Rev. Jucelino Souza
via Amigo de Cristo

Padeiro Cristão é processado por recusar fazer bolo para casamento gay nos EUA

Padeiro Cristão é processado por recusar fazer bolo para casamento gay nos EUA

[PORQUE qualquer demanda com algum homossexual tem que necessariamente terminar em uma SUPREMA CORTE DE JUSTIÇA? O país tem que parar, os demais casos judiciais têm que esperar, enquanto um juíz resolve que um padeiro cristão tem que fazer um bolo homenageando, exaltando o homossexualismo, mesmo que isto fira sua crença. POR QUE? O objetivo não me parece se o de conseguir um bolo de casamento homossexual, mas que este bolo seja confeitado por um cristão, pela força da justiça e com todos os holofotes da imprensa]

Padeiro Cristão É Processado Por Recusar Fazer Bolo Para Casamento Gay Nos EUA

Um padeiro cristão proprietário de uma confeitaria no Colorado, oeste dos EUA, decidiu apelar contra uma decisão de um tribunal, que determinou que ele só poderia voltar a vender seus produtos se incluíssem bolos para casamentos entre homossexuais no seu mostruário.

Para defender a Masterpiece Cakeshop e seu dono, Jack Phillips, a Aliança em Defesa da Liberdade (ADF) acionou seus advogados para entrarem com um recurso sob o argumento de que a deliberação fere os direitos de liberdade de expressão da arte de confecção dos bolos, deixando claro que o artista está livre para criar o que quiser.

Todo o problema aparecer, quando os rapazes Charlie Craig e David Mullins procuraram Phillips para preparar o bolo de casamento dos dois. Por conta de sua crença religiosa, o confeiteiro disse que poderia fazem qualquer item de panificação, menos um bolo com a referência a um casal do mesmo sexo.

Com apoio da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), Craig e Mullins, então abriram uma queixa formal contra a confeitaria sob a argumento de discriminação, que levou o juiz Robert N. Spencer sentenciar uma mudança de postura por parte de Philips para poder continuar com seu trabalho.

“Os fatos incontestáveis mostram que os entrevistados foram discriminados por sua orientação sexual, com a recusa da comercialização de um bolo de casamento de duas pessoas do mesmo sexo”, escreveu o juiz em sua deliberação.

Os advogados de Phillips então relataram que sua negativa não foi para atacar a orientação sexual do casal, mas para proteger sua “crença cristã inabalável” e seu pensamento sobre o modo que Deus enxergaria sua atitude.

Para completar, os juristas indicaram que o confeiteiro é protegido pela liberdade de expressão da Primeira Emenda Constitucional dos Estados Unidos. Com o recurso da ADF, o caso deve ir adiante até que seja tomada uma nova decisão.

FONTE:Amigos de Cristo
Acesse: http://www.amigodecristo.com/2014/01/padeiro-cristao-e-processado-por-recusar-fazer-bolo-para-casamento-gay.html

Acesse também:
http://www.christianpost.com/news/christian-baker-under-fire-for-refusing-wedding-cake-for-lesbian-couple-89503/

http://www.christianpost.com/news/judge-rules-baker-must-make-wedding-cakes-for-homosexuals-110367/

http://portugues.christianpost.com/news/confeiteiro-cristao-nao-faz-bolo-de-casamento-gay-e-e-processado-sob-acusacao-de-discriminacao-18823/

Rev. Jucelino Souza
Fcaebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
E-mail: souza.jucelinosouza@yahoo.com.br


Rev. Jucelino Souza
via Coluna do Ricardo Setti

Template nova dupla-2
A SALA DOS MENSALEIROS — As celas para os presos “especiais” — os mensaleiros — seriam individuais e teriam cama de solteiro, banheiro com privada, chuveiro elétrico e televisão, muito mais confortáveis do que o padrão da penitenciária da Papuda (FOTO: Cristiano Mariz)

ESTA POSTAGEM É PRA VOCÊ QUE ACHA QUE A JUSTIÇA ESTÁ SENDO FEITA. QUE O TAL MINISTRO JOAQUIM É O PALADINO DO STF. QUE NÃO HÁ NENHUMA ORQUESTRAÇÃO POR TRÁS DESTES ÚLTIMOS EPISÓDIOS… só que não

Às vésperas da eventual decretação da prisão dos mensaleiros, a Justiça manda suspender obras em presídio que estava sendo reformado para dar mais conforto aos petistas condenados

É inquestionável que no sistema prisional brasileiro impera, como regra, o sistema de punição extremada adicional.

Um criminoso condenado à pena de privação da liberdade vai ser submetido na penitenciária a uma série de outros castigos.

Ele pode ser estuprado.

Com certeza vai ser achacado por grupos de bandidos que comandam o comércio de drogas e produtos ilegais na cadeia e que vão exigir um pedágio para que os familiares consigam fazer chegar ao preso pacotes com roupas, comida e cartas.

Com raras exceções, o presidiário vai ter de sobreviver em celas superlotadas, em condições desumanas.

Ou seja, adicionalmente à pena de perda da liberdade, ele sofrerá castigos extremos aos quais a Justiça não o condenou. Esse é o destino que espera alguns dos mensaleiros condenados pelo Supremo Tribunal Federal a penas de prisão fechada, caso se confirme a sentença, com a aceitação ou não dos embargos infringentes.

É justo submetê-los ao inferno carcerário brasileiro convencional ou, por se tratar de políticos, banqueiros e empresários, o grupo não deveria cumprir pena no mesmo ambiente onde estão estupradores, assassinos e assaltantes violentos? Essa é a discussão que, certamente, se seguirá ao ato final da eventual condenação dos mensaleiros pelo STF.

Juízes encarregados de fiscalizar os direitos dos presos dizem que não é aceitável colocar os mensaleiros em prisões comuns. Isso equivaleria a expor a vida deles a riscos de morte e agressão violenta. Há consenso entre especialistas em torno dessa questão de que é preciso evitar esse tipo de situação.

Minimizar esses choques, porém, é bem diferente do que se tentou fazer em Brasília, onde o governo [petista] do Distrito Federal mandou construir quatro celas especialmente para receber os mensaleiros condenados. Seriam celas individuais com televisão, cama, chuveiro elétrico e banheiro privativo — uma ala com grau de conforto inaudito em uma penitenciária brasileira.

dirceu-genoino-paulo-cunha

ALBERGUE — A ideia era proporcionar segurança e conforto aos condenados no escândalo do mensalão, como José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha (Fotos: Joel RodrIgUes / Estadão Conteúdo :: André Borges / FolhaPress :: Marlene Bergamo / FolhaPress)

ALBERGUE – A ideia do governo petista do Distrito Federal era proporcionar segurança e conforto aos condenados no escândalo do mensalão, como José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha (Fotos: Joel Rodrigues / Estadão Conteúdo :: André Borges / FolhaPress :: Marlene Bergamo / FolhaPress)
Era para tudo ser feito na surdina, mas o plano foi descoberto. No ano passado, o governo do DF liberou 3,3 milhões de reais para obras de reforma e ampliação do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), instituição do sistema penal para presos que cumprem penas no regime semiaberto, que trabalham durante o dia e dormem na cadeia.

A obra, segundo o edital, tinha como objetivo ampliar as instalações, criando 600 novas vagas. Como se vê no detalhe da foto no começo deste texto, a ampliação começou — simultaneamente a uma discreta reforma no prédio que fica situado na ponta do complexo.

Ali, no pequeno galpão, trabalhavam até dias atrás pouquíssimos operários. Eles já haviam trocado parte do telhado, reduziam o tamanho das janelas, construíam paredes no interior, revestiam o teto com forro de madeira para diminuir o calor e retocavam a pintura pelo lado de fora.

No pequeno estacionamento à frente do prédio, uma pilha de tijolos e um monte de areia denunciavam a obra. Trabalhadores do local confirmaram que o galpão estava sendo transformado em quatro pequenas salas, com banheiro e instalações completas para receber chuveiro elétrico, televisão e até uma pequena geladeira.

Esses detalhes, porém, deveriam ser omitidos do grande público. Há algumas semanas, o secretário de segurança do DF, Sandro Avelar, foi procurado pelo secretário de Governo, Swedenberger Barbosa, que lhe transmitiu um pedido que recebera do “Diretório Nacional do PT”. Os petistas, segundo ele, queriam saber da possibilidade de promover reformas no CPP de modo a receber alguns dos condenados no processo do mensalão, permitindo que eles cumprissem suas penas com segurança e o mínimo de conforto.

presidio-papuda-440x293

A superlotada penitenciária da Papuda, em Brasília (Foto: Cristiano Mariz)

Combinou-se então a transformação do pequeno galpão nas salas especiais. Já havia o dinheiro liberado e os operários encarregados do serviço. Não fugiria, em princípio, do escopo da obra: ampliação e reforma do complexo.

“Era um pedido legítimo da direção do partido, preocupada com o futuro dos deputados condenados. Em Brasília, hoje, não existe um lugar seguro para os condenados em regime semiaberto cumprirem suas penas em segurança. Não havia motivos para não atender”, explicou um funcionário do governo de Brasília que acompanhou o processo.

Uma reportagem do jornal Correio Braziliense revelou a existência da parte secreta da obra. Na semana anterior à passada, o Supremo Tribunal Federal concluiu a primeira leva de recursos apresentados pelos condenados do mensalão, os chamados embargos de declaração. Alguns dos réus mais destacados, como o ex-ministro José Dirceu, alimentavam a expectativa de que suas penas pudessem ser reduzidas nessa etapa do julgamento. Ficaram só na esperança, porém.

Se os ministros reduzissem a pena que foi imposta a José Dirceu pelo crime de formação de quadrilha, ocorreria uma mudança drástica no seu futuro: ele poderia trocar o regime fechado pelo semiaberto, e, quem sabe, até cumprir a pena nas salas especiais de Brasília.

O ministro Ricardo Lewandowski, mais uma vez, foi um dos que mais se empenharam para convencer a corte a acolher os argumentos dos mensaleiros. No auge de seu esforço, ele chegou a fazer uma acusação grave contra o próprio tribunal: disse que seus colegas ministros teriam aumentado desproporcionalmente as penas de alguns condenados para forçá-los a cumprir a sentença em regime fechado.

O arroubo foi ignorado pela maioria dos ministros. A admissibilidade dos chamados embargos infringentes, e, em caso de admitidos, o seu acatamento constituem a última tentativa de alguns dos réus de reduzir as penas e escapar da cadeia.

ademar-barbosa

DEU ERRADO — o juiz Ademar Vasconcelos e o secretário Swedenberger Barbosa: privilégio abortado (Fotos: Sergio Dutti :: José Cruz / ABr)

Na quarta-feira, dia 4, repórteres de VEJA voltaram ao CPP. Os tijolos e a areia tinham desaparecido, assim como os operários que trabalhavam no local. Obra ali? Sim, de fato há duas em andamento: a ampliação das instalações e a reforma, mas, segundo os funcionários do complexo, a versão agora é que os operários estão simplesmente fazendo uma adaptação para transformar o velho galpão em um novíssimo paiol.

Ninguém nunca ouviu falar em salas especiais para mensaleiros.

O desmentido, porém, não convenceu totalmente a Justiça. “Nada pode ser feito à minha revelia. Querer inovar, querer criar modelos dentro de um sistema estabelecido por lei é inaceitável. O Estado não é para privilegiar deputados”, advertiu o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, titular da Vara de Execuções Penais.

O magistrado informou ao secretário de Segurança Pública que desautorizava qualquer mudança na estrutura do presídio sem sua prévia concordância.

Procurado, Sandro Avelar disse que não podia falar “sobre o que eu nem sei se existe”. Ex-assessor de gabinete do ex-ministro José Dirceu, o petista Swedenberger Barbosa também negou a intervenção em favor dos mensaleiros. “Vou processar quem fizer qualquer tipo de ilação”, mandou dizer através de um assessor.

Por enquanto, a obra do CPP continua, mas só a de ampliação. A construção do albergue clandestino está oficialmente suspensa.

FONTE: Coluna do Ricardo Setti
Acesse:
http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/vejam-essa-o-governo-petista-do-df-construia-clandestinamente-celas-especiais-para-abrigar-os-mensaleiros-em-caso-de-condenacao-a-justica-proibiu/

Rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
Facebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br


Rev. Jucelino Souza
via Folha de São Paulo

doutrinação marxista

EU ACUSO
Muitos alunos de universidade e ensino médio estão sendo acuados em sala de aula por recusarem a pregação marxista. São reprovados em trabalhos ou taxados de egoístas e insensíveis. No Enem, questões ideológicas obrigam esses jovens a “fingirem” que são marxistas para não terem resultados ruins.

Estamos entrando numa época de trevas no país. O bullying ideológico com os mais jovens é apenas o efeito, a causa é maior. Vejamos.

No cenário geral, desde a maldita ditadura, colou no país a imagem de que a esquerda é amante da liberdade. Mentira. Só analfabeto em história pensa isso. Também colou a imagem de que ela foi vítima da ditadura. Claro, muitas pessoas o foram, sofreram terríveis torturas e isso deve ser apurado. Mas, refiro-me ao projeto político da esquerda. Este se saiu muito bem porque conseguiu vender a imagem de que a esquerda é amante da liberdade, quando na realidade é extremamente autoritária.

Nas universidades, tomaram as ciências humanas, principalmente as sociais, a ponto de fazerem da universidade púlpito de pregação. No ensino médio, assumem que a única coisa que os alunos devem conhecer como “estudo do meio” é a realidade do MST, como se o mundo fosse feito apenas por seus parceiros políticos. Demonizam a atividade empresarial como se esta fosse feita por criminosos usurários. Se pudessem, sacrificariam um Shylock por dia.

Estamos entrando num período de trevas. Nos partidos políticos, a seita tomou o espectro ideológico na sua quase totalidade. Só há partidos de esquerda, centro-esquerda, esquerda corrupta (o que é normalíssimo) e do “pântano”. Não há outra opção.

A camada média dos agentes da mídia também é bastante tomada por crentes. A própria magistratura não escapa da influência do credo em questão. Artistas brincam de amantes dos “black blocs” e se esquecem que tudo que têm vem do mercado de bens culturais. Mas o fato é que brincar de simpatizante de mascarado vende disco.

Em vez do debate de ideias, passam à violência difamatória, intimidação e recusam o jogo democrático em nome de uma suposta santidade política e moral que a história do século 20 na sua totalidade desmente. Usam táticas do fascismo mais antigo: eliminar o descrente antes de tudo pela redução dele ao silêncio, apostando no medo.

Mesmos os institutos culturais financiados por bancos despejam rios de dinheiro na formação de jovens intelectuais contra a sociedade de mercado, contra a liberdade de expressão e a favor do flerte com a violência “revolucionária”.

Além da opção dos bancos por investirem em intelectuais da seita marxista (e suas similares), como a maioria esmagadora dos departamentos de ciências humanas estão fechados aos não crentes, dezenas de jovens não crentes na seita marxista soçobram no vazio profissional.

Logo quase não haverá resistência ao ataque à democracia entre nós. A ameaça da ditadura volta, não carregada por um golpe, mas erguida por um lento processo de aniquilamento de qualquer pensamento possível contra a seita.

E aí voltamos aos alunos. Além de sofrerem nas mãos de professores (claro que não se trata da totalidade da categoria) que acuam os não crentes, acusando-os de antiéticos porque não comungam com a crença “cubana”, muitos desses jovens veem seu dia a dia confiscado pelo autoritarismo de colegas que se arvoram em representantes dos alunos ou das instituições de ensino, criando impasses cotidianos como invasão de reitorias e greves votadas por uma minoria que sequestra a liberdade da maioria de viver sua vida em paz.

Muitos desses movimentos são autoritários, inclusive porque trabalham também com a intimidação e difamação dos colegas não crentes. Pura truculência ideológica.

Como estes não crentes não formam um grupo, não são articulados nem têm tempo para sê-lo, a truculência dos autoritários faz um estrago diante da inexistência de uma resistência organizada.

Recebo muitos e-mails desses jovens. Um deles, especificamente, já desistiu de dois cursos de humanas por não aceitar a pregação. Uma vergonha para nós.

Luiz Felipe Pondé, pernambucano, filósofo, escritor e ensaísta, doutor pela USP, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC-SP e da Faap, discute temas como comportamento contemporâneo, religião, niilismo, ciência. Autor de vários títulos, entre eles, “Contra um mundo melhor” (Ed. LeYa). Escreve às segundas na versão impressa de “Ilustrada”.

FONTE: Folha de São Paulo
Acesse:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2013/11/1366183-eu-acuso.shtml

Rev. Jucelino Souza
Facebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
Twitter: http:twitter.com/jucelinosouza
E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br


Rev. Jucelino Souza
via Tem Ciência no teu chá!

CAMUNDONGO0020/CAMPINAS/SP 05/07/2012/ESPECIAL DOMINICAL/OE/EXCLUSIVO/VIDA&.Na foto o Biotério  com camondongos especiais no laboratório de Modificação de Genomas .FOTO EPITACIO PESSOA/AE

A invasão ao centro de pesquisa Instituto Royal na semana passada reflete claramente a falta de dialogo entre cientistas e a população. Parece haver um abismo entre o mundo científico e a comunidade.
Alguém, afinal de contas, sabe o que faz um cientista? Como é feita pesquisa na área biomédica? Como é descoberto um novo medicamento? O que é um experimento científico?
Não! Ninguém fora do mundo acadêmico da ciência sabe alguma dessas respostas.

Da falta de conhecimento, dialogo e interação surgem opiniões equivocadas, discórdia e julgamentos precipitados, tanto do lado dos ativistas como do lado dos cientistas. A verdade é que em qualquer área é complicado alguém ser contra ou a favor de algo sem conhecimento sobre o tema. Por isso, por mais que esse post possa ser julgado e mal interpretado, vou tentar explicar porque em pleno século XXI ainda precisamos utilizar animais para fazer ciência e o que podemos fazer para melhorar essa realidade.

Primeiro: Como um novo medicamento chega até a farmácia?

Existem muitos caminhos para se descobrir um novo medicamento, vou usar um exemplo bem brasileiro para poder explicar. Vamos supor que se acredite que uma planta da Amazônia possa tratar tumores cerebrais. Primeiro serão isoladas várias substância presentes na planta, que possam ser responsável por esse suposto efeito. Essas substâncias começam a ser testadas em modelos in vitro. In vitro são as técnicas feitas em tubos de ensaio ou placas que não utilizam animais. Essas técnicas são empregadas para saber se essas substâncias possuem ações uteis para tratar a doença, como e onde elas agem. Mesmo usando técnicas in vitro, muitas delas precisam de pelo menos um animal para fornecer material para os testes, como sangue e tecidos que não podem ser sintetizados em laboratório. Dessa forma, ainda que técnicas in vitro não utilizem o animal propriamente dito, em muitos casos serão necessários animais para fornecer material para os testes.

Vamos supor agora que uma das substâncias isoladas da planta da Amazônia tenha efeito nos testes in vitro. Ela precisa agora ser testada em animais. Mas por que???!!!! Porque precisamos saber se essa substância quando utilizada pela via oral é absorvida e chega a corrente sanguínea. Precisamos saber também se ela chega ao cérebro para atingir o tumor cerebral, já que nem tudo que está no sangue chega no sistema nervoso central. Precisamos saber se ela não é tóxica para outros órgãos do corpo. Precisamos saber se num cérebro inteiro ela ainda mantém a ação que tinha no tubo de ensaio. Essas perguntas somente teste em animais poderão resolver. É fato, não existe nada que possa substituir, nesse momento, o uso de animais para responder essas questões. Aqui eu dei um exemplo de câncer cerebral, mas poderia ser inúmeras doenças como outros cânceres, hipertensão, diabetes, esquizofrenia, autismo, epilepsia, infarto, AVC, e todas as doenças que você conhece e que queria que existisse uma cura. Para as doenças psiquiátricas existe uma complicação ainda maior, não existem modelos in vitro para doenças como esquizofrenia, autismo, depressão, ansiedade, insônia, epilepsia, Parkinson, Alzheimer e tantas outras que afetam comportamentos complexos. Assim também memória e aprendizado não podem ser estudas em tubos de ensaio e são somente estudas em animais vivos.

Depois de ser aprovada em todos os testes com animais a substância passa a ser testada em humanos. Os ativistas contra o uso de animais tem razão quando dizem que os testes em animais não substituem os testes em humanos. Isso é verdade, mesmo substâncias aparentemente seguras e promissoras em animais podem ser tóxicas ou ineficazes em humanos. Mas então porque não se testa direto em humanos? Somente após ser testada e aprovada em testes que indiquem sua efetividade e segurança é que os futuros medicamentos serão testados em humanos.

Segundo: Por que não se testa em humanos em vez de outros animais?

Nós humanos, embora muitas vezes esqueçamos, também somos animais. A ideia de testar novos medicamentos diretamente em humanos é completamente inviável. As razões são muitas, vou citar apenas as mais importantes: 1) Os animais mais usados em pesquisa são ratos e camundongos. Um camundongo é adulto com dois meses, dessa forma se pode avaliar se um medicamento usado na infância afeta a vida adulta em apenas 2 meses. Para fazer isso em humanos teríamos que esperar no mínimo 18 anos. 2) Quem seria voluntário? Você aceitaria tomar uma substância que pode te matar ou deixar você vegetativo em minutos? Uma substância que não se tem a menor noção dos efeitos e doses? Acho que não né. 3) Todos os humanos usados nesses testes teriam que viver no mesmo ambiente, mesma temperatura, comer a mesma comida, dormir o mesmo número de horas, beber a mesma quantidade de água, pois essas condições podem afetar os resultados dos teste. Isso, mesmo que alguém aceitasse, seria inviável economicamente. 4) A quantidade de substância a ser testada seria enorme. Muitos estudos com plantas usam justamente camundongos na fase inicial pelo baixo peso destes animais. Isso porque não existe quantidade suficientes de novas substâncias até que se descubra como sintetizar (lembra da planta da Amazônia?). Não haveria compostos suficientes para testar em seres humanos de 60kg. 5) Existem sugestões que, sinceramente, me assustam como usar presos para os testes. Acho que não preciso comentar nada sobre isso, ok.

Terceiro: Mas não existem técnicas alternativas?

Como citei no exemplo da planta da Amazônia, não existem modelos para substituir completamente os animais em todos os experimentos. Não temos avanços tecnológicos para fazer tudo em computador ou em tubos de ensaio. Técnicas alternativas melhoraram muito ao longo dos anos. Hoje se utiliza bem menos animais que se utilizava no passado. No entanto até para descobrir técnicas alternativas é necessário usar animais para entender melhor os sistemas e as doenças e assim desenvolver novas técnicas. Os animais não são utilizados somente para descobrir novos medicamentos, mas também para entender doenças, descobrir como nosso organismo funciona e produzir vacinas. Estimular o desenvolvimento de novas técnicas que não utilizem animais é uma ferramenta vital e vem sendo feita em muitos laboratórios, mas o caminho em descobertas científicas é muito longo. Melhoramos muito nos últimos anos, mais ainda temos muito a melhorar.

Para o ensino os animais praticamente não são mais utilizados já que programas de computador, vídeos e outras ferramentas didáticas conseguem suprir as demandas de ensino de alunos da área da saúde.

Quarto: Os animais são mal tratados nesses testes?

O país possui o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) que determina normas para o uso de animais em instituições de pesquisa e ensino. Todos os estabelecimentos que utilizam animais em experimentação devem estar cadastrados no CONCEA. Baseados nas normas de experimentação do CONCEA, todas as instituições que utilizam animais hoje possuem, obrigatoriamente, um comitê de ética. Os comitês de éticas em experimentação humana e animal (sim os experimentos em humanos também são normatizados) de cada centro de pesquisa avaliam TODOS os projetos a serem executados. São os comitês de ética que avaliam quais experimentos são justificáveis, quais as melhores técnicas para evitar sofrimento nos animais, quantos animais serão necessários para cada experimento e todos os aspectos éticos envolvidos num projeto de pesquisa. NENHUM projeto de pesquisa hoje é executado sem aprovação do comitê de ética, até porque só se obtém animais para experimentos com a aprovação do comitê.

Uma coisa que quase ninguém sabe é que dentro dos comitês de ética é obrigatória a presença de representantes de associações de proteção aos animais. Então quem aprova um projeto envolvendo animais e as técnicas que serão utilizadas nesse projeto não são somente cientistas, mas também pessoas de entidades civis defensoras de animais.

Pelas regras do CONCEA também é obrigatório um veterinário responsável pelos procedimentos de um laboratório e pelos biotérios onde ficam os animais. Isso tudo para garantir que os animais sejam tratados de maneira correta e vivam em ambientes adequados.

O que eu quero dizer com tudo isso é que ainda que se precise utilizar animais em pesquisa eles são melhores tratados e sofrem bem menos estresse que muitos animais domésticos. Pelo menos existe fiscalização e regras para a utilização desses animais, coisa que não existe em muitos lares.

Quinto: Mas precisa usar cachorro?

Infelizmente, precisa. Os animais mais utilizados em pesquisa são os roedores: ratos e camundongos. Mas vários testes, principalmente os teste finais de toxicidade, precisam ser feitos em mais de uma espécie. Daí além dos roedores é necessário usar cachorros, coelhos ou outra espécie. Os cachorros causam uma comoção maior que os ratos, por serem tão próximos de nós humanos. Mas independente de serem ratos, camundongos, coelhos, cachorros, peixes ou macacos todos devem ser tratados com o mesmo cuidado e respeito.

Sexto: E os cosméticos?

Algumas empresas de cosméticos utilizam uma jogada de marketing e dizem que não fazem teste em animais. Isso é uma enganação! A verdade é a seguinte: ou essas empresas terceirizam os testes (outras empresas testam os produtos em animais por elas) ou elas utilizam substâncias que já foram testadas. Sabem por que eu sei disso? Porque a ANVISA (ou qualquer agencia reguladora de qualquer país) só aprova produtos cujos componentes tenham sidos testados e tenham segurança comprovada por testes de toxicidade. Então não adianta dizer que não testa em animais, porque se o produto tem registro, seus componentes foram sim testados em animais. Hoje em dia não é mais necessário testar o produto final, como era feito com shampoos antigamente, se aceita que se os componentes foram testados separadamente, juntos devem ser seguros.

Então minha amiga a verdade é que do seu shampoo antiqueda, a sua base MAC, passando pelos novos cremes BB, pelos primes pré-maquiagem e os esmaltes de longa duração, TUDO foi testado em animais. E qualquer novo princípio ativo revolucionário do mundo dos cosméticos também será testado neles. Não seja enganado por empresas de cosméticos!!!

Sétimo: Quem são os cientistas?

O post já está bem grande, mas ainda temos umas linhas para falar de quem faz a ciência. Cientistas da área biomédica são profissionais que decidiram estudar anos e anos, que trocaram altos salários para serem da classe média, que dedicam anos das suas vidas a descobrir novos medicamentos e a entender as causas de tantas doenças desconhecidas. Os cientistas reais não se parecem em nada com os que aparecem nos filmes de ficção científica. São pessoas comuns que estudam muito para ajudar a salvar vidas. Nunca conheci um cientista que gostasse de trabalhar com animais, inclusive esse é um dos maiores obstáculos a ser vencido quando se inicia na ciência. Não entendo porque os cientistas são vistos como criaturas cruéis enquanto o que eles fazem é criar a possibilidade de salvar vidas.

Você não se emociona com a possibilidade de um tetraplégico voltar a andar com células tronco? Um paraplégico poder dar o chute inicial na copa de 2014? Uma criança cega voltar a enxergar com um transplante de córneas? Mulheres vencendo a luta contra o câncer de mama? Idosos vivendo com saúde aos 90 anos? Mulheres sendo mães com 40 anos? Pessoas com o vírus da AIDS vivendo mais de 30 anos sem ter a doença? Milhares de vidas sendo salvas por transplantes todos os anos? Isso tudo graças à vida de animais de laboratório e a cientistas que também dedicaram suas vidas a salvar outras vidas.

1. Site do CONCEA com legislações e normas –> http://bit.ly/1h9Ab96
2. Sociedades de pesquisa do país –> http://bit.ly/16w2LKm ;http://bit.ly/18cOj9U ; http://bit.ly/HfwPEt
3. Vídeo sobre uso de cachorros em pesquisas biomédicas –> http://bit.ly/1cYTtLQ

Rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
Facebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br

FONTE:
Tem Ciência no Teu Chá
Acesse: http://temciencianoteucha.wordpress.com/2013/10/23/por-que-ainda-usamos-animais-em-pesquisas/


Rev. Jucelino Souza
via DN GLOBO

Presidente da Associação, Martijn Uittenbogaard.

Presidente da Associação, Martijn Uittenbogaard.

Tribunal considera ilegal proibir associação de pedófilos

Em junho de 2012 um tribunal decidira proibir o trabalho da Associação Martijn, que defende a existência de relações sexuais consensuais entre adultos e crianças. Agora, um tribunal de recurso anulou essa decisão.

Na base da primeira decisão, datada de junho de 2012, pelo tribunal de Assen, considera-se que as atividades e as ideias da associação eram contrárias à ordem pública e à moral, pelo que se decidiu por proibir a Martijn.
O presidente da associação, Martijn Uittenbogaard, recorreu da decisão, considerando que estava em causa a liberdade de expressão e agora o Tribunal de Recurso de Arnhem, Leewarden, deu-lhe razão, considerando que “o trabalho da associação é contrário à ordem pública mas não representa perigo de desintegração da sociedade”.
O tribunal considerou ainda que o organismo nunca cometera nenhum crime ou incentivara à sua prática, apesar de alguns dos seus elementos terem antecedentes criminais por abuso sexual de menores. Ainda assim, realçou que a Martijn é contrária a alguns princípios da lei holandesa, uma vez que “banaliza os perigos do contacto sexual entre adultos e crianças e diz bem desses contactos”.
Desta forma, a associação, fundada em 1982, pode voltar a funcionar. A Martijn defende a existência de relações sexuais consentidas entre crianças e adultos, mas diz-se contra qualquer forma de abuso sexual de menores.

Fonte:
Acesse:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3142941&seccao=Europa

Rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
Facebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
e-mail: jucelinofs@yahoo.com.br


Rev. Jucelino Souza
via Planalto da República

Dilma Rousseff, presidente do Brasil

Dilma Rousseff, presidente do Brasil

Daniel 2.20-23
“20 Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; 21 é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes. 22 Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. 23 A ti, ó Deus de meus pais, eu te rendo graças e te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e, agora, me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei”.

Minhas amigas e meus amigos,

Todos nós, brasileiras e brasileiros, estamos acompanhando, com muita atenção, as manifestações que ocorrem no país. Elas mostram a força de nossa democracia e o desejo da juventude de fazer o Brasil avançar.

Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política, poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas. Mas, se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também correndo o risco de colocar muita coisa a perder.

Como presidenta, eu tenho a obrigação tanto de ouvir a voz das ruas, como dialogar com todos os segmentos, mas tudo dentro dos primados da lei e da ordem, indispensáveis para a democracia.

O Brasil lutou muito para se tornar um país democrático. E também está lutando muito para se tornar um país mais justo. Não foi fácil chegar onde chegamos, como também não é fácil chegar onde desejam muitos dos que foram às ruas. Só tornaremos isso realidade se fortalecermos a democracia – o poder cidadão e os poderes da República.

Os manifestantes têm o direito e a liberdade de questionar e criticar tudo, de propor e exigir mudanças, de lutar por mais qualidade de vida, de defender com paixão suas ideias e propostas, mas precisam fazer isso de forma pacífica e ordeira.

O governo e a sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos, incendeie carros, apedreje ônibus e tente levar o caos aos nossos principais centros urbanos. Essa violência, promovida por uma pequena minoria, não pode manchar um movimento pacífico e democrático. Não podemos conviver com essa violência que envergonha o Brasil. Todas as instituições e os órgãos da Segurança Pública têm o dever de coibir, dentro dos limites da lei, toda forma de violência e vandalismo.

Com equilíbrio e serenidade, porém, com firmeza, vamos continuar garantindo o direito e a liberdade de todos. Asseguro a vocês: vamos manter a ordem.

Brasileiras e brasileiros,

As manifestações dessa semana trouxeram importantes lições: as tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor destas manifestações para produzir mais mudanças, mudanças que beneficiem o conjunto da população brasileira.

A minha geração lutou muito para que a voz das ruas fosse ouvida. Muitos foram perseguidos, torturados e morreram por isso. A voz das ruas precisa ser ouvida e respeitada, e ela não pode ser confundida com o barulho e a truculência de alguns arruaceiros.

Sou a presidenta de todos os brasileiros, dos que se manifestam e dos que não se manifestam. A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática.

Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Todos me conhecem. Disso eu não abro mão.

Esta mensagem exige serviços públicos de mais qualidade. Ela quer escolas de qualidade; ela quer atendimento de saúde de qualidade; ela quer um transporte público melhor e a preço justo; ela quer mais segurança. Ela quer mais. E para dar mais, as instituições e os governos devem mudar.

Irei conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes para somarmos esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos.

O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo. Segundo, a destinação de cem por cento dos recursos do petróleo para a educação. Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde, o SUS.

Anuncio que vou receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares. Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências, de sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente.

Brasileiras e brasileiros,

Precisamos oxigenar o nosso sistema político. Encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos malfeitos e, acima de tudo, mais permeáveis à influência da sociedade. É a cidadania, e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar.

Quero contribuir para a construção de uma ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular. É um equívoco achar que qualquer país possa prescindir de partidos e, sobretudo, do voto popular, base de qualquer processo democrático. Temos de fazer um esforço para que o cidadão tenha mecanismos de controle mais abrangentes sobre os seus representantes.

Precisamos muito, mas muito mesmo, de formas mais eficazes de combate à corrupção. A Lei de Acesso à Informação, sancionada no meu governo, deve ser ampliada para todos os poderes da República e instâncias federativas. Ela é um poderoso instrumento do cidadão para fiscalizar o uso correto do dinheiro público. Aliás, a melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor.

Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e os governos que estão explorando estes estádios. Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a Saúde e a Educação.

Na realidade, nós ampliamos bastante os gastos com Saúde e Educação, e vamos ampliar cada vez mais. Confio que o Congresso Nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com a Educação.

Não posso deixar de mencionar um tema muito importante, que tem a ver com a nossa alma e o nosso jeito de ser. O Brasil, único país que participou de todas as Copas, cinco vezes campeão mundial, sempre foi muito bem recebido em toda parte. Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria, é assim que devemos tratar os nossos hóspedes. O futebol e o esporte são símbolos de paz e convivência pacífica entre os povos. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa.

Minhas amigas e meus amigos,

Eu quero repetir que o meu governo está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudança. Eu quero dizer a vocês que foram pacificamente às ruas: eu estou ouvindo vocês! E não vou transigir com a violência e a arruaça.

Será sempre em paz, com liberdade e democracia que vamos continuar construindo juntos este nosso grande país.

Boa noite!

Ouça a íntegra (09min58s) do pronunciamento da Presidenta Dilma

FONTE: Planalto
Acesse: http://www2.planalto.gov.br/imprensa/discursos/pronunciamento-da-presidenta-da-republica-dilma-rousseff-em-cadeia-nacional-de-radio-e-tv

Rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
Facebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br


Rev. Jucelino Souza

dr. glauco filho

Os brasileiros foram tomados de surpresa nestes últimos dias com uma das mais violentas usurpações do nosso Estado de Direito, a promulgação de uma medida judicial, na qual todos os cartórios do Brasil devem por lei, efetivar o casamento homoafetivo. A medida vem do CNJ, cujo presidente é o senhor Joaquim Barbosa, que também é presidente do STJ.

É o ativismo do judiciário, em prol dos ativistas gays, que juntos querem DESTRUIR a moralidade da família brasileira. Trata-se de uma ‘lei’ inconstitucional, arbitrária, uma ‘golpe de estado’, um golpe moral. ou melhor, IMORAL.

O prof. Glauco Magalhães Filho, reagiu, e, escreveu o texto abaixo, que foi publicado no site da Faculdade de Direito do Ceará, FDC, a retaliação foi imediata, há até petição pública contra ele. CONTUDO, isto tudo é necessário, temos que levantar nossas vozes, utilizar todos os espaços possíveis para desmantelarmos esta farsa, que levará nossa sociedade a um maior declínio moral, do que já temos visto.

Abaixo o texto do Dr. Glauco Filho
Depois de Hitler ter resolvido o problema da inflação e do desemprego na Alemanha, ganhou uma adesão entusiástica do povo alemão. Isso permitiu que ele, sentindo-se divino, tomasse medidas cada vez mais autoritárias, desrespeitando os limites do sistema democrático e parlamentar. Getúlio Vargas fez o mesmo após se tornar o campeão dos direitos trabalhistas. Valendo-se de sua popularidade, implantou o Estado Novo. Os militares em 64 foram vistos como heróis por intervirem para resolver a crise institucional por que passava o Brasil. Depois da revolução, porém, não cumpriram a promessa de redemocratizar o país.

Agora, enfrentamos uma situação parecida. O STF (Joaquim Barbosa em particular) ganhou a fama de “justiceiro” ao condenar os implicados no mensalão, o que todos aplaudimos. No entanto, a continuidade disso é um golpe de Estado em andamento, pois o CNJ (presidido por Joaquim Barbosa), contrariamente à Constituição, determinou que os cartórios celebrassem casamento homossexual. Como, entretanto, um orgão de fiscalização pode legislar? Onde estão as noções de vontade geral, soberania parlamentar e legitimidade democrática?

O brasileiro perdeu a familiaridade com a educação democrática, assim como a faculdade de indignar-se contra o autoritarismo. Antes, nós protestávamos contra a existência do “decreto-lei” durante o regime militar, mas, agora, temos medidas provisórias em maior quantidade. Do ponto de vista principiológico, a ousadia do STF e do CNJ representa uma ameaça mais ostensiva à democracia do que certos atos camuflados do governo militar.

Não adianta dizer que o STF e o CNJ estão “legislando” por causa da omissão do Congresso Nacional. A omissão do Congresso é uma manifestação de vontade, no caso, da vontade de manter a legislação vigente, que não contempla o casamento homossexual. A omissão do Congresso é o reflexo da vontade popular, que não deseja mudar o conceito de família.

Os cartórios devem se manifestar contra tal decisão, devem recusar cumpri-la. As igrejas e os cidadãos devem protestar e resistir. Não chamo isso de “desobediência civil”, pois o ato não é contra a lei e a Constituição, mas, sim, a favor da lei, da Constituição e da democracia. Chamo isso de resistência ao autoritarismo e ao golpe de Estado.

Algumas mães querem o direito de matar os filhos no ventre, onde deveriam protegê-los, e o STF (com o CNJ) quer o direito de sacrificar a Constituição de que deveria ser guardião!

Foi em um mês das mães (maio) que o STF equiparou a união homossexual à união estável. Novamente, em um mês das mães (maio), o CNJ determina a celebração do casamento homossexual. Talvez, o próximo passo seja acabar com o dia das mães, pois esse conceito (“mãe”) logo estará ultrapassado. Essa “coincidência” é para que cada um caia em si e veja que a família (maternidade, paternidade, etc) está sendo destruída.

Deus salve a família!

Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho
Professor de Hermenêutica Jurídica da UFC

Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
Facebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br


Rev. Jucelino Souza
via Projeto: Os Puritanos

Rev. Valter Graciano é Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 1964 tendo sido jubilado em 2009. Continua em pleno vigor de suas funções profissionais como renomado tradutor de dezenas de títulos e, em seu maior volume, das obras do grande reformador João Calvino. Casado com Dona Cremilda. Tem cinco filhos e dez netos.

Rev. Valter Graciano é Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 1964 tendo sido jubilado em 2009. Continua em pleno vigor de suas funções profissionais como renomado tradutor de dezenas de títulos e, em seu maior volume, das obras do grande reformador João Calvino. Casado com Dona Cremilda. Tem cinco filhos e dez netos.

1. Projeto Os Puritanos: Quando e como começou sua trajetória como tradutor?
Resposta: Ao longo de meu ministério por várias igrejas, em Minas e em Goiás, eu já lia em espanhol e inglês a Bíblia e outros livros. Foi daí que veio surgindo o anseio de um dia aprender a traduzir. Cheguei a traduzir, à moda de arremedo, boa parte da primeira edição das Institutas, em espanhol, seguindo mais o desejo de ver esta obra em nosso idioma. Um forte anseio me consumia. Muito do que lia, em seguida traduzia. Por exemplo, em minhas primeiras leituras da Teologia Sistemática de Berkhof ainda em espanhol (li esta obra toda algumas vezes), ia traduzindo aquilo que pudesse ajudar-me a gravar mais intensamente na memória o conteúdo da obra.

Mas foi em meu pastorado numa pequena cidade goiana, Ceres, que encarei decisivamente a tarefa de traduzir livros de convicção profundamente calvinista. Naquele tempo ainda era pouca a produção de obras de cunho reformado. Foi então que traduzi o precioso livro de William Hendriksen, Mais que Vencedores. Assim que cheguei em São Paulo, ele foi publicado. A tradução foi muito precária, por isso se fez dele uma nova, e, por sinal, muito boa. Essa é a origem da publicação dos comentários neotestamentários de Hendriksen/Kistemaker que temos hoje.

Chegando a São Paulo como um dos diretores da Editora Cultura Cristã, além de assumir a preparação das revistas dominicais e de revisar outros livros, assentei no coração aperfeiçoar minhas traduções, o que consegui plausivelmente com a ajuda do grande teólogo e colega Rev. Sabatine Lali. Certo dia ele declarou que minha tradução de determinado livro ficaria melhor no lixo. E ele estava coberto de razão. No momento, fiquei arrasado, porém não desisti. E foi assim que começou minha trajetória de tradutor. Aliás, nunca digo que sou tradutor, e sim que traduzo, que são duas coisas distintas. E esses primórdios me serviram de grande instrução e preparo.

2. PP: O que o motivou a traduzir as obras de João Calvino?
Resposta: Enquanto ia traduzindo os comentários de William Hendriksen (pois fui eu que introduzi essa notável obra em nosso idioma), em meu universo interior foi se delineando um profundo desejo de ver o Reformador falando nosso idioma. O que principalmente me levou a esse anseio? Quando cheguei em São Paulo para trabalhar na ECC, estava em processo a tradução das Institutas, feita pelo Dr. Waldir Carvalho Luz. Tive que ler aquela tradução toda; e à medida que avançava na leitura, mais entendia que ninguém iria ler a obra naquela linguagem. Em meio à minha grande frustração e pesar, sentia que era preciso traduzir as obras do Reformador numa linguagem em que todos pudessem ler, pois foi esse o objetivo do Reformador. Enquanto escrevia, ele queria que todos entendessem. Isso tinha que ser feito, porém não atinava para a possibilidade. Com quem falava a respeito, me olhavam de modo indagador, com certo espanto. Alguns, entre os mais íntimos, diziam que eu era um sonhador. Não faltou quem dissesse que eu era maluco. Além de ser dispendiosa demais, já não havia necessidade de se produzir uma obra tão volumosa e dispendiosa. Todo argumento que meus amigos usavam para me dissuadir, era como faíscas a incendiar mais minha mente e coração. Eu sempre cria que era viável e mesmo indispensável.

3. PP: Quais as dificuldades para se traduzir Calvino?
Resposta: No tocante a mim, a primeira dificuldade estava em mim mesmo. Meu recurso literário era então muito mais fraco do que hoje. A linguagem das obras do Reformador é muito erudita. Abria um livro a esmo e tentava ler e desistia. A segunda dificuldade era o fato de que eu só poderia traduzir do inglês, e não dos originais latim e francês. Ainda quando a tradução para o inglês fosse muito bem feita, todavia teria que produzir uma tradução de tradução. Terceiro, A obra é vasta demais para ser produzida em sua totalidade. A editora naquele tempo estava dando seus últimos e moribundos suspiros, e logo morreu. Quarto, jamais teria encontrado, naquele momento, pessoas para formar uma equipe na elaboração da obra. Quinto, naquele momento, com certeza o Conselho Editorial não iria aprovar meu projeto. Sexto, fui demitido da Editora e fiquei a enfrentar meus conflitos pessoais, agora com menos recurso ainda. Enfim, eu era um homem sozinho, tentando chegar na praia, quando ainda estava em alto mar, sem ver nenhuma tábua de salvação. Mas a maior dificuldade de se traduzir Calvino é a indiferença da “igreja” para com aquilo que lhe pertence de direito. Até onde pude perceber, a igreja nunca sentiu necessidade de fazer o Reformador falar nosso idioma para ser lido pelos brasileiros. Se a igreja quisesse, teria começado esta obra desde o início, pois ela sempre teve recursos financeiros para as outras coisas!

4. PP: Como se sente, como brasileiro, quando está traduzindo as obras tão antigas do mestre e reformador de Genebra?
Resposta: Esta é uma indagação muito complexa, pois ela lida com um universo subjetivo. Enquanto traduzo essas obras grandiosas, sinto-me precipitado no espaço sideral, continuamente aturdido pelo conteúdo delas, em profunda convivência com o doutor genebrino.

Certo colega perguntou-me se não me sentia vaidoso em ver boa parte dessas obras já nas estantes dos leitores. Minha resposta foi que, muito embora essa tendência fosse real em mim, porém, mesmo que deixasse a vaidade entrar e dominar minha vida interior, não conseguiria, porque, convivendo com Calvino, sua vida, sua atitude, sua grandeza sempre esmagaram meu ego. Pois é difícil encontrar um homem com um coração mais piedoso do que foi João Calvino.

É verdade que tenho consciência da grandeza de tal empreendimento. Além das Institutas e de umas pequenas obras do Reformador, tudo mais dele que lemos em português é de minha lavra. De vez em quando recebo correspondência de colegas que expressam seus sentimentos pelo que faço, às vezes me causando profunda comoção. Por isso sou imensamente grato ao Senhor da Igreja por me escolher para essa atividade, pois ele poderia (ou, digamos, deveria) ter escolhido a quem de direito, no entanto lhe aprouve servir de minha pessoa tão despreparada para essa prestação de serviço à sua igreja. Meu drama é que, enquanto realizo esse divino trabalho, quase não tenho com quem partilhar tão imensa bênção. São poucos com quem tenho o prazer de dialogar e ser correspondido. Às vezes quase explodo de emoção e não encontro alguém para dividir isso. Mesmo assim, sinto-me como o homem mais abençoado da terra por receber esse mandado da parte do Senhor da Igreja. Que bênção é Deus me usar para facultar aos brasileiros a leitura das obras de João Calvino, ainda que seja um trabalho deficitário!

O drama é ainda mais intenso quando me lembro de minha origem e de minha trajetória. Estritamente falando, não possuo nada, absolutamente nada, que me qualifique para esse empreendimento. No entanto, foi a mim que o Senhor escolheu para esse fim. Todo esse aparato negativo dissipa a tendência natural de envaidecer-me. Ainda mais, eu seria um mísero homem se deixasse a vanglória dominar-me. Por isso, tenho sempre em mente o texto de Paulo, em 1 Coríntios 1.26-29, que termina: “A fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.”

5. PP: Qual a importância destas traduções para a Igreja brasileira?
Resposta: Sendo o povo brasileiro de cultura religiosa essencialmente católico-romana, que desde a fundação da nação procurou desfigurar a imagem dos reformadores do século dezesseis, fazer Martinho Lutero e João Calvino falarem aquilo que realmente falaram e serem o que realmente foram é de grande importância para que nosso povo aprenda a apreciar esses vultos da Igreja em sua integridade, sem distorção, sem adulteração, sem fuligem.

Quando me propus verter para a língua brasileira as obras de João Calvino, meu intuito primordial não foi que todos abraçassem integralmente o pensamento teológico do Reformador de Genebra, mas que suas obras fossem conhecidas, confrontadas, e o leitor pudesse decidir sobre sua aceitação ou não com pleno conhecimento de causa. Em geral, cita-se o Reformador como havendo dito o que não disse e tendo feito o que não fez. É oportuno lembrar que João Calvino, como os demais reformadores, não foi infalível em tudo quanto fez, ensinou e escreveu. Infalíveis foram os escritores da Bíblia. Há detalhes no ensino de Calvino com os quais não concordo. Mas esses detalhes de sua interpretação de modo algum ferem o grandioso todo de sua interpretação da Bíblia e da fé cristã. Em suma, o povo brasileiro precisa conhecer o Reformador para que, quando discordar dele, possa justificar seus motivos. Creio que, com isso, muitos presbiterianos passarão a admirar o Reformador.

6. PP: Olhando para as obras de Calvino e o presbiterianismo de hoje, o que o alegra e o que o entristece?
Resposta: O que me alegra é a grande ênfase que hoje o presbiterianismo está pondo na fé reformada, e tem feito grande empenho para disseminar o calvinismo, quer na confissão pública, quer na literatura, quer na celebração eclesiástica. Temos hoje grandes mestres que não só defendem a fé reformada, mas eles mesmos escrevem grandes obras e inclusive biografias de João Calvino. São teólogos genuinamente calvinistas. Não só os presbiterianos fazem isso, mas muitos de outras confissões.

O que me entristece é o fato do presbiterianismo medrar em solo brasileiro com o substrato calvinista, porém sem a presença maciça do Reformador genebrino. Se o evangelismo presbiteriano brasileiro florescesse com as Institutas do Reformador nas mãos, certamente a igreja seria muito mais robusta. Não precisaria mais que isso para o presbiterianismo ser, talvez, a maior força do povo evangélico.
Entristece-me o fato de que o presbiterianismo, em si, nunca se moveu positivamente na direção de ajudar-me na expansão das obras de João Calvino. A instituição, propriamente dita, nunca me estendeu a mão ou nunca dirigiu uma palavra oficial abonando meu trabalho ou mandando-me parar a fim de que as autoridades teológicas assumam o comando e façam a coisa certa: produzir as obras do Reformador diretamente dos originais.

Além do mais, é doloroso ver e ouvir de grandes vultos que insistem em permanecer no seio do presbiterianismo, não sendo realmente presbiterianos. Os concílios têm permitido a permanência desses vultos em seu seio. E esses vultos têm contribuído para a deformação da igreja. E eles, por sua vez, não têm oferecido algo melhor que o calvinismo tem. Sua contribuição distorcida não faz a igreja se agigantar; apenas a faz mudar de rumo e de caráter. Não sou contra alguém pensar de modo adverso do calvinismo; sou contra, sim, a igreja tolerar que ensinos distorcidos medrem em seu seio sem reagir. Quem não é presbiteriano deveria estar em outros meios, não no meio presbiteriano. Consistência é algo mui belo!

7. PP: O que mais lhe chama a atenção no caráter do escritor João Calvino?
Resposta: É sua piedade, convicção e persistência. Além de oferecer seu coração inteiro ao Senhor da igreja, bem como cultivar a mais vera piedade que um cristão pode fazer, ele, desde o início, cultivou a mais profunda convicção de haver sido chamado pelo Deus eterno para ser o reformador de sua igreja. Por isso mesmo, sua persistência, em meio à mais feroz perseguição, o engrandece sem paralelo. Assim como Lutero foi o Cisne da Reforma, segundo a profecia de João Us, João Calvino foi a Águia da Teologia Reformada. E isso se deve à sua profunda piedade, à sua inabalável convicção e à sua inamovível persistência em seguir adiante. Isso nos faz entender por que, quando foi expulso de Genebra, saiu em silêncio e foi para Strasburg em continuação de sua obra de reforma ali. Ao ser chamado de volta às lides genebrinas, chorando afirmou que tinha de voltar para seu inferno até concluir ali sua obra começada. E, ao assumir novamente o púlpito genebrino, convidou o povo a ler com ele o mesmo versículo onde havia interrompido sua exposição.

Calvino não nutria dúvida acerca de sua vocação ministerial. Essa convicção deveria ser o carro chefe do ministério de todos os pastores atuais. Temos em João Calvino matéria suficiente para tornar o ministério pastoral brasileiro a força mais edificadora e demolidora que se pode imaginar. Edificando a Igreja e demolindo os aríetes dos inimigos.

8. PP: Que recomendação faz ao leitor de Calvino?
Resposta: Eu começaria com os não-leitores dele. Com aqueles que acreditam que não têm que ler as obras do Reformador, sem terem consciência do que estão perdendo. Acreditam que as obras teológicas modernas são muito mais substanciosas. Não atinam para o fato de que os autores dessas obras estão se nutrindo do Reformador genebrino. Meu conselho, se é que tenha algum peso, é que passem a degustar o conteúdo dessas obras.

Aos leitores do Reformador, meu conselho é que intensifiquem essas leituras e pesquisas. Que procurem ir fundo no raciocínio desse grande teólogo. Assimilem ao máximo. Não têm que ficar apenas citando o nome do Reformador, nem apenas declarando que lê-lo é essencial à vida cristã. Não precisam divulgá-lo de modo apaixonado. Não seguimos o Reformador genebrino. Nosso supremo Mestre é nosso Senhor Jesus Cristo. É a teologia do Reformador que temos de incrementar na igreja, como sendo a melhor e mais fiel interpretação da Santa Escritura. Ser calvinista é encarar a Bíblia tal como é, sem redução nem acréscimo; sem fantasia nem negação. O Reformador nos dá grande exemplo de como devemos crer na Bíblia. Daí, os genuínos calvinistas não põem em dúvida nenhum texto sagrado. O que lhe parece absurdo, ele abraça ainda mais e busca maior percepção do que está lá.

9. PP: Até onde vai sua esperança em uma reforma na Igreja brasileira?
Resposta: Já entrevejo essa reforma se concretizando no seio daqueles grupos evangélicos que antes repeliam a visão reformada do Cristianismo. Principalmente a Assembleia de Deus tem abraçado em maior escala a fé reformada. Quando ainda tinha Edições Parakletos, meu maior freguês eram os seminários da Assembleia de Deus. Por exemplo, aqui em Goiânia há um grande avanço em direção à teologia reformada nos seminários e igrejas assembleianos. Os pastores que conheço declaram a plenos pulmões que sua convicção é reformada.

Soube ainda que há o mesmo movimento entre as Igrejas Cristãs Evangélicas. E é possível que esse movimento se expanda aonde ainda não o vemos. Sem querer ser presunçoso, quando comecei a editar as obras do Reformador genebrino, minha principal meta era alcançar as igrejas de convicção arminiana. E creio que o efeito de meu trabalho está surgindo, muito embora as obras do Reformador publicadas ainda sejam em pequena escala e ainda não chegaram a todos os rincões. Mas gostaria que todos soubessem que algumas dessas obras já atingiram a terceira edição. Hoje temos no Brasil três versões das Institutas: duas editadas pela Editora Cultura Cristã e outra editada pela UNESP, editora secular. E creio que essas edições estão circulando em grande escala por todo o território nacional e até mesmo internacional. A Editora Fiel, a qual publica minhas traduções, tem disseminado essas obras em todos os países de língua portuguesa. Ela tem facilitado a aquisição dessas obras em todo o Brasil. Nunca poderíamos imaginar que João Calvino viesse a ser tão popular em solo brasileiro.

Para mim, em particular, isso significa um genuíno reavivamento, o qual não se dá na esfera das emoções, e sim do intelecto. A visão calvinista da Bíblia revoluciona a vida em sua inteireza. Só existe reavivamento legítimo quando a fé é posta em prática; ela é um sistema que leva o indivíduo a viver a religião de Jesus. Quando a religião permanece na esfera emocional, não há produção de frutos; mas quando atinge a esfera do raciocínio, leva o indivíduo a pensar no que Jesus ensinou e viveu, então sua vida sofre a mais salutar revolução espiritual e moral.

10. PP: Quando conclui uma tradução de Calvino, que súplica faz a Deus?
Resposta: Quero que o leitor saiba que cada obra de Calvino que traduzo constitui um universo para minha mente e espírito. Ora mergulho num oceano sem fundo, ora sinto ter asas e me precipito no espaço sideral e de lá não quero voltar, ora sinto na exposição do Reformador genebrino uma atmosfera musical que soa como a maviosa harpa, o violino, o piano, e trabalho o tempo todo sob os efeitos dessas músicas celestiais. Ele consegue me submergir nas próprias ideias bíblicas, levando-me a ver o que está lá, porém até então não havia percebido.

Isso me leva a orar mentalmente, sem cessar. Com muita frequência paro a tradução e, dominado pela emoção, prorrompo em oração de ação de graças e oro que os leitores sintam a mesma coisa. Todos os dias começo meu trabalho rogando que o Senhor da igreja estique um pouco mais minha vida terrena para terminar todas as obras do Reformador genebrino. Quando termino um volume, dou graças, olho para o alto e dou um grito: Aleluia! Agradeço-lhe em me usar, o menor de todos os servos de Cristo, o menos competente para tal empreendimento, e rogo que use meu modesto trabalho para a mudança da vida dos filhos de Deus e para que muitos incrédulos venham à verdadeira fé por meio desse humilde trabalho.

Aproveito o ensejo para contar em poucas palavras que, quando terminei o terceiro volume da Harmonia da Lei, meu computador deu uma pane e apagou completamente tudo o que estava nele. Quase tudo foi salvo porque mantenho um HD externo com tudo gravado nele. Mas esse volume não fora gravado ali. Foi usada toda a tecnologia moderna na tentativa de recuperação da pasta. Quase quinhentas páginas perdidas. Faltou pouco para entrar em pânico. O desalento fulminou minha alma. Passaram-se uns quinze dias, quando certa manhã assentei-me diante do computador, e, sob o efeito de algo que li em algum lugar, que dizia: “Quem desiste de lutar nunca tem razão”, olhei para o alto e disse ao Senhor: “Meu Deus, renova meu ânimo para fazer de novo esta tradução como se fosse a primeira vez”. Com os olhos marejados, com o coração aos saltos, com o volume aberto diante de mim, no mesmo lugar de antes, recomecei a tradução com o mesmo ânimo e a mesma gratidão. Sabia que havia nisso um propósito divino. Cerca de dois meses depois estava com a nova tradução concluída – e valeu a pena!

Tenho a consciência de que sou o homem mais privilegiado do Brasil. Não sinto vaidade; sinto gratidão. Quem mantém convívio com Calvino, através de suas obras, não consegue envaidecer-se, porquanto está em contato indireto com um dos homens mais humildes que a igreja já teve em seu seio. Quando descobri que ele ordenara que sua sepultura fosse mantida no anonimato, e que hoje não se sabe onde ela está, que sentimento devo nutrir em meu mísero coração? O que me sobra que me envaideça? É verdade que a tendência está aí, com boca escancarada para me tragar. Mas em minha mente está impressa uma terrível realidade: Sou apenas servo! Senhor é outro!

A Ele toda a glória!

____________
Goiânia, 11 de abril de 2013
Valter Graciano Martins
O menor em Cristo
Rev. Valter Graciano é Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil desde 1964 tendo sido jubilado em 2009. Continua em pleno vigor de suas funções profissionais como renomado tradutor de dezenas de títulos e, em seu maior volume, das obras do grande reformador João Calvino. Casado com Dona Cremilda. Tem cinco filhos e dez netos.

FONTE: Os Puritanos
Acesse: http://ospuritanos.blogspot.com.br/2013/04/entrevista-com-o-pr-valter-graciano.html

Rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
Facebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br


Rev. Jucelino Souza
via ADUA

marcia perales3

Márcia Perales vence 2º turno e fica até 2017

Com 60,7% dos votos válidos, a reitora licenciada Márcia Perales, candidata à reeleição, pela chapa “Ufam Sempre Melhor”, venceu a disputa do 2º turno da consulta à comunidade acadêmica para escolha de reitor e vice-reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), gestão 2013-2017. Ao lado de Hedinaldo Lima,como vice-reitor, Perales permanece no comando da instituição por mais quatro anos.

O resultado do pleito foi divulgado pela Comissão Central de Consulta (CCC) no início da noite desta sexta-feira (5), na sede da Comissão Permanente de Vestibular (Comvest), na presença dos candidatos. O diretor licenciado da Faculdade de Estudos Sociais, Sylvio Puga, que concorria à administração superior da Ufam pela chapa “Uma nova Ufam vai nascer”, recebeu 39,3% dos votos.

De um total de quase 35 mil pessoas aptas a votar neste 2º turno, apenas 8.539 compareceram às urnas nesta quinta-feira (4) – 148 a mais que na semana passada. Por conta da baixa participação da comunidade acadêmica, o índice de abstenção ficou em 75,6%, praticamente estável em relação ao 1º turno (76%).

Ao todo, foram 8.408 votos válidos. Entre eles, 56 votos brancos e 75 nulos. A exemplo do 1º turno, Márcia Perales recebeu a maior parte dos votos dos servidores: foram 924 dos professores, de um total de 1.291 válidos; e 856 votos dos técnicos administrativos, de um total 1.362 válidos. Já Sylvio Puga teve melhor desempenho entre os estudantes, com 3.010 votos, de um total de 5.755 válidos.

O resultado da votação será encaminhado ao Conselho Universitário (Consuni), instância máxima deliberativa da Ufam, para homologação no dia 15 de abril. Após essa etapa, a lista com o resultado do pleito será submetida à avaliação do Ministério da Educação (MEC).

Balanço – De acordo com avaliação da CCC, a apuração do resultado ocorreu dentro da expectativa. “Não houve nenhum tipo de ocorrência que merecesse qualquer comentário. O pleito e a apuração foram mais tranquilos em relação ao primeiro turno”, disse a presidente da Comissão, Ana Cristina Belarmino.

Fonte: ADUA
Acesse: http://adua.org.br/noticias.php?cod=980

rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
Facebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
E-mail: jucelinofs@yahoo.com.br


rev. Jucelino Souza
via SEDUC-AM

O saber que vem do Pará. Estudante de Manaus ingressará em Harvard

JEAN - HARVARD

Nascido na pequena comunidade de Vila Flexal em Óbidos (PA), Jean Cardoso Lopes, 18, finalista da escola estadual Sebastiana Braga, filho de um encanador e uma auxiliar de serviços gerais é o mais novo brasileiro habilitado para ingressar na Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo. O jovem, que foi aprovado em cinco universidades norte-americanas, optou por cursar Medicina e Ciências Políticas e está de malas prontas para seguir no final do mês de abril para Boston-EUA.

O estudante é filho de Jonas Correa Lopes e Vanuza Cardoso Lopes. Filho mais velho de quatro irmãos, Jean estudou a vida inteira em escolas públicas e, conforme relato da família, era sempre elogiado pelos professores por conta das boas notas.

Por conseqüência das médias escolares e do empenho na educação, as premiações começaram a surgir na vida do menino simples de Vila Flexal. Dos 11 aos 15 anos foi chamado para participar de diversas olimpíadas científicas dentre as quais de Astronomia, Robótica, Matemática, Lingüística, dentre outras realizadas nacionalmente.

Nessas competições, Jean contabilizou 23 medalhas e diversas menções honrosas pela participação. Em 2010, aos 15 anos e dando início ao ensino médio, conseguiu viajar para cinco países participando de concursos, olimpíadas educativas e exposições.

Trajetória

Em Buenos Aires (Argentina), por exemplo, participou de uma exposição de robótica e concurso de matemática; em Caracas (Venezuela) ministrou palestras para estudantes do ensino médio. Já na capital da Guiana Francesa, Caiena, competiu nas olimpíadas de astrofísica; na cidade de La Paz (Bolívia) participou de concurso de Física e da elaboração de projetos e concurso de lingüística. Na Cidade do México (México) concorreu nas olimpíadas de astronomia.

Após o período de prosperidade e inúmeras competições, em 2011 decidiu mudar-se para Manaus (AM), com seu irmão Jonas Lopes. Na capital amazonense hospedou-se na casa de seus tios e deu continuidade aos estudos, concluindo o ensino médio na escola estadual Sebastiana Braga.

Durante o período escolar na cidade de Manaus, foi convidado para participar de um concurso de astronomia na Polônia e para outras competições educativas no Brasil, projetos estes que não foram à frente.

Decisão

No ano de 2012, aos 17 anos, cursando o 3º ano do ensino médio, começou a estagiar na área administrativa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ao conhecer o ambiente acadêmico e ver outros jovens planejando o futuro, Jean viveu um momento decisivo em sua vida.

“Quando comecei o estágio na Ufam, vivi um momento muito complicado na minha vida. Pensava em tudo o que eu havia conquistado e, inspirado pelo ambiente acadêmico, comecei a pensar em estudar em uma universidade americana”

, revelou.

O jovem também conta que sempre admirou a forma de como os estudantes americanos levam a vida universitária e por isso tomou a decisão.

“Nos Estados Unidos a Universidade é muito diferente. A realidade que eles vivem era a que eu sonhava viver. Lá, após o ingresso na Universidade, eles estudam durante dois anos um pouco de tudo, para poder escolher a profissão. Também me entusiasmei ao saber que as universidades norte-americanas bancam integralmente o aluno estrangeiro que é admitido nas instituições”,

disse Jean.

Jean comemora com a família o ingresso na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

jean - harvard - familia

A partir desse pensamento e da vontade de conquistar seus sonhos ele se inscreveu sem o consentimento dos seus pais e tios, nos processos seletivos em dez Universidades americanas (Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, Universidade de Yale, Universidade de Oklahoma, Universidade de Caltech, Universidade da Flórida, Universidade de Connecticut, Universidade de Princeton, Universidade de São Francisco e o Massachusetts Institute of Technology – MIT).

Para conquistar uma vaga ele passou pelas seguintes etapas: prova TOEFL (Teste de inglês como língua estrangeira), análise de histórico, elaboração de diversas redações e inúmeras entrevistas.

Depois do fim do processo seletivo, começou a receber as cartas de admissão com bolsas integrais em cinco universidades, Havard, Stanford, Yale, Oklahoma e Caltech. Ele ficou tão feliz que quase não acreditava que tinha conseguido. Após o recebimento das cartas, resolveu contar para a família sobre os processos seletivos que realizou e sobre as admissões.

“Contei para toda minha família e pensei sobre tudo que vivi até aqui. Eu estudei a vida inteira em escola pública, meu pai é encanador e minha mãe, auxiliar de serviços gerais. Sou de uma pequena comunidade do interior do Pará, atualmente moro em Manaus e faz quatro anos que saí da casa dos meus pais, para lutar em favor dos meus sonhos e agora eu consegui”,

comemora o estudante.

Jean irá no final de abril para os Estados Unidos onde visitará todas as Universidades, onde foi admitido e conhecer os costumes e a cultura do país. “Em abril, a minha vida vai mudar, vou conhecer novas pessoas, novas culturas e viver novas experiências. Estou com sede de conhecimento e sei que vou suprir realizando meu sonho”, enfatizou o jovem estudante.

Para quem está buscando a mesma oportunidade, o jovem e promissor estudante recomenda:

“As pessoas não devem desistir dos seus sonhos, para isso, é necessário ter esperança, estudar muito, manter o foco, ter fé, dedicar-se e acreditar que é possível”.

FONTE: SEDUC – AM
Acesse: http://www.seduc.am.gov.br/noticia.php?cod=1293

Rev. Jucelino Souza
Twitter: http://twitter.com/jucelinosouza
Facebook: www.facebook.com/rev.jucelinosouza
E-mail : jucelinofs@yahoo.com.br