A finitude aqui está em contraste com a infinitude de Deus que se evidencia em sua auto-existência.

A independência de Deus pode ser vista de vários modos:

Deus é Independente na Sua Existência

Os seres humanos existem porque um dia foram trazidos à existência pela vontade de outros seres, mas não é assim com Deus. Ele existe de necessidade, não porque ele ou outro ser quis que ele viesse à existência. Não há nada ao nosso redor – família, casa, árvores, montanhas e tudo o que possa ser imaginado – que não tenha vindo á existência, mas Deus é distinto de tudo o que existe, que é o produto da sua criação. Ele é o Criador incriado. Ele não depende de nada fora de si mesmo. Em outras palavras, Deus é, mas a sua criatura veio a existência.

A Escritura indica a independência e a auto-existência de Deus pelo menos em duas ocasiões: quando Moisés foi enviado a Faraó, foi o “Eu sou o que sou” que o enviou [Êx. 3.3-15]; ele é o Deus vivo que tem “vida em si mesmo”, e diz que a pessoa do Filho também tem “vida em si mesmo” [Jo. 5.26]. Deus existe por si mesmo, e, portanto, independente de tudo. Ele se basta. Ele existe pela necessidade de si próprio, isto é, ele existe necessariamente. A natureza de Deus requer que ele exista, mesmo que nada mais existisse.

É esse atributo da independência que o faz ser conhecido mesmo na filosofia humana como a Primeira Causa de todas as coisas que vieram a existir. Ele é o originador (planejador) e o executor de tudo o que há. Nada do que existe e veio a existir sem ele, mas ele mesmo não depende de nada e de ninguém.

Os homens não gostam muito de falar deste atributo de Deus, porque a idéia da independência de Deus os humilha. Não há nada que deixe mais aborrecido do que o fato de ele ser dependente. É aqui que está uma das infinitas diferenças entre o Criador independente e a criatura totalmente dependente. Deus não passou nada de sua independência ao homem. Por isso, esse atributo é chamado de incomunicável. Todavia, uma das coisas que mais encantam o ser humano é a idéia de ser independente e Deus. Talvez essa vontade pecaminosa advenha do fato de ele, desde o começo, querer ser igual a Deus. Mas isto é uma impossibilidade lógica, pois não pode haver dois infinitos ou independentes.

O nome latino para esse atributo in comunicável é ‘aseitas’, que significa aquele que tem origem em si mesmo. Quando o Deus auto-existente é a razão da existência de todas as coisas, aquele que voluntariamente entra em relação com o universo criado, então ele pode ser identificado como Absoluto da filosofia.

Um outro aspecto da independência do seu ser é que ele não precisa de nada. Ele basta para si mesmo. Ele não precisa de nada que exista fora dele. Antes de todas as coisas existirem ele já era e se bastava. Os deuses do panteão grego eram criados pela imaginação humana, sendo, por causa disso, deuses dependentes dos seus criadores. Contrastando o verdadeiro Deus com esses deuses dependentes, Paulo diz que ele

“… nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais” [At. 17.25].

Embora Deus tenha a base de sua existência em si próprio, não se pode dizer que ele é autocausado ou auto-originado, porque ele é eterno e não tem origem nem fim. A independência de Deus inclui mais do que a idéia de sua auto-existência. Sua independência caracteriza-se não somente em sua existência, mas em todo o seu ser e atributos, seus decretos e suas obras da criação, providência e redenção.

Esse atributo distingue Deus de todas as criaturas. Por essência, Deus é diferente dos seres criados, porque ele é auto-existente, independente, fonte e origem de todas as coisas. Ele é absolutamente auto-existente em seu ser e obras.

Ele é Independente no Seu Relacionamento

Ele é absolutamente independente, não precisando relacionar-se com ninguém além de si próprio. Ele fez o mundo porque quis, mas o mundo não era necessário para a existência de Deus. Deus sempre viveu relacionado consigo mesmo antes de criar o mundo, porque ele se basta.

Todavia, como ser de caráter pessoal que é, ele precisa de relacionamento, mas não precisa relacionar-se com ninguém fora do seu próprio ser. Ele é independente no seu relacionamento porque ele se basta em seu próprio ser. Ele sempre existiu em relacionamento porque ele existe tri pessoalmente. O seu caráter tripessoal é auto-existente. Observe a expressão do Filho encarnada, Jesus Cristo, conversando como Pai sobre o ‘tempo’ em que os dois se relacionavam antes de haver criação:

“… e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” [Jo. 17.5].
Deus nunca precisou do mundo nem das pessoas do mundo para que pudesse, como ser pessoal que é, relacionar-se, porque sempre bastou-se nessa área devido ao seu caráter de subsistência tripessoal.

Deus é Independente nos Seus Pensamentos

Deus é independente nos seus pensamentos. Por pensamentos, estou me referindo à mente do senhor. Ninguém se iguala ao Senhor no processo e no conteúdo de seu raciocínio. Simplesmente ele é ímpar. Esta foi a sensação que Paulo teve quando começou a tratar dos mistérios redentores de Deus:

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! 34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?” [Rm. 11.33,34].

Ao descrever os pensamentos redentores de Deus, Paulo fica extasiado! Eles demonstram uma sabedoria sem limite e sem paralelo. A obra redentora de Deus envolve uma inteligência que está além da nossa compreensão. Paulo usa duas palavras para descrever a sabedoria dos planos de Deus: ‘insondáveis’ e ‘inescrutáveis’. Essas duas palavras demonstram que a sabedoria de mente do Senhor não pode ser investigada pelos homens e, portanto, não pode ser compreendida por eles!

Com essas palavras sobre a inteligência de Deus e os seus planos redentores, Paulo não somente diz que esse assunto é difícil de compreender, mas afirma que esses planos são impossíveis de serem compreendidos. É importante assinalar que Paulo não está falando aqui dos ‘mistérios escondidos’ de Deus, mas simplesmente daquilo que ele revelou sobre a salvação. Mesmo essas coisas reveladas mostram a infindável sabedoria de Deus, que excede toda a compreensão humana. São essas coisas que ele chama de insondáveis e inescrutáveis. Que adjetivos, então, Paulo usaria para tratar das coisas secretas de Deus?!

Contudo, não estamos dizendo que as coisas que Deus revela sejam totalmente incompreensíveis. Muitas delas podemos entender, mas o que Paulo diz é que o modo como Deus opera a redenção dos pecadores é ‘insondável’ e ‘inescrutável’. Não podemos compreender o processo do raciocínio de Deus porque a mente de Deus é infinita em seus recursos. É impossível captar o modus operandi da mente divina. Todavia, se o homem quer conhecer alguma coisa do que Deus está fazendo, ele deve depender inteiramente da sua revelação. Ainda assim, após conhecer a revelação da redenção, Paulo se espanta com a grandiosidade insondável e inescrutável da mente divina. A revelação não implica necessariamente entendimento, mas certamente espanto e santa admiração!

Foi exatamente o que Paulo percebeu quando escreveu essas palavras a respeito da mente de Deus que é absolutamente independente:

“Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?” [Rm. 11.34].

Deus não depende de ninguém para conceber as coisas que concebe, nem para pensar o que pensa ou fazer o que faz. Ele é perfeitamente autopensante, livre de qualquer influência. Ele não precisa de instrução de quem quer que seja. O processo do seu pensamento é absolutamente suficiente em si mesmo, perfeitamente completo, concebendo e conhecendo perfeitamente todas as coisas de uma maneira infinita.

A mente do Senhor não pode ser conhecida à parte de sua revelação, porque ninguém conhece a mente do Senhor nem pode ser seu conselheiro. Ele não é devedor a ninguém daquilo que ele pensa. Por essa razão, ele não dá satisfação das suas idéias nem precisa justificá-las diante dos seres racionais.

A conclusão da doxologia de Paulo é que deus é um Deus auto-existente, auto-suficiente, sendo independente em todos os seus pensamentos, possuindo de si mesmo conhecimento e sabedoria infinitos, independente das coisas criadas.

Deus é Independente na Formulação dos Seus Planos

“O SENHOR frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos. 11O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações” [Sl. 33.10,11].

Na realidade, os desígnios dos homens são reputados em nada por Deus. Ele simplesmente ignora os planos dos homens, porque os seus planos é que prevalecem. Eles duram para sempre!

Quando o Senhor resolve fazer alguma coisa ele não consulta os homens. Ele planeja todas as coisas como lhe agrada. Nos seus conselhos, ele não se aconselha com ninguém, pois ele é suficiente em si mesmo em conhecimento e em sabedoria. Por essa razão, diz o profeta em tons enfáticos:

“Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou? 14 Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento?” [Is. 40.13,14].

Toda a história humana é a realização dos desígnios do Senhor previamente traçados. Ninguém disse ao Senhor o que ele devia fazer, porque todas as coisas estão perfeitamente claras na sua mente auto-suficiente, Deus é absolutamente independente na elaboração dos seus projetos. Ninguém é semelhante a Deus também nesse aspecto. Por essa razão, o profeta pergunta aos homens: “Com quem comparareis a Deus? Ou que cousa semelhante confrontareis com ele?”, e o próprio, de uma maneira direta, pergunta ao ser humano: “A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual?” [Is. 40.18,25].

Deus é Independente na Execução de Sua Vontade

Deus não é somente auto-suficiente na elaboração dos seus planos, mas também na execução deles.

Ele executa todas as coisas de acordo como conselho da sua vontade [Ef. 1.5,11; Rm. 9.19]; nesse sentido ele é também incomparável [Is. 40.18]. Ele é totalmente independente das suas criaturas em tudo o que decide fazer. Ele não precisa de sugestões dos homens para realizar o que realiza. Ele não precisa do apoio dos homens ou da aprovação deles para o exercício da sua vontade.

A independência da vontade de Deus é ilustrada de maneira clara no livro do profeta Daniel. No capítulo 4 de Daniel há a história que narra a honra e o louvor que o rei Nabucodonosor presta ao Senhor Deus em virtude do exercício da sua vontade independente. O rei havia sido extremamente orgulhoso e arrogante enquanto dominou sobre o povo cativo. Veio, então, a pesada mão de Deus sobre ele, fazendo-o viver como um animal sobre a terra [4.33]. Então veio o tempo quando o rei foi restaurado à sua condição normal de homem, voltando ao entendimento [4.34]. Depois de recobrar o entendimento, o rei louvou ao Senhor e reconheceu a sua soberania sobre todos os reis da terra e sobre toda a criação. Estas são as suas palavras:

“Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” [Dn. 4.35].

Deus poderia destruir o desígnio das nações de um modo imediato, a saber, sem o uso de meios, como ele fez com Nabucodonosor. Contudo, nem sempre ele age imediatamente. O rei mostra aqui que Deus pode usar meios para cumprir os seus desígnios. O rei estava absolutamente certo quando disse que Deus usa instrumentos humanos para a consecução da sua vontade. No texto acima ele diz que opera com o exército dos céus, o que provavelmente refere-se a anjos, e com os moradores da terra, a saber, os exércitos dos homens, para cumprir os seus desígnios de derrubar e abater as nações.

Nabucodonosor ainda diz que a vontade decretiva de Deus não pode ser contrariada ou impedida. “Não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” – A vontade de Deus não pode ficar sujeita ao nosso escrutínio. Não podemos impedir que a sua vontade possa ser feita. Isto é assim porque Deus é independente na execução da sua vontade. Ele faz todas as coisas como lhe apraz e nada fora dele mesmo pode interferir na execução dos seus planos. Foi exatamente nisto que o rei, outrora orgulhoso, veio prestar respeito à vontade independente de Deus. Como resultado de um amargo episódio, debaixo da poderosa mão de Deus, o rei de Babilônia confessou a sua vontade infinitamente diminuída diante da vontade independente de Deus.

Como Deus poderia cumprir todos os seus desígnios usando os meios da própria criação para resistir à soberba dos homens? A resposta está no ponto seguinte.

Deus é Independente no Seu Poder

Deus é independente na execução da sua vontade porque ele é independente no seu poder. A execução da sua vontade requer um poder e domínio absolutos. Por essa razão o salmista diz: “No céu está o nosso Deus; e tudo faz como lhe agrada” [Sl. 115.3].
Ele não precisa de ninguém para pôr em prática o que decretou. Seu poder é mostrado de maneira extraordinária nas Escrituras. Ele pode tudo enquanto que as suas criaturas nada podem sem ele.

Deus não é poderoso da forma como os homens dizem ser. O seu poder é incomparável. Os homens só podem fazer coisas (se assim lhes for permitido por Deus) como material que possuem, mas Deus faz com que todas as coisas venham a existir quando não havia ainda. Ele reivindica esse direito inalienável para si, quando trata das coisas visíveis e das invisíveis, das coisas da criação e da redenção:

“Quem fez e executou tudo isso? Aquele que desde o princípio tem chamado as gerações à existência, eu, o SENHOR, o primeiro, e com os últimos eu mesmo” [Is. 41.4].

Ninguém há como Deus em matéria de poder, porque o seu poder lhe é inerente, enquanto que o das criaturas é derivado. O seu poder é infinito enquanto que o das criaturas é finito. Ambos os poderes são absolutamente incomparáveis! Quando exercem o seu poder e energia, os homens se cansam, mas não o Senhor. Por isso ele disse:

“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento. 29Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” [Is. 40.28,29].

Esses versos mostram o poder independente de Deus e o poder dependente dos homens. Que distância enorme existe entre o Criador e a criatura.

Aplicação

Um relacionamento apropriado com Deus exige de nós que creiamos em sua independência. Todos os outros atributos incomunicáveis vão estar ligados intimamente a este. Se você nega este atributo de Deus, certamente terá que negar sua imutabilidade, eternidade e infinidade.

Visto que Deus é auto-existente, ele não é afetado pela lei científica da entropia, isto é, ele não envelhece. Ele não participa daquilo que é próprio das coisas criadas. Essa segunda lei da termodinâmica, que afirma a deterioração de toda matéria/energia, é uma prova indicativa de que Deus é muitíssimo diferente da sua criatura. O cosmos inteiro sofre desgaste e precisa ser mantido pela providência divina, mas o Deus Providente não precisa ser mantido porque ele não sofre desgastes. Isso se deve à sua auto-existência, que é imutável.

Visto que Deus é auto-suficiente em seus pensamentos, sendo o seu conhecimento e sabedoria infinitos, devemos ter muito respeito e consideração por suas palavras como expressas nas Santas Escrituras. Ela revela essa mente infinita de Deus. Por essa razão, não somente em nossas igrejas, mas nas nossas famílias, a Palavra de Deus deve ter proeminência. As palavras desse Deus auto-suficiente deveriam fazer-nos inclinar diante dele em santa reverência. Não poderemos nunca refletir a mente de Deus a menos que tenhamos a mente de Deus que nos é comunicada pelo convívio sério e comprometido comas Escrituras.
O atributo da independência de Deus deve advertir-nos contra o sonho humano de ser independente. Foi este o sonho que Nabucodonosor, antes de ser humilhado, nutriu em sua mente. Antes da triste experiência de sua humilhação, o rei da Babilônia era o centro da sua preocupação, autoconfiante, jactancioso, arrogante, orgulhoso e convencido de que tinha o mundo em suas mãos. Depois disso, ele pastou como um animal do campo, até reconhecer que só Iavé era Senhor. A independência ou auto-suficiência é propriedade exclusiva de Deus, um atributo que não é compartilhado com nenhuma criatura. Esse atributo deveria fazer-nos mais humildes e cada vez mais carentes da bondosa graça de Deus, tanto na manutenção de nossa vida natural como na criação e no aperfeiçoamento de nossa vida de relacionamento com ele. A graça não é parte da natureza. Ela tem que ser dada por Deus. Por essa razão, devemos entender que toda graça de que necessitamos procede daquele de quem procedem todas as coisas e que de nada precisa.

Portanto, não espere passar por uma experiência humilhante para reconhecer quem é o que possui independência. Submeta-se a Deus apenas pelo aprendizado da sua Palavra e viva dependente da sua orientação graciosa.

Dr. Héber Campos
* Héber Carlos de Campos (Th. M. Seminário Presbiteriano Rev. José Manuel da Conceição, São Paulo, 1987; Th. D. Concordia Seminary, Saint Louis, Missouri, 1992). Diretor do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, casado com Neuzeli. Tem três filhos: Héber Jr., Eduardo e Cláudia.

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